
Traída pelas pálpebras, insisto nas palavras que me apetecem aos dedos como se carícias fossem...
Se em cada letra saborear um beijo, talvez os meus braços ganhem de novo força e os versos nasçam... Talvez os sentidos se acalmem e jorrem de mim palavras doces, sem grilhões de ferro ancorados na alma...
A música talvez ajude a adormecer raivas e melancolias... o som vem do lado de lá do oceano, num suave toque de magia. Deleito-me com ela e permito-lhe saber-me ao toque dos teus dedos. Mágicos!... Alongo-me nos braços de uma "pétala" que alguém transformou em canção e sonho nela os teus braços, longos, macios...tão meus...
Antecipo-me ao término da melodia e faço com que recomece... lembra-me ,este gesto, o cadenciado ondular das ondas num fim de tarde de princípio de Outono... quando o vento é ainda brisa, e escorrega na pele ainda descoberta, do corpo ainda acordado para a noite que se aproxima...
Este eterno recomeço de uma recordação que será infinita faz-me sorrir e deixa que me sinta plena e calma...
Não, não permitirei às pálpebras que me vençam... Recomeçarei tantas vezes quantas elas tentarem trair-me, e assim permanecerei em ti e no entardecer enquanto os meus dedos quiserem...
Não me importo se não são versos que jorram deles... não me importa se são palavras sem nexo...
São beijos perdidos... São carícias lembradas... São pedaços de mim!...
Se em cada letra saborear um beijo, talvez os meus braços ganhem de novo força e os versos nasçam... Talvez os sentidos se acalmem e jorrem de mim palavras doces, sem grilhões de ferro ancorados na alma...
A música talvez ajude a adormecer raivas e melancolias... o som vem do lado de lá do oceano, num suave toque de magia. Deleito-me com ela e permito-lhe saber-me ao toque dos teus dedos. Mágicos!... Alongo-me nos braços de uma "pétala" que alguém transformou em canção e sonho nela os teus braços, longos, macios...tão meus...
Antecipo-me ao término da melodia e faço com que recomece... lembra-me ,este gesto, o cadenciado ondular das ondas num fim de tarde de princípio de Outono... quando o vento é ainda brisa, e escorrega na pele ainda descoberta, do corpo ainda acordado para a noite que se aproxima...
Este eterno recomeço de uma recordação que será infinita faz-me sorrir e deixa que me sinta plena e calma...
Não, não permitirei às pálpebras que me vençam... Recomeçarei tantas vezes quantas elas tentarem trair-me, e assim permanecerei em ti e no entardecer enquanto os meus dedos quiserem...
Não me importo se não são versos que jorram deles... não me importa se são palavras sem nexo...
São beijos perdidos... São carícias lembradas... São pedaços de mim!...
