1. Adoro linguística e gramática e todas essas coisas relaccionadas com a língua
2. Ando uma saudosista do pior. Vejo duas ou três pessoas da faculdade e emociono-me toda "Olha a não sei quantas, tive duas aulas de Literatura norte-americana com ela. Que saudades"
3. Há gente muito burra e há gente que não devia mandar bitaites sobre o que não sabe
4. Não é muito boa ideia fazerem simpósios sobre o Acordo Ortográfico a acabar à 1h da manhã
5. Não é muito boa ideia beber 6 copos de sangria antes de ir para um simpósio sobre o Acordo Ortográfico
sábado, novembro 20, 2010
Oh tempo, volta pra trás
Eu adormecia com isto lá para 2002.
Em modo loop.
E cantava.
Baixinho.
Baixinho.
E ouvia durante o dia.
E tinha (ainda tenho!!) um CD e ouvia no discman. (alguém lembra o que é isso??)
E obrigava os meus amigos a ouvirem.
Alguns passaram a estar tão viciados quanto eu.
Já não lembrava disto há tanto tempo.
Se hoje dormir, já sei quem me vai fazer companhia! hot hot hot
Gosto tanto de ser doentia.
Em modo loop.
E cantava.
Baixinho.
Baixinho.
E ouvia durante o dia.
E tinha (ainda tenho!!) um CD e ouvia no discman. (alguém lembra o que é isso??)
E obrigava os meus amigos a ouvirem.
Alguns passaram a estar tão viciados quanto eu.
Já não lembrava disto há tanto tempo.
Se hoje dormir, já sei quem me vai fazer companhia! hot hot hot
Gosto tanto de ser doentia.
.....
Há coisas que as pessoas não percebem. E por vezes fico demasiado cansada para me explicar de novo, ou até mesmo pela primeira vez.
As coisas que eu faço, nem eu compreendo, por isso não espero que outros entendam. No fundo quero muito acreditar que o que faço, bem ou mal, faço-o por um bem maior meu mas, de forma superficial, não me interessa. Não quero saber, e faço por não saber. Não peço que me compreendam ou sequer façam esforço para tal porque não me interessa. Só peço que não me julguem quando não me conhecem minimamente.
Agora, a minha faceta desligada, fria, é-me útil, algo de bom teria de advir disso. Agora preciso mostrar uma cara fechada, não dar confianças, sem esforço. Uma forma de respeito, não sei. A qualquer outro diria isso, como disse.
Canso-me de me explicar porque vou, porque volto, porque em noites de maior frio não me apraz trazer lenha para casa para acender a lareira, gosto do frio, e do que me faz, obrigando-me a deixar o casaco pendurado no armário, de pés nus no chão de tijoleira. Há que me lembrar, nestes dias, que vivo. Quando entro por aquela porta, já a noite caiu há horas, quero lembrar que o que se vê e faz lá fora, lá fora fica, embora os papeis me acompanhem sempre, a relembrar o que tem de ser feito, posto em ordem, resolvido.
Não têm que me pedir explicações porque decido fazer o que faço, estando tão destruída como estou. Mas que interessa isso? Às vezes, são os trabalhos que nos escolhem, e não o oposto.
"Então, porquê isto agora? Porque decidiu este caminho?"
Por vezes fico cansada. Quando o fardamento para o dia seguinte não está preparado, quando o bip insiste em fazer-se ouvir assim que estou quase a entrar num sono profundo - as boas noites de sono, também foram sempre sobrevalorizadas, quando um ou outro se queixa que tem de ir trabalhar debaixo de chuva, quando chego a casa meia dúzia de horas depois do previsto, e o cão reclama por companhia, está com frio e com fome e precisa que lhe ponha a trela para o ir passear, quando tudo o que quero é um banho quente, e poder espalhar os papeis sobre a mesa, tentar encontrar algo que ninguém viu. A chave.
E amanhã é outro dia.
As coisas que eu faço, nem eu compreendo, por isso não espero que outros entendam. No fundo quero muito acreditar que o que faço, bem ou mal, faço-o por um bem maior meu mas, de forma superficial, não me interessa. Não quero saber, e faço por não saber. Não peço que me compreendam ou sequer façam esforço para tal porque não me interessa. Só peço que não me julguem quando não me conhecem minimamente.
Agora, a minha faceta desligada, fria, é-me útil, algo de bom teria de advir disso. Agora preciso mostrar uma cara fechada, não dar confianças, sem esforço. Uma forma de respeito, não sei. A qualquer outro diria isso, como disse.Canso-me de me explicar porque vou, porque volto, porque em noites de maior frio não me apraz trazer lenha para casa para acender a lareira, gosto do frio, e do que me faz, obrigando-me a deixar o casaco pendurado no armário, de pés nus no chão de tijoleira. Há que me lembrar, nestes dias, que vivo. Quando entro por aquela porta, já a noite caiu há horas, quero lembrar que o que se vê e faz lá fora, lá fora fica, embora os papeis me acompanhem sempre, a relembrar o que tem de ser feito, posto em ordem, resolvido.
Não têm que me pedir explicações porque decido fazer o que faço, estando tão destruída como estou. Mas que interessa isso? Às vezes, são os trabalhos que nos escolhem, e não o oposto.
"Então, porquê isto agora? Porque decidiu este caminho?"
Por vezes fico cansada. Quando o fardamento para o dia seguinte não está preparado, quando o bip insiste em fazer-se ouvir assim que estou quase a entrar num sono profundo - as boas noites de sono, também foram sempre sobrevalorizadas, quando um ou outro se queixa que tem de ir trabalhar debaixo de chuva, quando chego a casa meia dúzia de horas depois do previsto, e o cão reclama por companhia, está com frio e com fome e precisa que lhe ponha a trela para o ir passear, quando tudo o que quero é um banho quente, e poder espalhar os papeis sobre a mesa, tentar encontrar algo que ninguém viu. A chave.
E amanhã é outro dia.
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