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quinta-feira, agosto 31, 2006

Aos que passam pela nossa vida!


Cada um que passa em nossa vida passa sozinha...
Porque cada pessoa é única para nós,e nenhuma substitui a outra.Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,mas não vai só...Levam um pouco de nós mesmos e nos deixam um pouco de si mesmos.Há os que levam muito,mas não há os que não levam nada.Há os que deixam muito,mas não há os que não deixam nada.Esta é a mais bela realidade da vida...A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso...

SER MULHER


Hoje não quero ser
a mulher forte, de atitude
a leoa ,sedutora
a que luta, defende,
conquista,
consola, abriga...
Hoje eu quero deixar que
a mulher sensível, delicada,
romântica, frágil...
seja vista e sentida!
Quero um carinho, um abraço,
um colo...
Quero braços que me
envolvam
protejam, abriguem.
Quero um corpo onde possa
me aconchegar;
um ombro para poder chorar,
uma mão que acaricie
meus cabelos,
olhos que vejam as lágrimas
rolarem no meu rosto
quando falo dos meus
temores, medos ...
uma boca que me diga palavras
de animo e esperança
e que me beijem com
amor e paixão!
Quero olhos que vejam minha
fragilidade,
que me admirem por ser delicada
e que não desejem que eu
tenha que ser forte
o tempo todo!
Quero ser admirada, notada,
e quero que me queiram
por também ter um lado frágil.
Quero que me admirem por ser
mulher na total essência,
não só o lado leoa, mas
o lado beija-flor e também flor!
O lado que necessita do outro
que também precisa receber!
Quero hoje a fragilidade de ser
Mulher !!!

quarta-feira, agosto 30, 2006

Medo...

Recuperei os sentidos... faltava-me o ar, o fogo rodeava-me e eu acordei num espaço onde o eco prolongava o som das chamas. O meu corpo estava exposto coberto por gotas de suor... um calor intenso sufocava-me ... Queria gritar mas a força da voz era muda, o medo acelerava o ritmo do corpo, a dança do pânico, acorrentada, imóvel... A dor do não saber, tomava conta do meu estado consciente, o impulso da libertação, deixava marcas carnais, lutava contra o inútil... Procurei no escuro, tentei ouvir... A sensação de não estar só perturbava-me, sentia-me observada, uma presa que caiu na armadilha... A barreira de fogo perdeu intensidade, no escuro surgiram diversos vultos... O medo paralisou os meus pensamentos, o som do meu coração ecoava em mim num compasso difícil de acompanhar .Vestiam capas negras e ocultavam o rosto com máscaras, a única expressão visível eram as bocas, de aspecto faminto, uma alcateia à espera da ordem superior...Senti vontade de chorar, estava entregue sem domínio...No meio dos vultos apareceu uma mulher nua de rosto escondido, trazia um frasco nas mãos. Lentamente veio até mim. Eu incrédula observava em gritos interiores... Colocou um dedo no liquido, espesso e amarelado, e delineou-me os lábios, sabia a mel. Logo de seguida verteu sobre a sua mão uma grande quantidade, olhou-me através do recorte da sua máscara, e barrou-me o corpo todo... massajou-me intensamente... os meus seios revelaram o quanto prazer estava a ter... Queria controlar-me mas ela dominou todos os meus impulsos... sabia onde tocar ... e masturbou-me até sentir o meu orgasmo... perdi-me extasiada e entreguei-me gemendo bem alto... Ela sussurrou “Agora estás pronta...”Afastou-se.... todos os vultos se aproximaram, começaram a tocar-me, um jogo de mãos, línguas famintas .... gritei de medo ou prazer... já não sei... Acordei...

Um pouco de mim...

A luz da noite... amante do meu ser.
Hoje vou caçar-te...quero ver o meu reflexo
Vou seduzir-te numa dança carnal...
onde a voz é o olhar que nos une...
Quero o teu sangue repleto de tesão...
Quero sentir o teu corpo, até estremecer num grito brutal...
Quero provar o teu limite...
saborear-te até à exaustão...

TU...Não

Sou assim....Domino o meu espaço...Tu não fazes parte ... Não te quero!!!Não és vitima nem escolhido... és um amigo.
Tudo em ti eu gosto Nada me desperta Do teu corpo quero colo O abraço de um irmão Um beijo com amor Mas nunca com tesão...Não me obrigues Não me alteres Posso ser um pesadelo Se insistires na ilusão De conquistares meu coração...Coração!!!!Palavra tão articula Neste mundo de hipocritas Onde o sexo coabita Com a loucura ...Hoje amamos muito E o no amanhã... amaremos muito mais Um vicio tatuado no corpo Daqueles que desfrutam O tempo útil...Tu não fazes parte do útil Mas sim da minha vida
Não...
Afasta-te é um aviso...

Tempo... o meu ...

O tempo passa tão rápido, frase banal muito utilizada por todos aqueles que vivem. Hoje o meu tempo foi passado no teu tempo, ou seria o nosso tempo... Como definir o tempo que é só meu, dividido com alguém que me leva para outro tempo... um pouco confuso se não soubermos o que o tempo pode mudar quando vivido noutra dimensão...Dimensão ??? Humm... Podia até explicar o conceito da palavra no meu vocabulário, mas quem lê o texto na integra consegue perfeitamente levitar comigo...Todos os outros que por aqui passam e deixam comentários baseados em fotos ou em palavras que acham obscenas, sim porque, mulher que escreva "foda" ou que manifeste o seu lado sexual perante tanta gente, sendo o maior numero de comentários masculinos é uma puta, Srs Anónimos não percam tempo com blogs deste nível, não estraguem o vosso único tempo perdendo momentos da vossa vida comigo... mas não posso deixar de dizer que o meu conceito de puta não é de forma alguma insultuoso, o meu mundo sexual não se coaduna com o vosso por isso a linguagem diverge nos seus conceitos...Finalmente volto para as minhas palavras, aquelas que gosto de escrever e dividir com quem me consegue despir... tirem-me a roupa toda... não gosto de me esconder atras das palavras, mas gosto que tirem peça por peça saboreando cada bocado meu exposto... Tarefa árdua embora pareça tão fácil...Agora devia voltar para a introdução do texto, desenvolver um pouco mais e concluir, mas como sabem deixo isso das conclusões para vocês... hoje apetece-me apenas relaxar no meu tempo, tocar o meu corpo... e numa outra dimensão subir as escadas e sentar-me no colo daquele que está no trono... que me faz rainha do seu tempo e fica comigo sem moralismos... Humm

terça-feira, agosto 22, 2006

Escassa Vida

Olho para mim e vejo que já nada resta. O tempo passa e tudo acaba por se desfazer. Não interessa se recuo ou se avanço, porque seja o que for que eu faça já é tarde. Toco-me e já não me sinto. As estradas que percorri já não existem e as escolhas que fiz, agora, já não fazem mais sentido. Caminhei sempre cuidadosamente para que tudo o que, até à data, estava bem construído não se perdesse de repente. Caminhei cuidadosamente para que não houvessem lacunas e para que eu, no fim da minha vida, pudesse olhar para trás e sentir que tive Vida! Mas nada restou, apenas o vazio que se, talvez, tivesse esquecido o ‘politicamente correcto’; tivesse amado quem eu quis e quem me quis amar; tivesse percorrido caminhos ocultos na tentativa de alcançar os meus sonhos, talvez estivesse agora no meu rosto cheio de rugas um sorriso de sabedoria, de quem sabe o que é viver. E, se para saber o que é viver, eu tivesse que cair muitas vezes nos degraus da vida, então que caísse, pois logo me levantaria e, assim, ia aprendendo a viver para depois recordar, sorrir e para sempre adormecer.

Enganos

Não importa para onde vou, porque tu estás sempre comigo. Eu sinto-te. Às vezes, quando a saudade começa apertar e me começa a magoar fecho os olhos e vejo-te, depois tento tocar-te, mas a tua imagem evapora-se. Fico, então, de novo só. O corpo vai ficando sem forças e os olhos perdem o brilho. É nestas alturas que me sinto a morrer, mas, por sorte, logo vejo a minha imagem e o meu corpo a ressuscitar.Abraço-me. Ganho forças para sair do abismo em que entrei e tento aprender a caminhar sem cair, mesmo que, por vezes, tenha que tropeçar.

segunda-feira, agosto 21, 2006

...Nada como Dantes...


Transparências do que fui e não sou mais, reflexos de ti em mim.Agito a água. Tudo muda, transformas-te em anéis que vão para longe, em suaves ondulações.Quando a quietude volta, apenas eu me revejo no lago.Mergulho bem fundo reabsorvendo a minha essência. Nado horas sem fim, saio revigorada e, enquanto enxugo a pele, digo-te adeus.

digo-te adeus

Digo-te adeus e beijo as árvores que tocaste,digo-te adeus e amo a relva que pisaste,digo-te adeus mudo no muro onde me mataste,digo-te adeus até os teus olhos voltarem,digo-te adeus para não ouvir resposta,digo-te adeus para que me arranhes o peito,digo-te adeus para que me arranques a cara,digo-te adeus para ouvir o eco do teu nome,digo-te adeus para não te poder mais beijar,digo-te adeus debaixo da lua de poeira dourada,digo-te adeus...

Hoje...Queria Vencer...

Hoje mesmo,e porque o estado de ânsiedade apodera-se de mim de uma forma digna de momento,páro,penso e tento ver onde falhei...
"A ética é estar à altura do que nos acontece".
Será que estive à altura?
Será que estou à altura?
Fiz o que devia fazer, alterei à minha volta aquilo que estava errado e que senti que podia contribuir para alterar?
Com o que me aconteceu, com o que sou, com o que sei,com o que vivi, o que é que fiz com o que achei que era injusto?
Estas são, de facto, questões centrais para cada um de nós, a que, ao longo da nossa vida e das nossas diferentes circunstâncias, vamos procurando dar respostas.
Ao passarmos, como doentes, pelos Serviços de Oncologia, ao vivermos e acompanharmos todas aquelas situações de sofrimento, de angústia, por vezes de injustiça social e falta de meios, o que poderiamos fazer com o que nos era dado viver?
Sobretudo, como poderiamos dar um sentido, para nós e para os outros, a isso que nos acontecia?Quantos dos saudáveis seres humanos sabem quantificar o sofrimento daquelas mulheres vítimas do cancro ?Não sabem….têm uma vaga ideia, por o que ouvem, pelos testemunhos, por uma relação mais próxima, etc.
É assim, de uma forma suave, num misto profissional e humano, reflectindo algum nervosismo, próprio de um ser humano que tem uma notícia desagradável a transmitir a outro numa pequena sala, três médicas me informavam da razão de ter estado, por dois períodos,e um “eterno” silêncio invadiu a atmosfera, quase parecendo poder-se tocar, tão forte era. Enquanto essas palavras teimavam em ecoar, reparei que todos os olhos estavam virados para mim, enquanto os meus procuravam encontrar mais palavras que me pudessem transmitir algo. O quê, não sei…, apenas algo. Já na rua, e apenas aí, uma enorme raiva apoderou-se de mim. Não pela notícia, não por naquele momento não conseguir entender o certo e o errado, valores que até então me pareciam fáceis de separar. Não, a raiva que senti naquele momento, foi por ter descoberto naquela altura qual o motivo que me tinha levado a perder muitas da capacidade de raciocínio e resistência, levando-me a uma debilidade quase inconsciente.
Foi essa a raiva que ali explodiu. E naquele instante senti as lágrimas molhando os meus olhos. Era a raiva por verificar que os valores da condição humana de pouco valem, que dignidade muitas vezes não passa de uma simples palavra de dicionário.
“Quem pensa em desistir, já desistiu antes de começar”.
Tentando esquecer o ruído de todas as portas que se fecham naquele infinito corredor,mas tentando relembrar que ali encontrei as forças que tive naqueles momentos mais difíceis tento aplicar em cada novo dia que vem amanha, ao mesmo tempo que tento oferecê-las e transmitir a quem por vezes me procura,com olhares piedosos,serei eu a pessoa que desistiu,serei eu a pessoa que preparada estará para recomeçar uma luta sem oportunidade de alterar a data...Será...
Depois começaram a aparecer outros sintomas como fraqueza, tonturas, muito cansaço, o que me levou a ir ao hospital, pensando que apenas duma gripe se tratava. Mas não foram estas as notícias que recebi... depois de ser feito um diagnóstico...
“Até à próxima”

sábado, agosto 19, 2006

Amanhã quando amanhecer digo-te adeus

O dia amanheceu cinzento. Devolvi-te.Segurei a tua mão pequenina e dei-te ao pedaço que te perdeu.Eras tu e não eras tu.Tu nunca és tu dentro de ti mesmo.Nem dentro de mim.Tu nunca és tu.-Empurrei-te para dentro de ti mesmo.Vomitei-te toda a noite nos lençóis, na cama, na ausência.Quem sou eu dentro da minha solidão?-És a minha droga.E eu... não te posso mais ter dentro das minhas veias.Deixei-te nas mãos.Nas tuas mãos.Nas tuas mãos quedas junto ao corpo.Murmurei-te: "estás aqui. o teu pedaço que te morre todos os dias. que eu renasci todos os dias. que alimentei da minha seiva e do meu sangue e dos meus olhos."-És tu sem seres tu.Odeio-te...E esse ódio rasga-me por dentro rebenta-me as veias.-Quem sou eu dentro de mim?Sozinha...-Abandonei-te... Mas de noite estendo os braços para te abraçar e te acariciar os cabelos suaves de criança junto a mim."não me deixes aqui...aqui sozinha.não me deixes...".Eu não sei o que é o amor.-Abriste os lábios como se fosses dizer alguma coisa.Mas não disseste.Tu nunca dizes nada quando te abandono.E eu deixo-te todos os diase volto de manhã a mim mesma.Aqui está frio. Ainda mais frio do que estava dentro de ti.
Aqui estou sozinha. Não posso apertar-te a mão quando me dizes"tenho medo da solidão. tenho medo de te destruir."Vou-te contar um segredo,principezinho.Eu destrui-me a mim mesma.
Onde estás agora, principezinho,não sei adivinhar.Só sei que tenho a garganta apertada de lágrimas.Porque de alguma forma estúpida só tu me conheces.
Que merda é o amor? Sabes-me dizer?Porque eu quis descobrir e abri uma fenda no coração por onde saíste tu."Não posso ter-te aqui" gemi eu.E vim embora.
O mundo entrou-me pela garganta.Mora-me no peito.O mundo inteiro menos tu que tiveste comigo demasiado tempo.
Não digas nada... porque se disseres ainda posso trair-me e pedir-te que voltes para dentro de mim,posso alimentar-te de novo do meu sangue.
Não digas adeus.Nunca tive jeito para despedidas.Eu não te amo.Nem sei o que é o amor.A tua criança é como um filho tenro que tive dentro do peito e que não sei,não sei deixar voar...
Amanhã quando amanhecer vou preencher o teu espaço com qualquer coisa que ainda não encontrei.Sinto-te a falta.Afinal quem foi a criança dentro de quem?Tu dentro de mim? Ou eu dentro de ti?
Amanhã quando amanhecer digo-te adeus.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Um Verão

Foi um verão cheio de ti. um verão cheio de luz nos teus olhos. cheio de conversas que imitavam palavras escritas. foram cartas escondidas em silêncios desbravados numa praia. as rochas que saltamos, os pés que molhamos cresciam como memórias que não morriam. foram grãos de areia contados entre o indicador e o polegar, a ampulheta do tempo a imitar o bater do coração instalado nos segundos do verdadeiro tempo. foram longos os passeios que destruiam a tarde, que subjugavam o pôr-do-sol até nos perdermos na noite. foi o orvalho que tombava nos teus olhos de riso, o humor da minha alma patética como um elogio terno. foram de novo as palavras, agora sussuradas aonde dormia o silêncio da noite. foi a boca no ouvido a escrever segredos nas orelhas, adornos ainda mais reluzentes que brincos de prata na ternura da aurora. foram textos de intimidade no diário de uma só noite. foi de novo o sol, foram de novo dias como outros dias, como os dias que se seguiram. foi de novo a praia, o sol que queimava o teu corpo cada vez mais queimado, foram os olhares que regressavam em vagas de timidez. foram os toques na pele as feridas que ardiam depois das despedidas. foram os momentos em que ficava sozinha, a escrever, a escrever-te cartas imaginadas que se perdiam nos sonhos e não regressavam. foram as histórias embriagadas no final da tarde, foi essa tarde que mais uma vez se perdeu na noite, nessa noite que na praia, junto ao mar, te abracei o tempo todo que ousaste permitir. foi uma noite toda embalada nos meus braços, os segredos eram silêncios transmitidos boca a boca, as palavras saliva enredada no céu estrelado da boca. foram palavras estrangeiras trocadas no dicionário dos dedos, traduções de dialectos na brincadeira de duas línguas. foram noites cada vez mais silenciosas vividas na câmara escura dos olhos. trancados nas paredes finas de pálpebras, falavamos com as mãos nos cadernos escuros do corpos. foram noites de textos longos que só falavam de prazer. foram prazeres que foram repetidos no final de noites, no final dos dias, e dias seguidos, em dias consecutivos, no próprio dia as vezes que a alma queria, e o corpo lá ia e vinha cada vez mais escrito de memórias que não iriam querer morrer. foi a noite que choveu, qual diluvio que te levasse, qual chuva que te molhava os olhos de dor, que te escondia o sorriso num abraço dado na alma. foi a chuva que te levava, que extinguia o verão. foi a chuva nos meus olhos quando te vi partir, por detrás de um vidro que te levava, pingado de dor que escorregava por esse mesmo vidro que te levava cada vez mais longe, cada vez mais longe, cada vez mais longe...

quinta-feira, agosto 17, 2006



Esbarrei no pecado
Senti-o com verdade
Perdoei-me o desvio
Envolvi-me sem querer
Libertei-me das dúvidas
Hoje sei quem sou
Orgulho-me de mim

Dormi sem dormir
Existi sem existir

Memorizei momentos
Imaginei o amanhã
Mergulhei em sonhos
--
Procurei explicações
Ocultei a razão
Reflecti com o coração
Quis mais
Usei os meus sentidos
Encontrei o meu caminho

Venci o medo
Ofereci-te o meu segredo
Confessei-te a minha Paixão
Entreguei-me a este Amor

Engano a vontade
Xiiii
Inventando desculpas
Sacudindo a saudade
Transferindo desejos
Entregando-me ao destino

terça-feira, agosto 15, 2006

Um segredo...

O dia hoje foi dedicado a mim... precisei de clarificar ideias, dar sentido a outras... Procurei o mar como fonte de alimento, absorver energia era o objectivo... mas apenas libertei alguma acumulada, não entendo como tenho tanta, mas isso é outra história! Afinal como poderia absorver se tenho a mais...Rocei o meu corpo na areia procurando alisá-la de forma a estar mais confortável... fechei os olhos e voei...O sol queimava, mas não tanto como as minhas ideias... O som do mar envolvia-me... Estava longe completamente absorvida por sensações que nos últimos dias tenho vivido... E de novo estou a ler frases pontuadas... Perco-me no sentido dos pensamentos... inteligente joga cada palavra na acentuação certa... e de repente deixa de ser um jogo, dá a volta e de novo o labirinto... Vejo-o perto sem o ver... Sinto-o... todo dentro de mim...Mudando de posição, agora rabinho para cima... Esta areia dura.... Dá vontade de exercitar as ancas(aqueles movimentos bem discretos)... e porque não?? Nada como conciliar pensamentos e movimentos...Continuando, embora agora seja mais complicado pensar...Quando algo ou alguém mexe connosco tudo à volta se torna nulo, tal como eu me sinto... Não vejo interesse em nada porque estou asfixiada no meu desejo de o ter... não como um objecto... mas sim algo único... e dito isto nada se pode comparar...Não consigo tirar da ideia de um ” blind date”... no silêncio... só ouvir o seu respirar... e... sentir o seu abraço... mas sempre sem nos olharmos apenas guiados pelo corpo...Vou ao mar... preciso de água fria... muito fria...Quem sabe um dia realizo este meu segredo... mas só com ele...( contigo)...

O Teu Olhar...

Pela primeira vez escrevo algo com saudades... como se visualizasse uma película e não algo tão real. Escrevo com emoção e cada palavra repleta de húmidade tal como me sinto só de rever em pensamento, sei que não vais ler, mas escrevo para ti....Sim foi intenso, todo o ambiente que se viveu antes... Dançar contigo foi um delírio... o teu cheiro, os teus olhos... a tua mão forte, aquela forma de esfregar os meus dedos, um vai vem discreto que me levava para outra dimensão... E tu sabias que sim!! O teu corpo... roçando o meu, um entrelaçar de pernas, e como fazias força para me sentir... o meu peito arrepiado contra o teu ... e como me apertavas!!! A parte que me enlouqueceu foi quando me viraste de costas, seguraste as minhas ancas e puxaste-me bem contra ti... o movimento do teu corpo pressionando em leves toques... este era o ritmo... Não me lembro da música não me lembro de nada, apenas existias tu....Dançamos horas, ou não... a noção do tempo perdia... Entre conversas soltas de palavras desafiadoras, provocavas retribuindo com um olhar penetrante, nunca vi um olhar assim... Entravas dentro de mim... conhecias todos os meus gostos, e interpretavas os meus enigmas... A dada altura a conversa terminou, para quê fingir o que ambos queríamos... Entregamo-nos...Saímos dali... em silêncio loucos de vontade, mantínhamos a postura... lembro-me de rir e tu disseste “ Não me provoques !!” , não resisti dei uma gargalhada... E foi aí que me beijaste... descrever a sensação é impossível, senti um frio no corpo... não frio, um arrepio... ou seria... não sei !!! De meigo a violento... possessivo... e novamente meigo... confundiste tudo... uma ou outra forma ... eras tudo... um beijo?? Não me pareceu... aquilo foi um beijo?? Não sei que nome dar... mas não foi um beijo. A viagem até casa foi curta, digo eu, fácil imaginar o que se pode fazer quando não se conduz... Deixo isso para a vossa imaginação, descrever teria que pormenorizar e isso excita-me... mais... por isso vamos avançar... também não vou falar do carro, uma tentação permitida... e como gritei por não podermos fazer das estrelas as nossas próprias testemunhas !!! Não... não vou contar. Tudo o resto foi o desejo de amor e todos sabemos o que isso é... de uma forma ou outra... sem limites ou tabus...tudo o resto foi o delirio de uma sensação de absoluta loucura que..Foi bom... muito bom!!!

Desabafos...






Hoje revelo os meus segredos à Lua ... ouço o silêncio. Tenho vontade de desistir... não me apetece jogar com as palavras muito menos revelar cada som...Sinto o peso das torturas carnais... do abuso que fiz às minhas presas... Alimentos da minha luxuria ... E tudo por meu prazer...Perdi o olhar...Deixei de ver o trajecto que já não faz sentido... um rumo do qual perdeu a razão...Fome, cio... tenho da tua carne, mas não sei como te alcançar ... Estou amarrada, imóvel... aguardando o teu cheiro para seguir o rasto... Só tu poderás libertar-me desta fusão de tons que me impedem ... a luz que me sufoca ... o negro porque deixei de ver...Liberta-me e ensina-me o caminho.Quero perder-me no teu corpo saciar a fome da minha loucura... Sentir na pele a razão do meu desejo... Ser possuída na raiva de um tesão carnal... ser tua... Entendes-me???

Terça-feira, Agosto 2006



Noite quente
As noites tem sido tão quentes... não acham?? É bom dormir nua com a janela aberta... antes que digam que já leram isto algures o facto de dormir nua é normal... Qualquer um de nós pode escrever no seu blog “Eu durmo nua com a janela aberta”... Podia inclusive aproveitar o momento e dar o recado de uma forma menos própria, não digna de uma mulher, a certos energúmenos que manifestam certos comentários, mas sinceramente não me apetece... até porque provavelmente leram de facto algo parecido e eu não tenho paciência para explicar que o vocabulário português pode ser repetido sem ser copiado, além disso quando coloco o texto de outra pessoa o nome está lá indicado... como já o fiz.Agora voltando ao que interessa... o calor...Sim o calor e as suas consequências... não ... não vou falar de protectores, não falta por ai informação, vou falar de mim que é o único interesse do meu espaço... moi... Tenho ou não razão??O dia solarengo a ausência de roupa as bebidas frescas e... os gelados... as frutas... hummm são uma perdição... mas a noite continua a ser o meu prato preferido...Ontem dormi na varanda, perdida nos cheiros da noite trazidos pelo vento... deixei o frio nocturno arrefecer o meu corpo... seria o frio!? Serias tu?? Voei no tempo e parei naquela noite onde o gelo queimou a minha pele... senti-me uma tela exposta a um pintor que usava a língua como pincel e na boca transportava um cubo de gelo... lembro-me do biquini com longas tiras que serviram para me amarrar... deixei o pintor concluir o seu devaneio artístico no meio das minhas pernas... entre a lingua quente e o gelo que derretia no meu sexo ... o estado perfeito da visão do quadro era apenas audível... uma arte sonora... Conseguem ouvir o delírio de um prazer absoluto... Conseguem?? Esse é o quadro. Pintem a vossa tela...

Pain = Hate

Não sei se será da neura, de uma possível depressão ou simplesmente uma fase, mas nos ultimos tempos tenho andando distante e muito pensativa. A tentar encontrar uma solução de vida. Que hiliriante é teorizar o futuro... Nunca acaba por ser nada daquilo que nós queriamos/pensámos. Começo a pensar se o amor, como sentimento que une duas pessoas existe... Talvez, se me limitar a "comer" quem me quer comer, só naquela da "desportiva", melhore... não sei. Fazer aquilo que não consigo ter muito respeito por quem o faz... Confusing...
A dor é um constante no quotidiano. As fontes desta são inúmeras e sinceramente começo a correr o risco de não conseguir lidar com ela. Em tempos tive uma conversa com uma pessoa, que me disse que preferia ter os seus auges de alegria num namoro, mesmo sabendo que de qualquer das maneiras este está condenado, do que ficar só e "inamado" para o resto da vida. Concordei totalmente... Agora... já não sei. Tenho vindo a ser consumida pelo ódio aos longo dos últimos anos, mas esta metamorfose tem vindo a sofrer algumas atenuantes... Era movida pela esperança, mas agora esse sentimento parece que desapareceu. Sinto-me uma atadinha pois se eu gostar de alguém esse alguém nunca o irá saber... a rejeição a partir de agora poder-me-á ser fatal. Ficar num robôt sem escrúpulos e sentimentos não era o meu ideal de vida... mas talvez seja mais saudável para mim mesmo. O futuro agora é uma incógnita, mas se continuo assim... tenho medo de me tornar naquilo que mais temo.
"Now is the time for me to rise to my feet...wipe the spitf rom my face wipe these tears from my eyes...gotta take my life

Verdades


Existe algo dentro de mim a querer sair. Um demónio que precisa de ser exorcizado; quero sussurar-te ao ouvido a minha verdade. Falta-me a coragem de o fazer e, por isso, escondo-me atrás de enigmas e palavras vagas. Como te disse, não o faço por mal, é apenas o meu medo de me veres. Olho para ti e lembro-me de nós sentados no sofá; olhaste para mim e disseste "é pena..." e disseste que "um dia, talvez". E disseste mais do que isso, com o teu silêncio. Gritaste com o teu olhar "Ajuda-me" quando me disseste "não estou bem".Oh, e como me enganaste; imaginei-te, por momentos, num pedestal em que, finalmente, eras feliz; estavas óptimo, já saias mais com as pessoas, ias a muitos sítios e tinhas companheiros. E recordo-me do teu sorriso dos braços e dos abraços.
"O ciúme é o ódio e o medo. É ver um rosto a sorrir e querer esmagar esse rosto e essa cabeça que sorri com uma pedra, querer pousar essa cabeça no chão e largar-lhe em cima uma pedra pesada, querer ver uma pedra esmagar essa cabeça, deixar uma pedra cair e vê-la partir esse crânio, vê-la partir os dentes e o sorriso todo, os olhos a furarem-se como gemas e ver espalhar-se no chão tudo o que estava dentro da cabeça: o sangue, os miolos desfeitos, pedaços de osso e cartilagem."
Vejo-te a olhar para mim, com os teus olhos húmidos, prestes a largar lágrimas, e sinto-me gritar, em silêncio, que ainda gostas de mim, que "sou a tua metade". Os actos não correspondem ao sentimento.E eu; acho que era isto que querias saber. Sim, mesmo depois de ter querido enterrar-te bem no fundo da minha alma, ainda te acho o meu anjo perdido. Ainda fico preocupada quando vais para casa, ou se estás bem. Ainda fico acordada a pensar no estarás a fazer naquele momento. E também sofro por isso, porque agora tens uma outra vida, uma nova maneira de estar. Espero que ainda exista algum espaço para mim.

Optimismos

Pois, realmente. A vida é óptima. És feliz. Olha as coisas de frente, segue o teu caminho. Acredites ou não, isso alivia a minha culpa. Que tudo isto tenha sido para teu bem, para seres melhor.
Não é a minha altura de ser feliz. Agora, é o momento de dor, de memória, de passado. Falta-me algo; estou apenas cheia de culpa e mágoa. Não me consigo divertir, nem sorrir verdadeiramente. Agora, é tudo tarde demais e, desta vez, não te tenho aqui para me ajudares e apoiares. Vendo bem, porque razão terias que o fazer?

terça-feira, agosto 08, 2006

CURIOSIDADE:

Um dia por todas as mulheres do mundo 25 de Novembro
Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
Violência contra a mulher.A violência contra a mulher é um problema que marca todas as sociedades e culturas do mundo e parece não ter uma solução fácil à vista. Organizações internacionais como as Nações Unidas têm vindo a dedicar-lhe uma atenção especial e realizado um esforço no sentido de criar mecanismos legais que protejam mais eficazmente a mulher. No plano interno, este é também um tema que merece uma preocupação crescente, nomeadamente em Portugal, onde morrem anualmente, em média, cerca de meia centena de mulheres vítimas de violência doméstica.(in Jornal a Página da Educação)
Se fores vítima…denuncia!!
Contactos: urgência 800202148. APAV- Associação de Apoio à Vítima http://www.apav.pt/home.html ou 707200077 - email: apav.sede@apav.pt

O POR DO SOL

Perante o por do sol
Um momento só nosso…
As nossas mãos encontram-se
Olhamo-nos nos olhos
Imersos de emoção
No horizonte o sol despede-se
- Até amanhã - diz o astro-rei
E nós ficamos como que perdidos
Na imensidão do oceano
Na vastidão do infinito
Somos unos, escutamos o vento
A noite que se aproxima
Tocamo-nos com carinho
O nosso beijo é doce fruto
Cúmplices perante o céu rosado
Trocamos juras de amor eterno
Momento sublime
Imortal, para sempre guardado
Dentro de nós…

Enquanto choro


Pára o tempo e desaba a noite sobre o meu peito, atravessa-me a saudade desse teu jeito, molho a folha em que te escrevo, choro em silêncio esta dor que me mata, leva-me à morte este desejo, confunde o sentimento que me maltrata, fico perdida no meio do nada, olho à volta e não te vejo, queria que o último adeus fosse o teu beijo. Sei que me amas mas não me atrevo. Porém caminho atrás desta loucura desvairada que cegamente me guia ao encontro de nada!

.:Pára!

Fantasma dos meus dias, és a névoa que me tapa o sol. Porque não apareces quando te quero? Porque sofro quando não estás? Porque sorrio quando te vejo? Porque corro sem o teu desejo? Quando quero sei que não estás, quero sempre porque te quero, choro sempre porque que não vens, nos teus braços sinto que tens, o negro da minha alma. Quando brilhas eu não te vejo, corro em busca desse lampejo, roubas-me o ser e volto à calma. Lembro-me porque não te esqueço, tento esquecer mas sei que não posso, morde-me o cansaço e adormeço, quero que digas que este romance é nosso.