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sexta-feira, abril 13, 2007

A minha Sis


O que a minha loira ia ficar orgulhosa se lesse isto…costumava cantar-me esta música quando me levava pela mão (quase de madrugada) para a praia da minha vida.Hoje acordei com vontade de me deitar ao Sol.O biquini não é encarnado, não espero encontrar ninguém e os óculos de Sol são só para conseguir ler.Beach time!!!!!


(vá, roam-se de inveja ;)

Senta-te e espera...


"Tem cuidado contigo. Sempre que, à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em coisas certas, lembra-te de que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.(…)

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar.Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração.Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."

Cântico Negro

Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos docesEstendendo-me os braços, e segurosDe que seria bom que eu os ouvisseQuando me dizem: "vem por aqui!"Eu olho-os com olhos lassos,(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)E cruzo os braços,E nunca vou por ali...A minha glória é esta:Criar desumanidades!Não acompanhar ninguém।— Que eu vivo com o mesmo sem-vontadeCom que rasguei o ventre à minha mãeNão, não vou por aí! Só vou por ondeMe levam meus próprios passos...Se ao que busco saber nenhum de vós respondePor que me repetis: "vem por aqui!"?Prefiro escorregar nos becos lamacentos,Redemoinhar aos ventos,Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,A ir por aí...Se vim ao mundo, foiSó para desflorar florestas virgens,E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!O mais que faço não vale nada.Como, pois, sereis vósQue me dareis impulsos, ferramentas e coragemPara eu derrubar os meus obstáculos?...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,E vós amais o que é fácil!Eu amo o Longe e a Miragem,Amo os abismos, as torrentes, os desertos...Ide! Tendes estradas,Tendes jardins, tendes canteiros,Tendes pátria, tendes tetos,E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...Eu tenho a minha Loucura !Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;Mas eu, que nunca principio nem acabo,Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,Ninguém me peça definições!Ninguém me diga: "vem por aqui"!A minha vida é um vendaval que se soltou,É uma onda que se alevantou,É um átomo a mais que se animou...Não sei por onde vou,Não sei para onde vouSei que não vou, por aí!
José Régio

Secreto Prazer

Podia escrever 1001 coisas para justificar a criação deste meu novo “secreto prazer” mas, tal como os restantes que mantenho bem guardados, trata-se apenas de mais uma peça do puzzle que sou eu – indefinível, intransigente, incoerente, insatisfeita, inconfessável… numa palavra: mulher!Não prometo textos de grande qualidade literária, poemas inesquecíveis nem tão pouco revelações bombásticas.Prometo apenas alimentar este “confessionário” enquanto assim me der prazer - porque é assim que gosto de conduzir a minha vida: com prazer.