Se perguntarmos a uma adolescente o que "será Meramente Errado",ela responderá, que meramente errado será perguntar-lhe isso.
Quando mais me revejo nesta merda de cidade mais vontade tenho de correr ao meu mais interno Porto e gritar-lhe que não há nada como nos sentirmos tripeiros numa cidade de incompetentes,triste será o acordar, abrir as janelas e não ver nada,falarmos com pessoas e não aprendermos nada,sentarmo- nos num sofá e observarmos o nada,meramente errado é estar presente de corpo num sitio enquanto a nossa alma grita por ti MEU PORTO...
sábado, outubro 07, 2006
Regresso

Depois deste mês de descanso eis o meu regresso aos blogs.Este regresso vai ser notado pelo novo design, novas rúbricas e novo tipo de comentários que faço. Também terei outros conteudos e arrumados de forma diferente.Só não está já em funções por causa do "novo" blogger, pois estou à espera de uma das grandes novidades para poder utilizar o blog com o empenho que quero.Bons posts a todos.
terça-feira, setembro 19, 2006
Check-up blogosférico
A blogosfera é um espaço “camaleónico”, veste-se e pinta-se de acordo com a necessidade, conveniência, objectivo, tara e mania de cada um. Os autores de blogs podem mudar de estilo, de rumo, de tom sem pedir autorização. Não precisam dela, é verdade, mas acho que a maioria se alinha pela estabilidade do registo, até por uma questão de coerência e também de fidelização de leitores (parece conversa de Bancos e operadoras de telemóveis).Se pudéssemos observá-la do céu, a blogosfera seria uma imensa manta de retalhos, quadradinhos de posts, uma rede de layouts, para todos os gostos.Apesar de nada vender, e nada comprar, a blogosfera é também um mercado de palavras, algumas soltas, muito soltas, quase sem parentesco, outras que se transformam em textos de qualidade razoável, às vezes boa, e muito raramente excelente. Os que acho muito bons (falo dos posts), sinto até alguma vergonha por poder lê-los e não pagar nada. É que às vezes compram-se jornais e revistas com tanta porcaria, e editam-se livros sobre coisas que não lembram ao diabo, e pagamos por eles!? Também há o outro extremo, aqueles blogs (e seus posts amestrados) que nem que me pagassem eu lá voltava, porque são um espaço de depressão, de angústia e de pobreza de espírito. Chego a sentir tonturas e falta de ar.O meu blog serve, sobretudo, para poupar papel e caneta. Já tenho pouca paciência para escrevinhar em papéis, agendas e bloquinhos, e confesso também que a minha caligrafia se degrada a cada dia que passa (tenho pena!). E como cheguei à conclusão que o que escrevia podia interessar a uma ou duas pessoas, quem sabe meia dúzia, achei que não havia mal em abrir uma porta e colocar o reclamo luminoso.Acredito que a blogosfera está aí para ficar e que tomará formas cada vez mais complexas e diversas (se ainda é possível mais diversidade). No dia em que o encanto se quebrar, sairei como entrei, faça chuva ou faça sol, num recolhimento silencioso, e levarei o rasto cor-de-rosa comigo.
segunda-feira, setembro 18, 2006
PORTO

PORTO
A ponte é apenas
prostituta
Da oca ideia de ti,
Mas tu
Já não te mostras assim,
Tu és pedaço de sombra
e silêncio adivinhado
Num cimbalino a escaldar.
Tu és
Todos os bairros e ilhas,
A Foz e o Campo Alegre,
O Palácio e a Rotunda,
Todos os mártires da pátria,
O Infante, as Fontaínhas,
Sá da Bandeira, Bonfim,
Antas, Maia e Rio Tinto,
Gondomar e Matosinhos,
ou Vila Nova de Gaia.
Tu és mais meu ao nascer,
Serás mais meu ao morrer.
Mas afogado no Douro,
Agricultando-te esquinas,
Arando a pedra e a sombra,
Cultivando-te o mistério,
Vim da Ribeira para cima,
Perdendo o ar em Mouzinho,
E encostei-me às Cardosas
Para te olhar o focinho,
O tal salão de visitas,
Que os Aliados cederam
Ao Universo.
Ficas-me imerso
Na carne,
Ficas perverso
No sangue,
Fervendo o sal do sotaque,
Fazes doer a distância
Quando me afasto de ti,
E fico longe do verso,
Então, descolo do chão,
Embriago-me em calão,
Palavras largas, ovais,
E em Rabelo, a saudade
Vem ao poema lembrar
Que um “carago” dito assim,
Na ausência da cidade,
Põe um tripeiro a chorar.
Amamos a insultar.
Por isso, não há cicuta
Nem desvio de conduta,
Quando os comboios apitam
E em Campanhã te gritam
“Meu Porto filho da puta!”
Amigo...
Amigo é...
Aquela pessoa que o tempo não apaga, que a distância não esquece, que a maldade não destroi...
É um sentimento que vem de longe, que ganha lugar no nosso coração, e não o substituimos por nada...
É alguem que tu sentes presente, mesmo quando esta longe... que vem para o teu lado quando estas sozinho, e nunca nega um sentimento sincero...
Ser amigo não é coisa de um dia, são actos, palavras e atitudes que se solidificam no tempo e não se apaga mais!...
Aquela pessoa que o tempo não apaga, que a distância não esquece, que a maldade não destroi...
É um sentimento que vem de longe, que ganha lugar no nosso coração, e não o substituimos por nada...
É alguem que tu sentes presente, mesmo quando esta longe... que vem para o teu lado quando estas sozinho, e nunca nega um sentimento sincero...
Ser amigo não é coisa de um dia, são actos, palavras e atitudes que se solidificam no tempo e não se apaga mais!...
terça-feira, setembro 12, 2006

Quem és tu ?
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.
De: Sofia de Mello Breyner
ESCREVI....
Escrevi durante horas… Espalhei pela folha branca de minha vida, mil palavras tingidas de preto,palavras que o arco-íris se recusou a pintar de luz. Palavras sem sentido, feitas de gritos que ninguém ouve… Palavras como a emoção que sãocantadas em todas as canções, melodias de desejos, de sonhos… Palavras de esperança sem esperança… Palavras de carinho, cheias de ternura e sorrisos, escritas para beijar quem as lê, nem que por um breve momento. Nada estava bem.
Apaguei tudo e de novo escrevi.O branco de novo
aparecia salpicado de uma só cor, triste, sem graça. Então fui desistindo, uma por uma,
das palavras mais bonitas. Estavam no sítio errado.
Não eram minhas! Apaguei cada sentimento e
deixei apenas as palavras vazias, cor de minha alma. Mas mesmo assim ainda não me sentia bem. Olhava para elas e sentia bem no fundo do coração
a dor de as sentir… Não as quero mais! Quando olhei de novo, a folha branca continuava branca,
cheia de um vazio enorme… Apenas um pontinho
lá estava esquecido… mas era apenas uma pequena lágrima…
Miau***
quinta-feira, setembro 07, 2006
Não há paciência!!!!!
Seguiu o rasto porque eu quis, dei-lhe todos os espaços para se aproximar... O seu rosto de caçador, típico garanhão deliciava-me pela ignorância... As falas eram cábulas, frases baratas num jogo sem qualquer gosto... o ridículo era o seu charme... no meio de tantos defeitos ver algo de positivo foi tarefa árdua...Enquanto falava eu apenas o fitava com os olhos, vi todos os detalhes... muito mais interessante se ficasse caladinho, um belo pedaço de carne que faria as delicias das mais famintas mulheres... Até aqui tudo bem, o problema vem depois quando a conversa segue o rumo de uma rotunda... e rodam rodam sempre a dizer o mesmo... Porquê perder tempo com alguém que só sabe girar em volta de um assunto ao ponto de se tornar o cromo da noite, como dizer a um menino bonito que a beleza dele é tão opaca devido aos sons que lhe saem daquela boca perfeita...Garanhões... como é possível assumirem um título que lhes fica tão mal, assumem perante plateias que são consumidores quando na verdade são apenas usados por belos momentos de prazer... ouvi-los é deveras interessante, invertem os papeis sem se aperceberem o quanto inocentes são...A melhor parte... é quando ouvem um não... a frustração é tanta, engolem aquele sorriso e vestem a capa do cordeirinho que foi assustado pelo lobo... humm... Uuhh que medo!!!E é esse medo que eu gosto... quando finalmente encontram o caminho certo e vêem quem manda no rebanho... resumam-se à vossa insignificância por favor.
Momentos na vida!!!!!!!

Procurando no baú velhas histórias, vejo os dias de hoje de forma ambígua... O presente deu-me a audácia, capacidade de acção, sou astuta nos meus desígnios.Constato que a minha independência fez de mim o ponto alto da exigência no entanto dado a falta de estímulos por parte dos membros masculinos, vejo-me tolerante... Não posso ter tudo, mas mesmo assim o sexo oposto atrai-me...As diferenças entre ambos são notórias, ao mesmo tempo quando surge o encaixe, seja ele carnal ou não... ambos se completam naquele determinado momento.Eis que surge o foco da questão, a palavra momento diz precisamente tudo... admiro as pessoas que fazem das suas vidas eternos momentos, criam hábitos e convivem uma com a outra dia após dia... Dizem que se amam, acreditar que é verdade daria um longo texto, mas quem sou eu para opinar sobre a vida dos outros... Ao dizer isto não estou a dizer que não acredito, mas duvido em muitos casos. A palavra amor pode ser usada vezes sem conta, sem que na verdade seja explorada, o que é amar afinal?... Agora podia citar um poeta e mostrar como as palavras certas nos fazem suspirar... a nossa imaginação faz maravilhas.Amor.. nem acho esta palavra forte de sentimento, no entanto acredito na paixão associada ao amor, as duas em conjunto fazem estragos maravilhosos...Uma sem a outra, podem ser momentos... bons ou maus.Depois de contornar um texto, onde até existe contradição, sinto vontade de um momento... ou do momento...Visto uns boxers assim bem justinhos hummm...Vou eternizar o momento...
Clic, clic, clic...
segunda-feira, setembro 04, 2006
Sshhhhhh.....

Não te sorrio, olho-te...
Não te conheço, quero-te...
Não te falo, ouço-te...
Não te toco, sinto-te...
Não te vejo, desejo-te...
Sim a ti....
falo para ti...
sexta-feira, setembro 01, 2006
Inspiração
Quatro anos fez o ultimo poema!
Nova amizade tenho;
Hoje em mim não existe edema,
Sinto que do paraíso venho...
Olha a tua volta,
Observa com atenção,
A tua personalidade solta,
A ninguém tens que dar satisfação.
Vim para te dar força,
Esperança e vitalidade,
Muita gente inocente distorça,
A nossa verdadeira amizade.
Olhar penetrante,
Sensível e intenso,
És uma pessoa brilhante,
Alma que não dispenso.
Sensualidade e beleza,
Transpiras com facilidade,
És de uma grandeza,
Amo a tua liberdade.
Vais para o Porto,
Para a vitória alcançar,
Estarei a teu lado,
Nesta batalha a lutar.
** Autoria de uma amigo que de uma forma ou de outra passou a ser
especial, ser amigo é ser assim mesmo, ser fiel,e estar nos momentos
necessários...es novo,como amigo,mas velho em inteligênçia..
um bem haja para ti...Muito Obrigado**
Nova amizade tenho;
Hoje em mim não existe edema,
Sinto que do paraíso venho...
Olha a tua volta,
Observa com atenção,
A tua personalidade solta,
A ninguém tens que dar satisfação.
Vim para te dar força,
Esperança e vitalidade,
Muita gente inocente distorça,
A nossa verdadeira amizade.
Olhar penetrante,
Sensível e intenso,
És uma pessoa brilhante,
Alma que não dispenso.
Sensualidade e beleza,
Transpiras com facilidade,
És de uma grandeza,
Amo a tua liberdade.
Vais para o Porto,
Para a vitória alcançar,
Estarei a teu lado,
Nesta batalha a lutar.
** Autoria de uma amigo que de uma forma ou de outra passou a ser
especial, ser amigo é ser assim mesmo, ser fiel,e estar nos momentos
necessários...es novo,como amigo,mas velho em inteligênçia..
um bem haja para ti...Muito Obrigado**
quinta-feira, agosto 31, 2006
Aos que passam pela nossa vida!

Cada um que passa em nossa vida passa sozinha...
Porque cada pessoa é única para nós,e nenhuma substitui a outra.Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,mas não vai só...Levam um pouco de nós mesmos e nos deixam um pouco de si mesmos.Há os que levam muito,mas não há os que não levam nada.Há os que deixam muito,mas não há os que não deixam nada.Esta é a mais bela realidade da vida...A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso...
SER MULHER

Hoje não quero ser
a mulher forte, de atitude
a leoa ,sedutora
a que luta, defende,
conquista,
consola, abriga...
Hoje eu quero deixar que
a mulher sensível, delicada,
romântica, frágil...
seja vista e sentida!
Quero um carinho, um abraço,
um colo...
Quero braços que me
envolvam
protejam, abriguem.
Quero um corpo onde possa
me aconchegar;
um ombro para poder chorar,
uma mão que acaricie
meus cabelos,
olhos que vejam as lágrimas
rolarem no meu rosto
quando falo dos meus
temores, medos ...
uma boca que me diga palavras
de animo e esperança
e que me beijem com
amor e paixão!
Quero olhos que vejam minha
fragilidade,
que me admirem por ser delicada
e que não desejem que eu
tenha que ser forte
o tempo todo!
Quero ser admirada, notada,
e quero que me queiram
por também ter um lado frágil.
Quero que me admirem por ser
mulher na total essência,
não só o lado leoa, mas
o lado beija-flor e também flor!
O lado que necessita do outro
que também precisa receber!
Quero hoje a fragilidade de ser
Mulher !!!
quarta-feira, agosto 30, 2006
Medo...
Recuperei os sentidos... faltava-me o ar, o fogo rodeava-me e eu acordei num espaço onde o eco prolongava o som das chamas. O meu corpo estava exposto coberto por gotas de suor... um calor intenso sufocava-me ... Queria gritar mas a força da voz era muda, o medo acelerava o ritmo do corpo, a dança do pânico, acorrentada, imóvel... A dor do não saber, tomava conta do meu estado consciente, o impulso da libertação, deixava marcas carnais, lutava contra o inútil... Procurei no escuro, tentei ouvir... A sensação de não estar só perturbava-me, sentia-me observada, uma presa que caiu na armadilha... A barreira de fogo perdeu intensidade, no escuro surgiram diversos vultos... O medo paralisou os meus pensamentos, o som do meu coração ecoava em mim num compasso difícil de acompanhar .Vestiam capas negras e ocultavam o rosto com máscaras, a única expressão visível eram as bocas, de aspecto faminto, uma alcateia à espera da ordem superior...Senti vontade de chorar, estava entregue sem domínio...No meio dos vultos apareceu uma mulher nua de rosto escondido, trazia um frasco nas mãos. Lentamente veio até mim. Eu incrédula observava em gritos interiores... Colocou um dedo no liquido, espesso e amarelado, e delineou-me os lábios, sabia a mel. Logo de seguida verteu sobre a sua mão uma grande quantidade, olhou-me através do recorte da sua máscara, e barrou-me o corpo todo... massajou-me intensamente... os meus seios revelaram o quanto prazer estava a ter... Queria controlar-me mas ela dominou todos os meus impulsos... sabia onde tocar ... e masturbou-me até sentir o meu orgasmo... perdi-me extasiada e entreguei-me gemendo bem alto... Ela sussurrou “Agora estás pronta...”Afastou-se.... todos os vultos se aproximaram, começaram a tocar-me, um jogo de mãos, línguas famintas .... gritei de medo ou prazer... já não sei... Acordei...
Um pouco de mim...
A luz da noite... amante do meu ser.Hoje vou caçar-te...quero ver o meu reflexo
Vou seduzir-te numa dança carnal...
onde a voz é o olhar que nos une...
Quero o teu sangue repleto de tesão...
Quero sentir o teu corpo, até estremecer num grito brutal...
Quero provar o teu limite...
saborear-te até à exaustão...
TU...Não
Sou assim....Domino o meu espaço...Tu não fazes parte ... Não te quero!!!Não és vitima nem escolhido... és um amigo.
Tudo em ti eu gosto Nada me desperta Do teu corpo quero colo O abraço de um irmão Um beijo com amor Mas nunca com tesão...Não me obrigues Não me alteres Posso ser um pesadelo Se insistires na ilusão De conquistares meu coração...Coração!!!!Palavra tão articula Neste mundo de hipocritas Onde o sexo coabita Com a loucura ...Hoje amamos muito E o no amanhã... amaremos muito mais Um vicio tatuado no corpo Daqueles que desfrutam O tempo útil...Tu não fazes parte do útil Mas sim da minha vida
Não...
Afasta-te é um aviso...
Tudo em ti eu gosto Nada me desperta Do teu corpo quero colo O abraço de um irmão Um beijo com amor Mas nunca com tesão...Não me obrigues Não me alteres Posso ser um pesadelo Se insistires na ilusão De conquistares meu coração...Coração!!!!Palavra tão articula Neste mundo de hipocritas Onde o sexo coabita Com a loucura ...Hoje amamos muito E o no amanhã... amaremos muito mais Um vicio tatuado no corpo Daqueles que desfrutam O tempo útil...Tu não fazes parte do útil Mas sim da minha vida
Não...
Afasta-te é um aviso...
Tempo... o meu ...
O tempo passa tão rápido, frase banal muito utilizada por todos aqueles que vivem. Hoje o meu tempo foi passado no teu tempo, ou seria o nosso tempo... Como definir o tempo que é só meu, dividido com alguém que me leva para outro tempo... um pouco confuso se não soubermos o que o tempo pode mudar quando vivido noutra dimensão...Dimensão ??? Humm... Podia até explicar o conceito da palavra no meu vocabulário, mas quem lê o texto na integra consegue perfeitamente levitar comigo...Todos os outros que por aqui passam e deixam comentários baseados em fotos ou em palavras que acham obscenas, sim porque, mulher que escreva "foda" ou que manifeste o seu lado sexual perante tanta gente, sendo o maior numero de comentários masculinos é uma puta, Srs Anónimos não percam tempo com blogs deste nível, não estraguem o vosso único tempo perdendo momentos da vossa vida comigo... mas não posso deixar de dizer que o meu conceito de puta não é de forma alguma insultuoso, o meu mundo sexual não se coaduna com o vosso por isso a linguagem diverge nos seus conceitos...Finalmente volto para as minhas palavras, aquelas que gosto de escrever e dividir com quem me consegue despir... tirem-me a roupa toda... não gosto de me esconder atras das palavras, mas gosto que tirem peça por peça saboreando cada bocado meu exposto... Tarefa árdua embora pareça tão fácil...Agora devia voltar para a introdução do texto, desenvolver um pouco mais e concluir, mas como sabem deixo isso das conclusões para vocês... hoje apetece-me apenas relaxar no meu tempo, tocar o meu corpo... e numa outra dimensão subir as escadas e sentar-me no colo daquele que está no trono... que me faz rainha do seu tempo e fica comigo sem moralismos... Humm
terça-feira, agosto 22, 2006
Escassa Vida
Olho para mim e vejo que já nada resta. O tempo passa e tudo acaba por se desfazer. Não interessa se recuo ou se avanço, porque seja o que for que eu faça já é tarde. Toco-me e já não me sinto. As estradas que percorri já não existem e as escolhas que fiz, agora, já não fazem mais sentido. Caminhei sempre cuidadosamente para que tudo o que, até à data, estava bem construído não se perdesse de repente. Caminhei cuidadosamente para que não houvessem lacunas e para que eu, no fim da minha vida, pudesse olhar para trás e sentir que tive Vida! Mas nada restou, apenas o vazio que se, talvez, tivesse esquecido o ‘politicamente correcto’; tivesse amado quem eu quis e quem me quis amar; tivesse percorrido caminhos ocultos na tentativa de alcançar os meus sonhos, talvez estivesse agora no meu rosto cheio de rugas um sorriso de sabedoria, de quem sabe o que é viver. E, se para saber o que é viver, eu tivesse que cair muitas vezes nos degraus da vida, então que caísse, pois logo me levantaria e, assim, ia aprendendo a viver para depois recordar, sorrir e para sempre adormecer.
Enganos
Não importa para onde vou, porque tu estás sempre comigo. Eu sinto-te. Às vezes, quando a saudade começa apertar e me começa a magoar fecho os olhos e vejo-te, depois tento tocar-te, mas a tua imagem evapora-se. Fico, então, de novo só. O corpo vai ficando sem forças e os olhos perdem o brilho. É nestas alturas que me sinto a morrer, mas, por sorte, logo vejo a minha imagem e o meu corpo a ressuscitar.Abraço-me. Ganho forças para sair do abismo em que entrei e tento aprender a caminhar sem cair, mesmo que, por vezes, tenha que tropeçar.
segunda-feira, agosto 21, 2006
...Nada como Dantes...

Transparências do que fui e não sou mais, reflexos de ti em mim.Agito a água. Tudo muda, transformas-te em anéis que vão para longe, em suaves ondulações.Quando a quietude volta, apenas eu me revejo no lago.Mergulho bem fundo reabsorvendo a minha essência. Nado horas sem fim, saio revigorada e, enquanto enxugo a pele, digo-te adeus.
digo-te adeus
Digo-te adeus e beijo as árvores que tocaste,digo-te adeus e amo a relva que pisaste,digo-te adeus mudo no muro onde me mataste,digo-te adeus até os teus olhos voltarem,digo-te adeus para não ouvir resposta,digo-te adeus para que me arranhes o peito,digo-te adeus para que me arranques a cara,digo-te adeus para ouvir o eco do teu nome,digo-te adeus para não te poder mais beijar,digo-te adeus debaixo da lua de poeira dourada,digo-te adeus...
Hoje...Queria Vencer...
Hoje mesmo,e porque o estado de ânsiedade apodera-se de mim de uma forma digna de momento,páro,penso e tento ver onde falhei...
"A ética é estar à altura do que nos acontece".
Será que estive à altura?
Será que estou à altura?
Fiz o que devia fazer, alterei à minha volta aquilo que estava errado e que senti que podia contribuir para alterar?
Com o que me aconteceu, com o que sou, com o que sei,com o que vivi, o que é que fiz com o que achei que era injusto?
Estas são, de facto, questões centrais para cada um de nós, a que, ao longo da nossa vida e das nossas diferentes circunstâncias, vamos procurando dar respostas.
Ao passarmos, como doentes, pelos Serviços de Oncologia, ao vivermos e acompanharmos todas aquelas situações de sofrimento, de angústia, por vezes de injustiça social e falta de meios, o que poderiamos fazer com o que nos era dado viver?
Sobretudo, como poderiamos dar um sentido, para nós e para os outros, a isso que nos acontecia?Quantos dos saudáveis seres humanos sabem quantificar o sofrimento daquelas mulheres vítimas do cancro ?Não sabem….têm uma vaga ideia, por o que ouvem, pelos testemunhos, por uma relação mais próxima, etc.
É assim, de uma forma suave, num misto profissional e humano, reflectindo algum nervosismo, próprio de um ser humano que tem uma notícia desagradável a transmitir a outro numa pequena sala, três médicas me informavam da razão de ter estado, por dois períodos,e um “eterno” silêncio invadiu a atmosfera, quase parecendo poder-se tocar, tão forte era. Enquanto essas palavras teimavam em ecoar, reparei que todos os olhos estavam virados para mim, enquanto os meus procuravam encontrar mais palavras que me pudessem transmitir algo. O quê, não sei…, apenas algo. Já na rua, e apenas aí, uma enorme raiva apoderou-se de mim. Não pela notícia, não por naquele momento não conseguir entender o certo e o errado, valores que até então me pareciam fáceis de separar. Não, a raiva que senti naquele momento, foi por ter descoberto naquela altura qual o motivo que me tinha levado a perder muitas da capacidade de raciocínio e resistência, levando-me a uma debilidade quase inconsciente.
Foi essa a raiva que ali explodiu. E naquele instante senti as lágrimas molhando os meus olhos. Era a raiva por verificar que os valores da condição humana de pouco valem, que dignidade muitas vezes não passa de uma simples palavra de dicionário.
“Quem pensa em desistir, já desistiu antes de começar”.
Tentando esquecer o ruído de todas as portas que se fecham naquele infinito corredor,mas tentando relembrar que ali encontrei as forças que tive naqueles momentos mais difíceis tento aplicar em cada novo dia que vem amanha, ao mesmo tempo que tento oferecê-las e transmitir a quem por vezes me procura,com olhares piedosos,serei eu a pessoa que desistiu,serei eu a pessoa que preparada estará para recomeçar uma luta sem oportunidade de alterar a data...Será...
Depois começaram a aparecer outros sintomas como fraqueza, tonturas, muito cansaço, o que me levou a ir ao hospital, pensando que apenas duma gripe se tratava. Mas não foram estas as notícias que recebi... depois de ser feito um diagnóstico...
“Até à próxima”
"A ética é estar à altura do que nos acontece".
Será que estive à altura?
Será que estou à altura?
Fiz o que devia fazer, alterei à minha volta aquilo que estava errado e que senti que podia contribuir para alterar?
Com o que me aconteceu, com o que sou, com o que sei,com o que vivi, o que é que fiz com o que achei que era injusto?
Estas são, de facto, questões centrais para cada um de nós, a que, ao longo da nossa vida e das nossas diferentes circunstâncias, vamos procurando dar respostas.
Ao passarmos, como doentes, pelos Serviços de Oncologia, ao vivermos e acompanharmos todas aquelas situações de sofrimento, de angústia, por vezes de injustiça social e falta de meios, o que poderiamos fazer com o que nos era dado viver?
Sobretudo, como poderiamos dar um sentido, para nós e para os outros, a isso que nos acontecia?Quantos dos saudáveis seres humanos sabem quantificar o sofrimento daquelas mulheres vítimas do cancro ?Não sabem….têm uma vaga ideia, por o que ouvem, pelos testemunhos, por uma relação mais próxima, etc.
É assim, de uma forma suave, num misto profissional e humano, reflectindo algum nervosismo, próprio de um ser humano que tem uma notícia desagradável a transmitir a outro numa pequena sala, três médicas me informavam da razão de ter estado, por dois períodos,e um “eterno” silêncio invadiu a atmosfera, quase parecendo poder-se tocar, tão forte era. Enquanto essas palavras teimavam em ecoar, reparei que todos os olhos estavam virados para mim, enquanto os meus procuravam encontrar mais palavras que me pudessem transmitir algo. O quê, não sei…, apenas algo. Já na rua, e apenas aí, uma enorme raiva apoderou-se de mim. Não pela notícia, não por naquele momento não conseguir entender o certo e o errado, valores que até então me pareciam fáceis de separar. Não, a raiva que senti naquele momento, foi por ter descoberto naquela altura qual o motivo que me tinha levado a perder muitas da capacidade de raciocínio e resistência, levando-me a uma debilidade quase inconsciente.
Foi essa a raiva que ali explodiu. E naquele instante senti as lágrimas molhando os meus olhos. Era a raiva por verificar que os valores da condição humana de pouco valem, que dignidade muitas vezes não passa de uma simples palavra de dicionário.
“Quem pensa em desistir, já desistiu antes de começar”.
Tentando esquecer o ruído de todas as portas que se fecham naquele infinito corredor,mas tentando relembrar que ali encontrei as forças que tive naqueles momentos mais difíceis tento aplicar em cada novo dia que vem amanha, ao mesmo tempo que tento oferecê-las e transmitir a quem por vezes me procura,com olhares piedosos,serei eu a pessoa que desistiu,serei eu a pessoa que preparada estará para recomeçar uma luta sem oportunidade de alterar a data...Será...
Depois começaram a aparecer outros sintomas como fraqueza, tonturas, muito cansaço, o que me levou a ir ao hospital, pensando que apenas duma gripe se tratava. Mas não foram estas as notícias que recebi... depois de ser feito um diagnóstico...
“Até à próxima”
sábado, agosto 19, 2006
Amanhã quando amanhecer digo-te adeus
O dia amanheceu cinzento. Devolvi-te.Segurei a tua mão pequenina e dei-te ao pedaço que te perdeu.Eras tu e não eras tu.Tu nunca és tu dentro de ti mesmo.Nem dentro de mim.Tu nunca és tu.-Empurrei-te para dentro de ti mesmo.Vomitei-te toda a noite nos lençóis, na cama, na ausência.Quem sou eu dentro da minha solidão?-És a minha droga.E eu... não te posso mais ter dentro das minhas veias.Deixei-te nas mãos.Nas tuas mãos.Nas tuas mãos quedas junto ao corpo.Murmurei-te: "estás aqui. o teu pedaço que te morre todos os dias. que eu renasci todos os dias. que alimentei da minha seiva e do meu sangue e dos meus olhos."-És tu sem seres tu.Odeio-te...E esse ódio rasga-me por dentro rebenta-me as veias.-Quem sou eu dentro de mim?Sozinha...-Abandonei-te... Mas de noite estendo os braços para te abraçar e te acariciar os cabelos suaves de criança junto a mim."não me deixes aqui...aqui sozinha.não me deixes...".Eu não sei o que é o amor.-Abriste os lábios como se fosses dizer alguma coisa.Mas não disseste.Tu nunca dizes nada quando te abandono.E eu deixo-te todos os diase volto de manhã a mim mesma.Aqui está frio. Ainda mais frio do que estava dentro de ti.
Aqui estou sozinha. Não posso apertar-te a mão quando me dizes"tenho medo da solidão. tenho medo de te destruir."Vou-te contar um segredo,principezinho.Eu destrui-me a mim mesma.
Onde estás agora, principezinho,não sei adivinhar.Só sei que tenho a garganta apertada de lágrimas.Porque de alguma forma estúpida só tu me conheces.
Que merda é o amor? Sabes-me dizer?Porque eu quis descobrir e abri uma fenda no coração por onde saíste tu."Não posso ter-te aqui" gemi eu.E vim embora.
O mundo entrou-me pela garganta.Mora-me no peito.O mundo inteiro menos tu que tiveste comigo demasiado tempo.
Não digas nada... porque se disseres ainda posso trair-me e pedir-te que voltes para dentro de mim,posso alimentar-te de novo do meu sangue.
Não digas adeus.Nunca tive jeito para despedidas.Eu não te amo.Nem sei o que é o amor.A tua criança é como um filho tenro que tive dentro do peito e que não sei,não sei deixar voar...
Amanhã quando amanhecer vou preencher o teu espaço com qualquer coisa que ainda não encontrei.Sinto-te a falta.Afinal quem foi a criança dentro de quem?Tu dentro de mim? Ou eu dentro de ti?
Amanhã quando amanhecer digo-te adeus.
Aqui estou sozinha. Não posso apertar-te a mão quando me dizes"tenho medo da solidão. tenho medo de te destruir."Vou-te contar um segredo,principezinho.Eu destrui-me a mim mesma.
Onde estás agora, principezinho,não sei adivinhar.Só sei que tenho a garganta apertada de lágrimas.Porque de alguma forma estúpida só tu me conheces.
Que merda é o amor? Sabes-me dizer?Porque eu quis descobrir e abri uma fenda no coração por onde saíste tu."Não posso ter-te aqui" gemi eu.E vim embora.
O mundo entrou-me pela garganta.Mora-me no peito.O mundo inteiro menos tu que tiveste comigo demasiado tempo.
Não digas nada... porque se disseres ainda posso trair-me e pedir-te que voltes para dentro de mim,posso alimentar-te de novo do meu sangue.
Não digas adeus.Nunca tive jeito para despedidas.Eu não te amo.Nem sei o que é o amor.A tua criança é como um filho tenro que tive dentro do peito e que não sei,não sei deixar voar...
Amanhã quando amanhecer vou preencher o teu espaço com qualquer coisa que ainda não encontrei.Sinto-te a falta.Afinal quem foi a criança dentro de quem?Tu dentro de mim? Ou eu dentro de ti?
Amanhã quando amanhecer digo-te adeus.
sexta-feira, agosto 18, 2006
Um Verão
Foi um verão cheio de ti. um verão cheio de luz nos teus olhos. cheio de conversas que imitavam palavras escritas. foram cartas escondidas em silêncios desbravados numa praia. as rochas que saltamos, os pés que molhamos cresciam como memórias que não morriam. foram grãos de areia contados entre o indicador e o polegar, a ampulheta do tempo a imitar o bater do coração instalado nos segundos do verdadeiro tempo. foram longos os passeios que destruiam a tarde, que subjugavam o pôr-do-sol até nos perdermos na noite. foi o orvalho que tombava nos teus olhos de riso, o humor da minha alma patética como um elogio terno. foram de novo as palavras, agora sussuradas aonde dormia o silêncio da noite. foi a boca no ouvido a escrever segredos nas orelhas, adornos ainda mais reluzentes que brincos de prata na ternura da aurora. foram textos de intimidade no diário de uma só noite. foi de novo o sol, foram de novo dias como outros dias, como os dias que se seguiram. foi de novo a praia, o sol que queimava o teu corpo cada vez mais queimado, foram os olhares que regressavam em vagas de timidez. foram os toques na pele as feridas que ardiam depois das despedidas. foram os momentos em que ficava sozinha, a escrever, a escrever-te cartas imaginadas que se perdiam nos sonhos e não regressavam. foram as histórias embriagadas no final da tarde, foi essa tarde que mais uma vez se perdeu na noite, nessa noite que na praia, junto ao mar, te abracei o tempo todo que ousaste permitir. foi uma noite toda embalada nos meus braços, os segredos eram silêncios transmitidos boca a boca, as palavras saliva enredada no céu estrelado da boca. foram palavras estrangeiras trocadas no dicionário dos dedos, traduções de dialectos na brincadeira de duas línguas. foram noites cada vez mais silenciosas vividas na câmara escura dos olhos. trancados nas paredes finas de pálpebras, falavamos com as mãos nos cadernos escuros do corpos. foram noites de textos longos que só falavam de prazer. foram prazeres que foram repetidos no final de noites, no final dos dias, e dias seguidos, em dias consecutivos, no próprio dia as vezes que a alma queria, e o corpo lá ia e vinha cada vez mais escrito de memórias que não iriam querer morrer. foi a noite que choveu, qual diluvio que te levasse, qual chuva que te molhava os olhos de dor, que te escondia o sorriso num abraço dado na alma. foi a chuva que te levava, que extinguia o verão. foi a chuva nos meus olhos quando te vi partir, por detrás de um vidro que te levava, pingado de dor que escorregava por esse mesmo vidro que te levava cada vez mais longe, cada vez mais longe, cada vez mais longe...
quinta-feira, agosto 17, 2006

Esbarrei no pecado
Senti-o com verdade
Perdoei-me o desvio
Envolvi-me sem querer
Libertei-me das dúvidas
Hoje sei quem sou
Orgulho-me de mim
Dormi sem dormir
Existi sem existir
Memorizei momentos
Imaginei o amanhã
Mergulhei em sonhos
--
Procurei explicações
Ocultei a razão
Reflecti com o coração
Quis mais
Usei os meus sentidos
Encontrei o meu caminho
Venci o medo
Ofereci-te o meu segredo
Confessei-te a minha Paixão
Entreguei-me a este Amor
Engano a vontade
Xiiii
Inventando desculpas
Sacudindo a saudade
Transferindo desejos
Entregando-me ao destino
terça-feira, agosto 15, 2006
Um segredo...
O dia hoje foi dedicado a mim... precisei de clarificar ideias, dar sentido a outras... Procurei o mar como fonte de alimento, absorver energia era o objectivo... mas apenas libertei alguma acumulada, não entendo como tenho tanta, mas isso é outra história! Afinal como poderia absorver se tenho a mais...Rocei o meu corpo na areia procurando alisá-la de forma a estar mais confortável... fechei os olhos e voei...O sol queimava, mas não tanto como as minhas ideias... O som do mar envolvia-me... Estava longe completamente absorvida por sensações que nos últimos dias tenho vivido... E de novo estou a ler frases pontuadas... Perco-me no sentido dos pensamentos... inteligente joga cada palavra na acentuação certa... e de repente deixa de ser um jogo, dá a volta e de novo o labirinto... Vejo-o perto sem o ver... Sinto-o... todo dentro de mim...Mudando de posição, agora rabinho para cima... Esta areia dura.... Dá vontade de exercitar as ancas(aqueles movimentos bem discretos)... e porque não?? Nada como conciliar pensamentos e movimentos...Continuando, embora agora seja mais complicado pensar...Quando algo ou alguém mexe connosco tudo à volta se torna nulo, tal como eu me sinto... Não vejo interesse em nada porque estou asfixiada no meu desejo de o ter... não como um objecto... mas sim algo único... e dito isto nada se pode comparar...Não consigo tirar da ideia de um ” blind date”... no silêncio... só ouvir o seu respirar... e... sentir o seu abraço... mas sempre sem nos olharmos apenas guiados pelo corpo...Vou ao mar... preciso de água fria... muito fria...Quem sabe um dia realizo este meu segredo... mas só com ele...( contigo)...
O Teu Olhar...
Pela primeira vez escrevo algo com saudades... como se visualizasse uma película e não algo tão real. Escrevo com emoção e cada palavra repleta de húmidade tal como me sinto só de rever em pensamento, sei que não vais ler, mas escrevo para ti....Sim foi intenso, todo o ambiente que se viveu antes... Dançar contigo foi um delírio... o teu cheiro, os teus olhos... a tua mão forte, aquela forma de esfregar os meus dedos, um vai vem discreto que me levava para outra dimensão... E tu sabias que sim!! O teu corpo... roçando o meu, um entrelaçar de pernas, e como fazias força para me sentir... o meu peito arrepiado contra o teu ... e como me apertavas!!! A parte que me enlouqueceu foi quando me viraste de costas, seguraste as minhas ancas e puxaste-me bem contra ti... o movimento do teu corpo pressionando em leves toques... este era o ritmo... Não me lembro da música não me lembro de nada, apenas existias tu....Dançamos horas, ou não... a noção do tempo perdia... Entre conversas soltas de palavras desafiadoras, provocavas retribuindo com um olhar penetrante, nunca vi um olhar assim... Entravas dentro de mim... conhecias todos os meus gostos, e interpretavas os meus enigmas... A dada altura a conversa terminou, para quê fingir o que ambos queríamos... Entregamo-nos...Saímos dali... em silêncio loucos de vontade, mantínhamos a postura... lembro-me de rir e tu disseste “ Não me provoques !!” , não resisti dei uma gargalhada... E foi aí que me beijaste... descrever a sensação é impossível, senti um frio no corpo... não frio, um arrepio... ou seria... não sei !!! De meigo a violento... possessivo... e novamente meigo... confundiste tudo... uma ou outra forma ... eras tudo... um beijo?? Não me pareceu... aquilo foi um beijo?? Não sei que nome dar... mas não foi um beijo. A viagem até casa foi curta, digo eu, fácil imaginar o que se pode fazer quando não se conduz... Deixo isso para a vossa imaginação, descrever teria que pormenorizar e isso excita-me... mais... por isso vamos avançar... também não vou falar do carro, uma tentação permitida... e como gritei por não podermos fazer das estrelas as nossas próprias testemunhas !!! Não... não vou contar. Tudo o resto foi o desejo de amor e todos sabemos o que isso é... de uma forma ou outra... sem limites ou tabus...tudo o resto foi o delirio de uma sensação de absoluta loucura que..Foi bom... muito bom!!!
Desabafos...



Hoje revelo os meus segredos à Lua ... ouço o silêncio. Tenho vontade de desistir... não me apetece jogar com as palavras muito menos revelar cada som...Sinto o peso das torturas carnais... do abuso que fiz às minhas presas... Alimentos da minha luxuria ... E tudo por meu prazer...Perdi o olhar...Deixei de ver o trajecto que já não faz sentido... um rumo do qual perdeu a razão...Fome, cio... tenho da tua carne, mas não sei como te alcançar ... Estou amarrada, imóvel... aguardando o teu cheiro para seguir o rasto... Só tu poderás libertar-me desta fusão de tons que me impedem ... a luz que me sufoca ... o negro porque deixei de ver...Liberta-me e ensina-me o caminho.Quero perder-me no teu corpo saciar a fome da minha loucura... Sentir na pele a razão do meu desejo... Ser possuída na raiva de um tesão carnal... ser tua... Entendes-me???
Terça-feira, Agosto 2006

Noite quente
As noites tem sido tão quentes... não acham?? É bom dormir nua com a janela aberta... antes que digam que já leram isto algures o facto de dormir nua é normal... Qualquer um de nós pode escrever no seu blog “Eu durmo nua com a janela aberta”... Podia inclusive aproveitar o momento e dar o recado de uma forma menos própria, não digna de uma mulher, a certos energúmenos que manifestam certos comentários, mas sinceramente não me apetece... até porque provavelmente leram de facto algo parecido e eu não tenho paciência para explicar que o vocabulário português pode ser repetido sem ser copiado, além disso quando coloco o texto de outra pessoa o nome está lá indicado... como já o fiz.Agora voltando ao que interessa... o calor...Sim o calor e as suas consequências... não ... não vou falar de protectores, não falta por ai informação, vou falar de mim que é o único interesse do meu espaço... moi... Tenho ou não razão??O dia solarengo a ausência de roupa as bebidas frescas e... os gelados... as frutas... hummm são uma perdição... mas a noite continua a ser o meu prato preferido...Ontem dormi na varanda, perdida nos cheiros da noite trazidos pelo vento... deixei o frio nocturno arrefecer o meu corpo... seria o frio!? Serias tu?? Voei no tempo e parei naquela noite onde o gelo queimou a minha pele... senti-me uma tela exposta a um pintor que usava a língua como pincel e na boca transportava um cubo de gelo... lembro-me do biquini com longas tiras que serviram para me amarrar... deixei o pintor concluir o seu devaneio artístico no meio das minhas pernas... entre a lingua quente e o gelo que derretia no meu sexo ... o estado perfeito da visão do quadro era apenas audível... uma arte sonora... Conseguem ouvir o delírio de um prazer absoluto... Conseguem?? Esse é o quadro. Pintem a vossa tela...
Pain = Hate
Não sei se será da neura, de uma possível depressão ou simplesmente uma fase, mas nos ultimos tempos tenho andando distante e muito pensativa. A tentar encontrar uma solução de vida. Que hiliriante é teorizar o futuro... Nunca acaba por ser nada daquilo que nós queriamos/pensámos. Começo a pensar se o amor, como sentimento que une duas pessoas existe... Talvez, se me limitar a "comer" quem me quer comer, só naquela da "desportiva", melhore... não sei. Fazer aquilo que não consigo ter muito respeito por quem o faz... Confusing...
A dor é um constante no quotidiano. As fontes desta são inúmeras e sinceramente começo a correr o risco de não conseguir lidar com ela. Em tempos tive uma conversa com uma pessoa, que me disse que preferia ter os seus auges de alegria num namoro, mesmo sabendo que de qualquer das maneiras este está condenado, do que ficar só e "inamado" para o resto da vida. Concordei totalmente... Agora... já não sei. Tenho vindo a ser consumida pelo ódio aos longo dos últimos anos, mas esta metamorfose tem vindo a sofrer algumas atenuantes... Era movida pela esperança, mas agora esse sentimento parece que desapareceu. Sinto-me uma atadinha pois se eu gostar de alguém esse alguém nunca o irá saber... a rejeição a partir de agora poder-me-á ser fatal. Ficar num robôt sem escrúpulos e sentimentos não era o meu ideal de vida... mas talvez seja mais saudável para mim mesmo. O futuro agora é uma incógnita, mas se continuo assim... tenho medo de me tornar naquilo que mais temo.
"Now is the time for me to rise to my feet...wipe the spitf rom my face wipe these tears from my eyes...gotta take my life
A dor é um constante no quotidiano. As fontes desta são inúmeras e sinceramente começo a correr o risco de não conseguir lidar com ela. Em tempos tive uma conversa com uma pessoa, que me disse que preferia ter os seus auges de alegria num namoro, mesmo sabendo que de qualquer das maneiras este está condenado, do que ficar só e "inamado" para o resto da vida. Concordei totalmente... Agora... já não sei. Tenho vindo a ser consumida pelo ódio aos longo dos últimos anos, mas esta metamorfose tem vindo a sofrer algumas atenuantes... Era movida pela esperança, mas agora esse sentimento parece que desapareceu. Sinto-me uma atadinha pois se eu gostar de alguém esse alguém nunca o irá saber... a rejeição a partir de agora poder-me-á ser fatal. Ficar num robôt sem escrúpulos e sentimentos não era o meu ideal de vida... mas talvez seja mais saudável para mim mesmo. O futuro agora é uma incógnita, mas se continuo assim... tenho medo de me tornar naquilo que mais temo.
"Now is the time for me to rise to my feet...wipe the spitf rom my face wipe these tears from my eyes...gotta take my life
Verdades

Existe algo dentro de mim a querer sair. Um demónio que precisa de ser exorcizado; quero sussurar-te ao ouvido a minha verdade. Falta-me a coragem de o fazer e, por isso, escondo-me atrás de enigmas e palavras vagas. Como te disse, não o faço por mal, é apenas o meu medo de me veres. Olho para ti e lembro-me de nós sentados no sofá; olhaste para mim e disseste "é pena..." e disseste que "um dia, talvez". E disseste mais do que isso, com o teu silêncio. Gritaste com o teu olhar "Ajuda-me" quando me disseste "não estou bem".Oh, e como me enganaste; imaginei-te, por momentos, num pedestal em que, finalmente, eras feliz; estavas óptimo, já saias mais com as pessoas, ias a muitos sítios e tinhas companheiros. E recordo-me do teu sorriso dos braços e dos abraços.
"O ciúme é o ódio e o medo. É ver um rosto a sorrir e querer esmagar esse rosto e essa cabeça que sorri com uma pedra, querer pousar essa cabeça no chão e largar-lhe em cima uma pedra pesada, querer ver uma pedra esmagar essa cabeça, deixar uma pedra cair e vê-la partir esse crânio, vê-la partir os dentes e o sorriso todo, os olhos a furarem-se como gemas e ver espalhar-se no chão tudo o que estava dentro da cabeça: o sangue, os miolos desfeitos, pedaços de osso e cartilagem."
Vejo-te a olhar para mim, com os teus olhos húmidos, prestes a largar lágrimas, e sinto-me gritar, em silêncio, que ainda gostas de mim, que "sou a tua metade". Os actos não correspondem ao sentimento.E eu; acho que era isto que querias saber. Sim, mesmo depois de ter querido enterrar-te bem no fundo da minha alma, ainda te acho o meu anjo perdido. Ainda fico preocupada quando vais para casa, ou se estás bem. Ainda fico acordada a pensar no estarás a fazer naquele momento. E também sofro por isso, porque agora tens uma outra vida, uma nova maneira de estar. Espero que ainda exista algum espaço para mim.
Optimismos
Pois, realmente. A vida é óptima. És feliz. Olha as coisas de frente, segue o teu caminho. Acredites ou não, isso alivia a minha culpa. Que tudo isto tenha sido para teu bem, para seres melhor.
Não é a minha altura de ser feliz. Agora, é o momento de dor, de memória, de passado. Falta-me algo; estou apenas cheia de culpa e mágoa. Não me consigo divertir, nem sorrir verdadeiramente. Agora, é tudo tarde demais e, desta vez, não te tenho aqui para me ajudares e apoiares. Vendo bem, porque razão terias que o fazer?
Não é a minha altura de ser feliz. Agora, é o momento de dor, de memória, de passado. Falta-me algo; estou apenas cheia de culpa e mágoa. Não me consigo divertir, nem sorrir verdadeiramente. Agora, é tudo tarde demais e, desta vez, não te tenho aqui para me ajudares e apoiares. Vendo bem, porque razão terias que o fazer?
terça-feira, agosto 08, 2006
CURIOSIDADE:
Um dia por todas as mulheres do mundo 25 de Novembro
Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
Violência contra a mulher.A violência contra a mulher é um problema que marca todas as sociedades e culturas do mundo e parece não ter uma solução fácil à vista. Organizações internacionais como as Nações Unidas têm vindo a dedicar-lhe uma atenção especial e realizado um esforço no sentido de criar mecanismos legais que protejam mais eficazmente a mulher. No plano interno, este é também um tema que merece uma preocupação crescente, nomeadamente em Portugal, onde morrem anualmente, em média, cerca de meia centena de mulheres vítimas de violência doméstica.(in Jornal a Página da Educação)
Se fores vítima…denuncia!!
Contactos: urgência 800202148. APAV- Associação de Apoio à Vítima http://www.apav.pt/home.html ou 707200077 - email: apav.sede@apav.pt
Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
Violência contra a mulher.A violência contra a mulher é um problema que marca todas as sociedades e culturas do mundo e parece não ter uma solução fácil à vista. Organizações internacionais como as Nações Unidas têm vindo a dedicar-lhe uma atenção especial e realizado um esforço no sentido de criar mecanismos legais que protejam mais eficazmente a mulher. No plano interno, este é também um tema que merece uma preocupação crescente, nomeadamente em Portugal, onde morrem anualmente, em média, cerca de meia centena de mulheres vítimas de violência doméstica.(in Jornal a Página da Educação)
Se fores vítima…denuncia!!
Contactos: urgência 800202148. APAV- Associação de Apoio à Vítima http://www.apav.pt/home.html ou 707200077 - email: apav.sede@apav.pt
O POR DO SOL
Perante o por do sol
Um momento só nosso…
As nossas mãos encontram-se
Olhamo-nos nos olhos
Imersos de emoção
No horizonte o sol despede-se
- Até amanhã - diz o astro-rei
E nós ficamos como que perdidos
Na imensidão do oceano
Na vastidão do infinito
Somos unos, escutamos o vento
A noite que se aproxima
Tocamo-nos com carinho
O nosso beijo é doce fruto
Cúmplices perante o céu rosado
Trocamos juras de amor eterno
Momento sublime
Imortal, para sempre guardado
Dentro de nós…
Um momento só nosso…
As nossas mãos encontram-se
Olhamo-nos nos olhos
Imersos de emoção
No horizonte o sol despede-se
- Até amanhã - diz o astro-rei
E nós ficamos como que perdidos
Na imensidão do oceano
Na vastidão do infinito
Somos unos, escutamos o vento
A noite que se aproxima
Tocamo-nos com carinho
O nosso beijo é doce fruto
Cúmplices perante o céu rosado
Trocamos juras de amor eterno
Momento sublime
Imortal, para sempre guardado
Dentro de nós…
Enquanto choro

Pára o tempo e desaba a noite sobre o meu peito, atravessa-me a saudade desse teu jeito, molho a folha em que te escrevo, choro em silêncio esta dor que me mata, leva-me à morte este desejo, confunde o sentimento que me maltrata, fico perdida no meio do nada, olho à volta e não te vejo, queria que o último adeus fosse o teu beijo. Sei que me amas mas não me atrevo. Porém caminho atrás desta loucura desvairada que cegamente me guia ao encontro de nada!
.:Pára!
Fantasma dos meus dias, és a névoa que me tapa o sol. Porque não apareces quando te quero? Porque sofro quando não estás? Porque sorrio quando te vejo? Porque corro sem o teu desejo? Quando quero sei que não estás, quero sempre porque te quero, choro sempre porque que não vens, nos teus braços sinto que tens, o negro da minha alma. Quando brilhas eu não te vejo, corro em busca desse lampejo, roubas-me o ser e volto à calma. Lembro-me porque não te esqueço, tento esquecer mas sei que não posso, morde-me o cansaço e adormeço, quero que digas que este romance é nosso.
terça-feira, julho 11, 2006

Não quero ver minha vida resumida em pequenos momentos.Sei que devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se fosse o último.Mas que esse momento não demore tanto pra se repetir.Eu queria de ti apenas a tua presença...teu carinho.Tu não entendeste e poseste tudo a perder.
Ah!!!! Era tão pouco o que queria...Deixando-me aqui só,tu mataste o nosso amor.Vivi momentos inesquecíveis, mas poucos pra um amor tão grande.Tanta solidão contida.Quantas noites sem dormir.Quanta emoção sem ser vivida.Quantos momentos guardados no meu mundo de sonhos.Tanta saudade !Ah! ainda tinha muito pra viver contigo Mas hoje...Decididamente escolhi apenas viver com tua lembrança...
quarta-feira, junho 28, 2006

O sentimento entre duas pessoas de sexo oposto, é sem dúvida a façanha mais fantástica durante nossa existência na terra não é necessário ter dinheiro para comprar o dom de se apaixonar por outrem; o ser humano já nasce com capacidade. O homem ou mulher mais simples com qualidade de condições de vida questionáveis, pode ter o mesmo e êxtase que alguém densos situado, importante, com boa graduação excelente relacionamento interpessoal realização amorosa e realização de vida enfim uma pessoa feliz quando conquista seu grande amor o único meio de felicidade disponível para todos é a paixão, outros meios podem não estar disponíveis para todos como o dinheiro bom relacionamento com outros saúde e etc.. Não há ninguém capaz de amar outro então todo mundo, através da paixão pode ser a pessoa mais feliz do mundo abre a parentes (por que isso não existe, pense bem: como classificar alguém a mais feliz do mundo. Mente de interrogação impossível! Existem milhões de pessoas muitíssimas felizes como classificar a mais feliz? Fecha parênteses) mas há mais feliz de si mesmo ou de um grupo ou do momento mais feliz de sua vida ou ainda simplesmente o infeliz e realizada as propriedades fundamentais da paixão são 13 absolutas e 2 são diversas entre si o amor correspondido completamente causando grande grandiosa felicidade, satisfação e vontade grande viveiro. O amor não correspondido, causando que mensurável tristeza, podendo até acabar com a vida. Qualquer um pode ser feliz conseguir do a propriedade adequado da paixão ao bem apaixonado traz correspondido estará sempre sem exceção, feliz. O coitado apaixonado não correspondido estará sempre, sem exceção deprimido e triste, a terceira propriedade da paixão é a persistência da paixão independente da situação e se se está armando e é correspondido a paixão estava apaixonado, se se está armando sem ser correspondido, a paixão também está no apaixonado da mesma intensidade. Todos estamos sujeitos a ela basta fechar os olhos basta fixar os olhos em alguém interessante, e desenvolve em nossos sentimentos a temida e esperada paixão. Então, após essa minha teve missão de paixão, contarei o que houve comigo.
terça-feira, junho 27, 2006
A Primeira Palavra

Uma palavra. Disse-a. Amo-te - uma palavra breve. Quantos milhões de palavras eu disse durante a vida. E ouvi. E pensei. Tudo se desfez. Palavras sem inteira significação em si, o professor devia ter razão. Palavras que remetiam umas para as outras e se encostavam umas às outras para se aguentarem na sua rede aérea de sons. Mas houve uma palavra - meu Deus. Uma palavra que eu disse e repercutiu em ti, palavra cheia, quente de sangue, palavra vinda das vísceras, da minha vida inteira, do universo que nela se conglomerava, palavra total. Todas as outras palavras estavam a mais e dispensavam-se e eram uma articulação ridícula de sons e mobilizavam apenas a parte mecânica de mim, a parte frágil e vã. Palavra absoluta no entendimento profundo do meu olhar no teu, palavra infinita como o verbo divino. Recordo-a agora - onde está? Como se desfez? Ou não desfez mas se alterou e resfriou e absorveu apenas a fracção de mim onde estava a ternura triste, o conforto humilde, a compaixão. Não haverá então uma palavra que perdure e me exprima todo para a vida inteira? E não deixe de mim um recanto oculto que não venha à sua chamada e vibre nela desde os mais finos filamentos de si? Uma palavra. Recupero-a agora na minha imaginação doente. Amo-te. Na intimidade exclusiva e ciumenta do nosso olhar mútuo e encantado. Fecha-nos o lençol na claridade difusa do amanhecer, estás perto de mim no intocável da tua doçura. Frágil de névoa. Fímbria de sorriso e de receio, de pavor, no meu olhar embevecido. Uma palavra. A primeira que em toda a minha vida me esgotou o ser. A que foi tão completa e absorvente, que tudo o mais foi um excesso na criação. Deus esgotou em mim, na minha boca, todo o prodígio do seu poder. Ao princípio era a palavra. Eu a soube. E nada mais houve depois dela.
Palavras Gastas pelo Mau Uso

Diz-me se essa palavra aí não está singularmente vestida e poderás ver todas as minhas nuas antes das coisas que medito as terem coberto com uma libré. É uma vergonha que a maior parte das nossas palavras sejam instrumentos de que se fez, outrora, mau uso e que, muitas vezes, conservem o cheiro da imundície em que as emporcalharam os anteriores proprietários. Quero trabalhar com palavras novas ou então - tenho necessidade para isso de menor ar do que uma ave exala nos seus cantos - nunca mais falar, a não ser de mim para mim, por toda a eternidade.
Felicidade é Capacidade de Contemplação
Quanto mais se desenvolve a nossa faculdade de contemplar, mais se desenvolvem as nossas possibilidades de felicidade, e não por acidente, mas justamente em virtude da natureza da contemplação. Esta é preciosa por ela mesma, de modo que a felicidade, poderíamos dizer, é uma espécie de contemplação.
segunda-feira, junho 26, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Amor

"Nenhum de nós jamais morreria por amor. Iríamos sofrer e nos separar e encontrar outra pessoa. Pertencía-mos ao mundo da comédia, não ao da tragédia."
Graham Greene
segunda-feira, junho 12, 2006
Sabes?

Não sei fazer nós de gravata. De facto, apesar de ter alguma curiosidade por estes "segredos masculinos", a verdade é que nunca aprendi a fazê-los... Mas, vejamos, como rapariga de tendências clássicas nunca se renderá a modas pimbas de usar gravatas.... Ó meus amigos..... AHH, e há mais: uma mulher que se preze não vai nunca fazer o nó ao "menino", poça... O seu "menino" nunca a ajudou a vestir collants, por exemplo, sem estragar a malha ou a vestir determinada roupa interior (soutine...tipo...aduh!).Mas bem, o saber nunca ocupa lugar, e eu estava só a brincar.
Um mundo perfeito
Ignorância é dos quais não o sabem ser, num mundo de controvérsias e enigmas. Qualquer pensamento descabido tem o seu peso na nossa sociedade, assim nascem grandes ideias, grandes génios, grandes evolucionistas.. entrando pelo sub-consciente, alterando o super-ego, manejando o que é tão nosso e pessoal, não nos deixando levar pelas massas mas sim priviligiando o individual. Pensar na vida como ela é e como nos aparece é um dom que alguns procuramos, tal como aquele que procurando tropeça na felicidade ou no desgosto, temos de nos cingir ao que é nosso e ao que produzimos, acreditar em ti como acreditas em mim, seres tão fiel quanto eu te sou a ti, não cometer os erros que outrora cometi, e dar segundas opurtunidades como uma prova de que o mundo também se pode enganar e de que o nada e o perfeito também estão inverosivelmente inerentes ao erro. Um mundo perfeito é o que de nós parte.
Ideas

Entram e andam aqui, sem conhecer, sem pisar, sem nunca ter conhecido, estranhamente sem voar.. passam ao lado de tudo o que não for isso, concentram, baseiam e centram. Iniciam e acabam, é valioso. Dão o que ninguem dá, o que ninguem vê, o que só se sente. Estas palavras são tuas, derivam de ti, de vocês.
Ideias. espero nunca ficar sem elas
Momento
Porque sim.
Muitas vezes me perguntam, porquê fugaz? Tem alguma história? Relaciona-se com algo? Advém do quê? Não, não tem história, não ta ligado a nenhum acontecimento passado, não, não advém de nada apenas da palavra em si.Por muito fugaz que seja um momento, se experimentarmos congelar esse momento na nossa mente, na nossa visão, no nosso pensamento, chegamos à conclusão que daquele milésimo de segundo chegam-nos mil e um momentos, ideias, sensações e seja lá o que for.. Fugaz? porque sim!
Muitas vezes me perguntam, porquê fugaz? Tem alguma história? Relaciona-se com algo? Advém do quê? Não, não tem história, não ta ligado a nenhum acontecimento passado, não, não advém de nada apenas da palavra em si.Por muito fugaz que seja um momento, se experimentarmos congelar esse momento na nossa mente, na nossa visão, no nosso pensamento, chegamos à conclusão que daquele milésimo de segundo chegam-nos mil e um momentos, ideias, sensações e seja lá o que for.. Fugaz? porque sim!
domingo, maio 21, 2006
Para a minha amiga Júlia

Lembras-te? Já lá vão dez anos?
Era uma vez uma miúda de vinte anos ingénuos que acreditava nos “amanhãs que cantam” e na “superioridade moral” dos homens que diziam estar a lutar pela construção, na terra, desses mesmos amanhãs cantantes....
Afinal... o resto da história tu conheces...
Contigo desabafei muitas vezes o meu espanto dorido - e as minhas lágrimas - ao ir descobrindo, da pior maneira, quanto me enganara, na minha ingenuidade tola. Os “amanhãs que cantam” ninguém os chegou a ouvir, não passavam de uma fórmula com data de validade já ultrapassada. E quanto à tal “superioridade moral” (explicada no livrinho com o mesmo nome), deixem-me rir, dependia das pessoas e das situações. Havia de tudo: umas quantas pessoas que hoje recordo com admiração e gratidão, muita gente amorfa e deixa-andar que estava naquela onda porque em 1994 /1995 era a onda da moda neste nosso aparvalhado país e... pois, havia também uma boa meia-dúzia de “gente com olhinhos” que sacaneava os outros pelas costas e, cheios de falinhas mansas e/ou empolados discursos pseudo-revolucionários, vendia a sua “superioridade moral” por um prato de lentilhas, quando não por um mísero pires ou colher de lentilhas.
Júlia, duvido que, neste momento sem net chegues a ler isto. Talvez melhor assim. Recorda onde estiveres, antes os momentos alegres de convívio, o tal Natal em que fomos ao Castelo de S. Jorge (lembras-te?), as conversas por vezes divertidas nos intervalos da faculdade, o tal postal de Picasso que dizes que te ofereci e que já nem recordo.
A tua passagem por cá foi dura de chegar ao fim,a luta constante pela doença que padecias foi deveras intimadora...fez-te frente até ao fim.
Hoje ainda que com grande sensação de perda sinto-me aliviada por ti,porque sei que neste momento passaste para uma outra dimensão onde a dôr deixou de existir...
Pena,só mesmo de saber que os olhos que me fizeram crer que me salvaria,fez com a minha luta não terminasse,e por isso hoje aqui estou,a deixar neste meu pequeno mundo que eu criei a despedir-me de ti e a pedir-te que me reserves um lugar a teu lado, pois sei que estás na melhor parte do céu e de mãos dadas com Deus.
Eternamente serás sempre para mim..aquela..que me beijou a face fria e me segredou ao ouvido dizendo...vai..sem medo..eu estarei á tua espera...
Espera por mim então...quando o meu dia chegar quero que me recebas.
Obrigado por teres existido na minha vida..e obrigado aquele que te tirou do sofrimento.
Carla
Porquê
Insistes em dizer que não te amo mas meu amor se esmera em comprazer-te,e mesmo contra mim concebo danos,pensando em ti a ponto de perder-me.Sou tirana de mim por teu amor esqueço os meus amigos mais amados se franzes o teu cenho com enfado pela presença que não te compraz.Se te ofendo ou constranjo, digo, aliás,eu vingo-me de mim: sou só sofrer pelo meu próprio e inadequado ser que me faz degredada na minha vida.Meu amor,quererás de mim teu mal? Saberei demolir teu pedestal!
Se o corpo fraquejou, estou no céu...
Pois a face que viste no espelho um dia te olhará de forma diferente e perguntaras para onde foi essa imagem...Sustem a imagem enquanto o sol aqueçe distante do teu passo e permanece.
Por acaso a verdade é incolor? Onde estás, onde estás que te esqueceste de aparecer na casa que te cabe,afastada de ti que te aqueceste num corpo de mulher que sempre arde por tua voz infiel? Redime tua memória este amor predestinado que sustenta a íntima fera e respeita o meu desgosto...
Não sei porquê que ainda dizem que o amor é lindo....como é que se jura quando se diz que "nao te Amo" quando o coraçao so quer amar...sonho que o amor pode durar para sempre...eternamente...
Quando me renderá na minha sorte a experiência extrema dela,a morte?Quero afundar no seu olvido límpido pois só cantei, sem sequer ser ouvida.
Se o corpo fraquejou, estou no céu...
Pois a face que viste no espelho um dia te olhará de forma diferente e perguntaras para onde foi essa imagem...Sustem a imagem enquanto o sol aqueçe distante do teu passo e permanece.
Por acaso a verdade é incolor? Onde estás, onde estás que te esqueceste de aparecer na casa que te cabe,afastada de ti que te aqueceste num corpo de mulher que sempre arde por tua voz infiel? Redime tua memória este amor predestinado que sustenta a íntima fera e respeita o meu desgosto...
Não sei porquê que ainda dizem que o amor é lindo....como é que se jura quando se diz que "nao te Amo" quando o coraçao so quer amar...sonho que o amor pode durar para sempre...eternamente...
Quando me renderá na minha sorte a experiência extrema dela,a morte?Quero afundar no seu olvido límpido pois só cantei, sem sequer ser ouvida.
sábado, maio 20, 2006
Momentos...de uma vida com tantos pontos...Isto de tentar entender e nao ser entendida...é uma estranha loucura!!!
Mas...correr pro´s teus braços após uma pequena "briga"e depois de ser humilhada por ti...ou é loucura,ou não sei!!
Assumir o papel de culpado...e pores-te num canto...é essa a minha loucura..pois ficas com cara de bandido, e mostrares-te dependente de mim....é um preço muito grande de loucura mesmo...perde-te..perdes-me....vou sentir falta de ti,e o coração vai doer..ai vai, vai...
Falta de ti...e falta de mim....
O melhor é mesmo mudar esta conduta, e reabilitar-me....tu ja correste de vento e contra ele...e só lamento que a tua presença na minha vida neste momento seja apenas uma "passagem"..um passado...que terminou aqui!!!
Apartir de hoje...
sexta-feira, maio 19, 2006
OU NEM TANTO...


Isto de blog...é complicado gerir!!!
É impensavél corresponder e aceitar todas as vossas mensagens,mas no entanto ,é claro que aprecio as vossas visitas,e é claro que agradeço,aqui e agora,não me peçam é para responder queisso agora é que ja está mesmo fora de controlo.
E hoje, como me sinto? Hoje, sei que este blog é uma das coisas que mais prazer me dá. Não só o blog, mas muitas coisas que a ele estão ligadas. Tenho redescoberto o prazer da fotografia, com os vossos comentários tenho ido ganhando confiança e arriscando-me a fazer mais e a mostrar mais. Se este fosse o último post ficaria com uma pena imensa das fotografias já tiradas e que ainda aguardam edição, e que ficariam por partilhar. Por isso a continuidade fica prometida .
Começo a acreditar que isto de partilhar momentos e tempos é viciante porque nem todos os dias se o "post" aplicado condiz com o nosso estado espirito,mas eu tento...Malta...eu tento...não posso é fazer publicação dos vossos coments todos...isso não dá mesmo.
Costuma-se dizer, na brincadeira ... ou nem tanto, que os homens se conquistam pelo estômago.Pelos vistos os leitores de blogs também, nada como um almoço bem agradável para as estatísticas de visitas subirem consideravelmente.A todos que cá vieram para um aperitivo ou uma sobremesa, desejo que tenham gostado do que a casa tem para oferecer, que voltem com calma para desfrutar um pouco mais, e claro, que não se acanhem se tiverem algum reparo a fazer, para isso é que este estabelecimento está dotado de livro de reclamações, perdão, campo de comentários.Uns alimentam o corpo, outros o espírito, outros ainda a imaginação ... Sirvam-se à vontade, a porta (ou janela) estará sempre aberta (desde que não carreguem naquele X lá no canto). Pronto, já sei, sempre é muito tempo, não sabemos o que o futuro nos reserva, mas a porta está aberta e é com gosto que vos recebo. Voltem sempre.
A vocês, corajosos que se aguentaram até esta parte do texto, o meu agradecimento por estarem desse lado, e gostava que soubessem o quão importante é esse facto para mim.
Penso que quando os olhos conseguem comunicar, é possível ainda contornar a solidão que o declínio do corpo impõe à alma. Quando os olhos se emudecem, quando perdem o brilho e a vivacidade, quando neles deixamos de escutar os ecos das nossas palavras, então a alma ficará definitivamente prisioneira, amordaçada.Falar, tantas vezes usado displicentemente ao longo da vida, nessa altura seria um dom precioso....Somos carregados no ventre para dentro desta vida e em ombros para fora dela.
quarta-feira, maio 17, 2006

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigada a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear. Mas também os aturo por escrito. Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força. Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil. Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro. Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.
terça-feira, maio 16, 2006

Eu canto para ti um mês de giestas um mês de morte e crescimento ó meu amigo como um cristal partindo-se plangenteno fundo da memória perturbada.
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoae um coração poisado sobre a tua ausênciaeu canto um mês com lágrimas e sol o grave mêsem que os mortos amados batem à porta do poema.
Porque tu me disseste: quem me dera em Lisboaquem me dera em Maio. Depois morrestecom Lisboa tão longe ó meu irmão de Maioque nunca mais acenderás no meu o teu cigarro.
[...]
Porque tu me disseste: quem me dera em Maioporque te vi morrer eu canto para tiLisboa e o sol. Lisboa viúva (com lágrimas com lágrimas).Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve.
**Manuel Alegre, A Praça da Canção**
PESSOAS NAS NOSSAS VIDAS

Todas as pessoas que passam pelas nossas vidas deixam as suas marcas num ir e vir infinito. As que permanecem... é porque simplesmente doaram seus corações para entrar em sintonia com as nossas almas. As que se vão... nos deixam um grande aprendizado. Não importa que tipo de atitude tiveram, mas com elas aprendemos muito. Com as vaidosas e orgulhosas aprendemos que devemos ser humildes. Com as carinhosas e atenciosas aprendemos a ter gratidão. Com as duras de coração aprendemos a dar o perdão. Com as pessoas que passam pelas nossas vidas aprendemos também a Amar de várias formas. Com amizade, com dedicação, com carinho, com atenção, com atracão, com paixão ou com desejo. Mas nunca ninguém nos ensinou e nunca aprenderemos como reagir diante da "saudade", que algumas pessoas deixaram.
Noite

Noite, vão para ti meus pensamentos, Quando olho e vejo, à luz cruel do dia, Tanto estéril lutar, tanta agonia, E inúteis tantos ásperos tormentos... Tu, ao menos, abafas os lamentos, Que se exalam da trágica enxovia... O eterno Mal, que ruge e desvaria, Em ti descansa e esquece alguns momentos... Oh! Antes tu também adormecesses Por uma vez, e eterna, inalterável, Caindo sobre o Mundo, te esquecesses, E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver, Dormisse no teu seio inviolável, Noite sem termo, noite do Não-ser!
O Amor

Hoje peço perdão...não por ter sentido o que senti,não por ter pensado no que pensei,não por ter agido como agi,mas por ter adorado o que adorei,e ainda sonhar com o que sonhei!Sei que fui egoista...ao instalar no teu pensamento,a confusão dos sentimentos!Sei que não fui justa ao fazer sofrer,quem nada fez para o merecer!Mas também sei que um lugar guardei,para ti... só ao meu jeito!Não um qualquer, mas um daqueles,que tudo guarda e nada esquece!E por fim agora sei,que pensar, reflectir e sonhar...são as leis que governam o meu ser,e não me deixam esquecer...que és a força do meu viver!
HÁ SEMPRE ALGUÉM
O mundo inteiro está cheio de pessoas. Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar. Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte. Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez. Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar. Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão. Há pessoas fortes que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usarem a sua força. Há pessoas habilidosas que precisam de alguém para ajudar a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade. Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer. Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não tem tempo para ver. Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros. Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém que lhes mostre o caminho de entrada. Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são importantes. Precisam de alguém Talvez de ti ...

A partir de agora tu retomas o contato com a magia de fazer parte da raça humana.
Temos mais ou menos a mesma idade, nascemos na mesma pátria; enquanto eu brinquei com bonecas coloridas tu jogaste futebol com pedras; eu dormi sempre agasalhada em cama macia, e tu possivélmente nem cama macia soubeste o que era; eu sempre tive comida boa e variada, e tu possivélmente tiveste de esperar que te dessem ; eu fui estudar para aprender a ler e escrever, enquanto tu vivias na rua aprendendo o método de roubar para te defenderes.Será que a culpa é minha?Será que tudo isso é justo?Amigo, não te peço a mão pois ela não me pertence; nem a roupa, nem a cama, nem o livro e nem a comida.Só te peço que nunca te esqueças que que na vida existem momentos,momentos esses que fazem de nós seres humanos,que crescemos e nos construimos..entre eu e tu...a unica coisa que existe de diferente é que eu não passei pelo que tu passaste,não chorei da forma como tu choraste,não suportei a dôr que tu suportaste,mas vivi a desilusão que tu viveste a frustação que tu sofreste...onde estão as diferenças?
Eu nasci com tudo e tu nada tiveste?
Lembra-te que melhor sabor tem o que adquirimos ,não o que nos foi oferecido e que muito pouco lutamos para ser quem somos para ter o que temos...São essas, por acaso, as nossas diferenças?

Que dia!!
Que coisa tão esquesita quando nos deparamos com barreiras tão dificeis de saltar...
Começo a deduzir que a dedução dos outros nem sempre é a mesma...Ainda falam em mundos iguais..pra quem?
Alguém resolveu assim e eu nem sei quem foi!Não posso culpar ninguém porque a minha ignorância nem isso permite.Somente te peço que quando me encontrares na rua, suja, esfarrapada e abandonada, graves a minha imagem em tua mente e, se sobrar um minuto na tua atribulada vida diária, meditas amigo..., meditas... como podes me salvar?
segunda-feira, maio 15, 2006
Gostava de poder te dizer com os olhos o que me diz o coração...Não sei se me sinto enganada,se me quero acreditar...tu,és o imaginário das ilusões,mas eu até me sinto bem no meio desta escuridão...tu és fogo que me consome e cada palavra que me escreves sao momentos de espera...nao..eu sei que o futuro está longe demais...Nao procuro mais, prefiro que o tempo procure alguem por mim,porque esperar por ti ,é tempo demais sem saber de ti...E hoje passou mais um dia..trocamos apenas pequenos textos sem sentido algum...mas que deu para aceitar que vem aí o mundial...Acho que tens de me ensinar a te esquecer..porque tu só me ensinaste a te querer e eu te querendo vou tentando te esquecer...Após este "desabafo" só me resta esperar o passar do Mundial...Enquanto isso eu vou tentando te encontrar..
sábado, maio 13, 2006

Send someone to love meI need to rest in armsKeep me safe from harmIn pouring rainGive me endless summerLord I fear the coldFeel I'm getting oldBefore my timeAs my soul heals the shameI will grow through this painLord I'm doing all I canTo be a better manGo easy on my conscience'Cause it's not my faultI know I've been taughtTo take the blameRest assured my angelsWill catch my tearsWalk me out of hereI'm in painAs my soul heals the shameI will grow through this painLord I'm doing all I canTo be a better manOnce you've found that loverYou're homeward boundLove is all aroundLove is all aroundI know some have fallenOn stony groundBut Love is all aroundSend someone to love meI need to rest in armsKeep me safe from harmIn pouring rainGive me endless summerLord I fear the coldFeel I'm getting oldBefore my timeAs my soul heals the shameI will grow through this painLord I'm doin' all I canTo be a better man
O teu olhar

Nem eu sei para onde vou, nem eu sei para onde quero ir... Apenas o teu olhar me indica o caminho... Um blog acerca de rigorosamente nada! Portanto tudo!
Porque Ficaste...

Madrugaste cedo de maisAmordaçaste os beijos e cobriste-me de serenas cariciasAs que magoam, por serem sentidasTão simples, tão significantesMordiscas-me o corpo e tremo, não quero!Não te quero sentir em mim, não mais!Não quero morrer de novo... gelo por renascerComo simples paixão sem carneTocas-me como se fosse tuaServa dos teus desenhos escorrego para dentro de tiE não te tenho para me erguerAvanças sobre mim e revoltas-me os sentidosSinto-te na minha peleSaboreio a tua linguaSinto o meu cheiro misturado com o teuVejo-te sobre mim e assustas-meOiço a tua respiração quente no meu pescoço´À disposição para partires num leve e rápido torcerE aí me contorço e gemoArqueio e reviro-me nas direções perdidasNão respiro, não reajoDocemente venho-me e sou tua!Morro do teu lado da cama... mas renasces na alvoradaAinda aqui estás depois de mais uma noiteQueria eu que tivesses partido e não me acordasses com leves festas no cabelo entrelaçadoSonhei eu, que saías sem olhar para trás, sem haver nada a dizer depoisMas decidiste ficarPreferiste matar-me uma e outra vezNoite após noiteSol sob solPara que não me esqueça que fizeste com que te amassePorque me acorrentaste sem pensar nas duras penetraçõesNas palavras frias que te dizia enquanto gemias...sem amorPorque não quizeste saber o que eu esperavaEgoista obrigaste-me a aceitar-me sem o monstroE aconchegaste-me nos teus braços nesta madrugadaPor ser cedo de mais para desistir de amar... À disposição para partires num leve e rápido torcer E aí me contorço e gemo Arqueio e reviro-me nas direções perdidas
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