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terça-feira, abril 13, 2010

Menos bem

Hoje estou menos bem.
Tal como a felicidade atrai felicidade, também acredito que a tristeza atrai tristeza, e por isso mesmo direi apenas que hoje estou menos bem.

...

"Gostaria de poder dizer-te que se me acabaram as palavras que são tuas. Mas ainda não to direi hoje. Talvez um dia. Algures na viagem do tempo que tropeça nos nossos corpos vazios.
Tento em vão apagar as nossas pegadas do tecto. Finjo não ouvir a tua voz quente no frio da noite escura. Finjo não ouvir o teu chamamento, as tuas mãos gélidas e brancas, o teu sorriso díficil.
Revejo todos os momentos em que te abracei e escondi o teu coração dos precalços da vida e pergunto-me onde e quem decretou o fim da nossa história.
Esqueço-te de formas imperceptíveis para depois te lembrar em ruas sujas e pecadoras, nos momentos mais ingratos.
Escrevo-te aos soluços, as lágrimas não nascidas a dançar nos fios dos meus cabelos...
Escrevo-te:

Quando não estás a escrita deixa-me de fazer sentido..."

Esquecimento

Seguro-te a mão
e percorro o doce caminho da insanidade.
No caminho perfumo as árvores
e as flores das memórias que ainda
são tuas. Dispo o vestido
de linho branco. Cubro
a nudez com a palidez macia
dos meus braços.
Seguro-te o rosto com as mãos
imensamente cansadas e o corpo
vergado pelo peso
dos teus lábios ásperos.
O vestido de linho
envolve a árvore e a vida verde
que pulsa no encanto do tempo.
Tu envolves-me o coração
moribundo. Depositas em mim
as exigências de um abraço
demasiado longo.
O corpo vergado violenta-se
na magia da lua negra.
Esqueço-te a cada movimento,
a cada impulso,
a cada serenidade perturbada.
Esqueces-me.

A inconsequência dos teus actos repetitivos

"Telefonei-te.

Mais uma vez, cega das (im)possibilidades.
Saber-te aí, num sítio qualquer, a beberes as tuas palavras, a embriagares-te de inutilidade, a tornares-te fútil, a arruinares o sentido das tuas memórias. Não aguento.
Não, não, não...
A repetição infantil dos meus próprios erros e fatalidades, puxar o teu nome da lista enquanto tento acalmar o corpo febril na cama vazia.
Trazer-te até mim.
Ouvir a tua voz embargada da emoção de seres tu, tão negro e errado e azul. E saberes que, aqui, eu me retorço na inevitabilidade da ressaca das tuas mãos na minha pele.
Dizer-te: diz que sou uma dasa pessoas mais importantes da tua vida...
Ouvir-te suspirar, abatido pela força da ausência de outras palavras que não estas: claro que és...
Saber e ouvir no silêncio que me mentes com um sorriso escarninho nos lábios.
Desligar e morrer mais uma vez no calor da noite muda.
Escrever numa folha de papel estéril a verdade da tua ausência. Da ausência de verdade em ti.
Do teu rosto esquálido no líquido do espelho que te mostra a inconsequência dos teus actos repetitivos."

sexta-feira, abril 09, 2010

Sextas são dias de desafios ou Let's geeeetttt iiit ooooon

Sextas são dias de desafios amassos.
Todos os dias são dias de amasso, mas há algo nas Sextas-feiras que sim senhor, mais não seja para podermos exorcizar a semana de caca que tivémos e comemorar a entrada no fim-de-semana.

Neste espírito, e porque qualquer moça gosta de um acompanhamento musical de qualidade, digam aqui à menina, quais são as vossas músicas turn-on?

E pelo amor da santa, não me coloquem aqui Marvin Gaye. Eu não ia resistir.