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sábado, setembro 25, 2010

Me, my high heels and my wooden leg

(sms)

Eu: Vamos beber café?
Ele: Então hoje não há bike?
Eu: Estou lesionada.
Ele: Estás lesionada onde, bicho?
Eu: Os bichos não se lesionam, perdem patas. E uma cauda, ocasionalmente.
Ele: Onde perdeste o traseiro?
Eu: Dói-me o pé.
Ele: Qual?
Eu: O meu!
Ele: Ah.
Eu: O direito, um pouco à frente do calcanhar, assim mais na zona de dentro do pé.
Ele: Como aconteceu isso?
Eu: Sei lá, acontece-me às vezes ter estas dores! Porquê, és massagista??
Ele: Estás de muletas?
Eu: Estou de saltos!!
Ele: Mas não te dói o pé?
Eu: Sim. E iria continuar a doer-me estivesse eu de ténis, flip-flops ou pantufas. Já que estou dorida, pelo menos estou dorida com bom gosto!
Ele: Blahblah. Até já.

Dorida que nem uma camela, dói-me o casco como nunca doeu antes. E ainda me dói mais se o enfiar nos ténis. Até coxa tenho estilo, ai a minha vida... Que maçada.

A bike está encostada às boxes. Tadinha, chora que nem uma porca. Saudades de me ter a montada em cima dela. Badalhoca.

sexta-feira, setembro 24, 2010

¬¬

(ontem à noite a caminho do café)


Ele: -blablablabla-

Eu: (testa franzida, a olhar para o rádio e a fazer aquele gesto com a mão para o mandar calar) Shiu!

Ele: Mas ouviste alguma coisa do que eu disse?

Eu: Shiu, shiu...! De onde é que eu conheço esta música?

De onde eu conheço isto? Porque não conseguimos lembrar o que queremos? Irrita-me!