Escrevo e nunca escrevo porque está na ausência das linhas o que de mais bonito te digo.É nas palavras que não profiro que a verdade cresce e me alaga... e é por isso que tantas vezes permaneço por trás do que te digo sem que os meus lábios esbocem o menor movimento...E tu já sabes de cor o meu sorriso, e sabes ler as palavras que não escrevo e ouvir as que não digo... porque tu sabes alongar-te para além do teu corpo e chamar-me nos veios de luz para além do espaço...E eu, ainda que aparentemente imóvel, estremeço quando me adentras no silêncio da noite em que não estás... mas q eu sei sentir!
E sorrio-te simplesmente...
sexta-feira, março 23, 2007
Recomeço

Traída pelas pálpebras, insisto nas palavras que me apetecem aos dedos como se carícias fossem...
Se em cada letra saborear um beijo, talvez os meus braços ganhem de novo força e os versos nasçam... Talvez os sentidos se acalmem e jorrem de mim palavras doces, sem grilhões de ferro ancorados na alma...
A música talvez ajude a adormecer raivas e melancolias... o som vem do lado de lá do oceano, num suave toque de magia. Deleito-me com ela e permito-lhe saber-me ao toque dos teus dedos. Mágicos!... Alongo-me nos braços de uma "pétala" que alguém transformou em canção e sonho nela os teus braços, longos, macios...tão meus...
Antecipo-me ao término da melodia e faço com que recomece... lembra-me ,este gesto, o cadenciado ondular das ondas num fim de tarde de princípio de Outono... quando o vento é ainda brisa, e escorrega na pele ainda descoberta, do corpo ainda acordado para a noite que se aproxima...
Este eterno recomeço de uma recordação que será infinita faz-me sorrir e deixa que me sinta plena e calma...
Não, não permitirei às pálpebras que me vençam... Recomeçarei tantas vezes quantas elas tentarem trair-me, e assim permanecerei em ti e no entardecer enquanto os meus dedos quiserem...
Não me importo se não são versos que jorram deles... não me importa se são palavras sem nexo...
São beijos perdidos... São carícias lembradas... São pedaços de mim!...
Se em cada letra saborear um beijo, talvez os meus braços ganhem de novo força e os versos nasçam... Talvez os sentidos se acalmem e jorrem de mim palavras doces, sem grilhões de ferro ancorados na alma...
A música talvez ajude a adormecer raivas e melancolias... o som vem do lado de lá do oceano, num suave toque de magia. Deleito-me com ela e permito-lhe saber-me ao toque dos teus dedos. Mágicos!... Alongo-me nos braços de uma "pétala" que alguém transformou em canção e sonho nela os teus braços, longos, macios...tão meus...
Antecipo-me ao término da melodia e faço com que recomece... lembra-me ,este gesto, o cadenciado ondular das ondas num fim de tarde de princípio de Outono... quando o vento é ainda brisa, e escorrega na pele ainda descoberta, do corpo ainda acordado para a noite que se aproxima...
Este eterno recomeço de uma recordação que será infinita faz-me sorrir e deixa que me sinta plena e calma...
Não, não permitirei às pálpebras que me vençam... Recomeçarei tantas vezes quantas elas tentarem trair-me, e assim permanecerei em ti e no entardecer enquanto os meus dedos quiserem...
Não me importo se não são versos que jorram deles... não me importa se são palavras sem nexo...
São beijos perdidos... São carícias lembradas... São pedaços de mim!...
domingo, março 18, 2007
Ser...

Ignorámos as esquinas do tempo quando deixámos de saber ler a distância e nos prolongámos para além dos limites do corpo, numa ânsia de nos vivermos sem máscaras e sem correntes...Apenas a Lua cobriu a nudez que não quisemos guardar e nós fomos as nossas mãos em permuta de sentidos... fomos gemido... fomos fim!Na partilha dos desenhos do fumo do cigarro criámos a história que ficará sempre na memória dos castelos de espuma de mar que erguemos nas estrelas que nos nasciam nas íris debruadas de rendas de sonhos... e, ainda que por momentos, dobrámos cuidadosamente a solidão e guardámo-la no fundo da gaveta do armário das velharias...E quando olho agora as minhas mãos vazias, não deixo de lembrar que foram tuas e tão logo se enchem de sorrisos e de ti...Não mais reabri aquela gaveta... prefiro lembrar-te em mim...
उम Beijo
Esta é a noite das cascatas consentidas... a noite em que cerro as pálpebras e te consumo o sorriso, guardado simplesmente nas memórias q não deixo que o tempo apague de mim!
Esta é a hora em que me aconchego no que de ti deixaste na minha alma, e me deixo adormecer no relembrar dos tempos em q a tua voz ainda soava nos sussurros brandos da vida e os teus braços ainda eram matéria e sentidos...
Não te pergunto a razão da partida, nem te censuro a desistência de ser... apenas me consome a angústia de não teres esperado que te desse um último beijo, ou te pegasse na mão nesse momento...
Dói-me a tua ausência... e não sei deixar-te partir de mim... Talvez por isso te deixe as minhas lágrimas nas pétalas das flores que te ofereço... São os únicos beijos que ainda te posso dar... os únicos que conseguem atravessar a terra que te serve de manto, e que chegam até ao que resta de ti!
Depois... olho-te naquele reflexo gelado do que eras e onde o teu sorriso permanece eternamente estático, olho o céu ... e sorrio-te! E sei que, onde quer q estejas, sentes o quanto eu sinto a tua falta!
Um beijo, Avó!
Carla, in Conversas contigo... depois!
Esta é a hora em que me aconchego no que de ti deixaste na minha alma, e me deixo adormecer no relembrar dos tempos em q a tua voz ainda soava nos sussurros brandos da vida e os teus braços ainda eram matéria e sentidos...
Não te pergunto a razão da partida, nem te censuro a desistência de ser... apenas me consome a angústia de não teres esperado que te desse um último beijo, ou te pegasse na mão nesse momento...
Dói-me a tua ausência... e não sei deixar-te partir de mim... Talvez por isso te deixe as minhas lágrimas nas pétalas das flores que te ofereço... São os únicos beijos que ainda te posso dar... os únicos que conseguem atravessar a terra que te serve de manto, e que chegam até ao que resta de ti!
Depois... olho-te naquele reflexo gelado do que eras e onde o teu sorriso permanece eternamente estático, olho o céu ... e sorrio-te! E sei que, onde quer q estejas, sentes o quanto eu sinto a tua falta!
Um beijo, Avó!
Carla, in Conversas contigo... depois!
एस्कुता..!!

Apetece-me o rubro dos teus lábios e o doce silvestre da tua saliva no salpicar dos meus desejos...
Podem os teus dedos perder-se nas marés dos meus cabelos ao vento e a palma das tuas mãos trilhar o fundo do meu peito em desalinho enquanto nos meus ombros nasce a procura da tua pele-pêssego da cor da vontade e da loucura...
Podem os teus braços desfazer a fronteira entre a lucidez e o desvario e perder-me eu neles como barco à deriva sem norte e sem caminho...
E podem os teus olhos adentrar os meus segredos e inundá-los de carinho. Podem dizer-me em surdina q há lugares no avesso de nós que sabem a abrigo e a magia...
E mesmo assim, amor, é a amoras silvestres que eu quero hoje o sabor do teu beijar!...
Porque me apeteces, hoje, nas cores que se deitam, ao entardecer, no colo do mar. Porque te quero, agora, na urgência do vermelho rubro do morango que, ao trincar, se desfaz na mais fresca das fragâncias como se fora a espuma branca do mar... Porque te amo em cada gesto, em cada cor, em cada aroma... em cada olhar!...
Dizer-to é simples, mas eu prefiro que o sintas a cada instante da vida e o vejas escrito no céu da minha boca a cada momento em que te beijar!...
Escuta.... ao fundo, baixinho... ouve-se o mar!...
Escuta...
Podem os teus dedos perder-se nas marés dos meus cabelos ao vento e a palma das tuas mãos trilhar o fundo do meu peito em desalinho enquanto nos meus ombros nasce a procura da tua pele-pêssego da cor da vontade e da loucura...
Podem os teus braços desfazer a fronteira entre a lucidez e o desvario e perder-me eu neles como barco à deriva sem norte e sem caminho...
E podem os teus olhos adentrar os meus segredos e inundá-los de carinho. Podem dizer-me em surdina q há lugares no avesso de nós que sabem a abrigo e a magia...
E mesmo assim, amor, é a amoras silvestres que eu quero hoje o sabor do teu beijar!...
Porque me apeteces, hoje, nas cores que se deitam, ao entardecer, no colo do mar. Porque te quero, agora, na urgência do vermelho rubro do morango que, ao trincar, se desfaz na mais fresca das fragâncias como se fora a espuma branca do mar... Porque te amo em cada gesto, em cada cor, em cada aroma... em cada olhar!...
Dizer-to é simples, mas eu prefiro que o sintas a cada instante da vida e o vejas escrito no céu da minha boca a cada momento em que te beijar!...
Escuta.... ao fundo, baixinho... ouve-se o mar!...
Escuta...
Carla ( Dos meus lábios nasce a noite )
Desafio-te!...
Não quero mais sentir as arestas do silêncio... ferem-me a alma e cravam-se-me na pele...Desafio-te ao duelo da palavra... sem gumes e sem reservas!Desamarra-te dos medos e olha os meus lábios... mergulha nos gestos que lhes adivinhares e permite-te sentir-lhes o sumo das palavras...Guardarei no céu da minha boca o som ensalivado do verbo que anseias afagar nos teus ouvidos... apagaste o tempo com o silêncio।Talvez consigas aprender a ler a alma se souberes melodiar os lábios, mas terás que aceitar este duelo...Permaneci no longe, aquietada na sombra da saudade, a observar-te... Sei de ti... sei da sede dos teus lábios e da loucura q percorre as pontas dos teus dedos... sei do soluço q te prende todos os gritos que moram em ti... mas tb sei dos teus medos!... E por isso te desafio agora...Abre as tuas mãos e deita-te nelas... sente-lhes o sabor do vazio e da saudade... E abandona-te, amorfo de vontade, no remoínho que nasce delas... mas fá-lo apenas se é assim que queres viver a eternidade...Eu... permaneço aqui... rasgarei o tempo se for preciso... mas saberei sempre sorrir pq nunca aceitei o silêncio por verdade... e nunca fugi ao som da palavra...Desafio-te? Sim... assim mo pede a saudade!
Carla (Nas Arestas do Silêncio)
Noites....

Há noites assim como esta em q me deito em notas soltas no ar, vazia de palavras e de mágoas...
Noites em que n sei se quero sonhar-te ou apenas existir...
Respiro... e a cada trago de ar q inspiro sei q o meu corpo ainda vive e q nele permaneço... mas o respirar n chega para sentir vida em mim!
Não, n estou triste, apenas vazia!
Hoje n me sabe o sorriso a estrelas, nem a ternura a mel... Não me apetece procurar no éter o aroma da tua pele, nem procuro nas pontas dos meus dedos o sabor dos teus...
Nos meus braços n mora hoje a saudade do aconchego de outros braços entrelaçados...
Talvez tudo isto seja apenas porque há noites assim...
Noites em q a mim própria me basto e em q n necessito prolongar-me para além do q sou... noites em q n quero q me completes.
Mas n estou triste... apenas vazia!
Estranhas... sei q sim... mas acredita, meu amor, que não deixei de te amar...
Amo-te, hoje, apenas de uma forma mais egoista... amo-te, hoje, apenas depois de mim! Não porque goste desta forma de amar...
Simplesmente e apenas porque há noites assim como esta!
Noites em que n sei se quero sonhar-te ou apenas existir...
Respiro... e a cada trago de ar q inspiro sei q o meu corpo ainda vive e q nele permaneço... mas o respirar n chega para sentir vida em mim!
Não, n estou triste, apenas vazia!
Hoje n me sabe o sorriso a estrelas, nem a ternura a mel... Não me apetece procurar no éter o aroma da tua pele, nem procuro nas pontas dos meus dedos o sabor dos teus...
Nos meus braços n mora hoje a saudade do aconchego de outros braços entrelaçados...
Talvez tudo isto seja apenas porque há noites assim...
Noites em q a mim própria me basto e em q n necessito prolongar-me para além do q sou... noites em q n quero q me completes.
Mas n estou triste... apenas vazia!
Estranhas... sei q sim... mas acredita, meu amor, que não deixei de te amar...
Amo-te, hoje, apenas de uma forma mais egoista... amo-te, hoje, apenas depois de mim! Não porque goste desta forma de amar...
Simplesmente e apenas porque há noites assim como esta!
Carla, in Momentos que não quero
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