Foi com eles que tu arriscaste, superaste os teus limites, desafiaste as leis do correcto ou incorrecto...
Não comigo!
Achas que exagero?!
Não vou contrariar as tuas convicções e muito menos pedir para agires de maneira diferente. Eles também não te pediram, as coisas aconteceram, simplesmente de forma espontânea.
Comigo não és capaz de o fazer! Tal situação arrasta-me para um sentimento de inferioridade.
Estou farta deste aborrecimento, destes passeios tão iguais... das férias a dois, em que tudo corre de forma tão certinha, agindo qual adultos responsáveis!
Preciso de acção na minha vida, preciso de quebrar regras, preciso de ultrapassar limites!
Pareces não compreender tal necessidade, ou então, és egoísta o suficiente, pois o facto de já teres vivo tudo isto, anteriormente, impede-te de embarcares comigo nesta aventura.
Não posso mais continuar presa, não paro de sufocar em comparações e sentimentos de inferioridade.
Se não és capaz de me proporcionar o mesmo que outrora partilhas-te com outras pessoas, Let me go!
Mesmo que não alcance o climax, sei que, pelo menos, tentei!
Chega de tentativas frustradas, de conversas que não levam a solução nenhuma...
Tu és aquele que procura estabilidade, depois de uma vida de experiências!
Eu sou aquela que procura uma vida cheia de experiências ainda por experimentar!
Eu sou aquela que quer ter o telemóvel cheio de convites para sair!
Eu sou aquela que não quero mais sentar-me em frente a este pc a escrever no meu blog, porque não tenho mais nada que fazer numa noite de sexta-feira!
Sou aquela que procura agitação!
sábado, fevereiro 20, 2010
Poems on the underground
Este foi um poema que encontrei escrito no metro em Londres e enquanto não chegava ao destino passei-o ;)
"Here too are dreaming landscapes,lunar,deleric.
Here too are the masses tillers of the soil.
and cells,fighters who lay down their lives for a song.
Here too are cementeries fame and snow.
And i hear murmuring the revolt of immense states."
Gostei :)
"Here too are dreaming landscapes,lunar,deleric.
Here too are the masses tillers of the soil.
and cells,fighters who lay down their lives for a song.
Here too are cementeries fame and snow.
And i hear murmuring the revolt of immense states."
Gostei :)
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
CARNAVAL
Carnaval, ninguem leva a mal.
Mas que é que ninguem leva a mal? Será que posso saber? É que eu levo a mal, sim! Era o que me faltava sugarem-me até ao tutano o ano inteiro e ainda virem nesse dia fo**rem-me os cornos esperando que eu não leve a mal!
Têm cá uma sorte!
Bem, quase pronta para o dia. Este ano, decididamente vou fazer figura. (triste por sinal). A Ana é assim...de tão chata que é, eu tenho que me render só para não a ouvir mais...mas eu perdoo-lhe. Adoro aquela miuda.
Zorro. Melhor, ZORRA!!!!!
E vou arrasar!
Pronto, primeiro comprei a lingerie que por não se ver é por isso o mais importante. Sim, isso é como as pessoas, o que as torna diferentes é aquilo que não se vê à partida...
Preta com uns tons rosa...para não ficar muito negra.
Bota preta, calça preta, camisa preta, máscara preta, chapéu preto, bigode preto,capa preta, espada preta.
Se bem que em pleno séc. XXI até parece mal ir de espada, podia levar logo uma pistola laser, antrax ou bomba atómica...mas lá me convenci a levar uma espada de plástico mais não seja para dar com força nas costas de alguem...
Pensei que tambem podia esquecer as calças e a camisa...ir só de lingerie, botas e a capa por cima...mas sei que para onde eu vou está um frio de morte...e duvido que algum homem se agarrasse a uma mulher que tivesse um bigode...
Comprei estas merditas e ainda gastei 77€... optei por gastar este dinheiro para passar uma noite nas moinas... e se as coisas correrem mal, no próximo ano, alugo. A lingerie sempre dá para mais vezes, bem melhor empregue esse dinheiro...
Tinha pensado ir de capuchinho vermelho... mas com a fome que anda ai,ainda me aparece o lobo mau e me arranca a pele...
Depois pensei ir de freira, mas perdi as esperanças quando me lembrei que não tenho um terço...
Pensei tambem que podia ir de cinderela, mas tinha que ir embora à meia noite e não dava jeito nenhum...
Pronto...ZORRA...hen hen...vou achar soberbo andar de bigode! E aproveito para entrar no wc masculino...
E sempre tenho hipótese de enganar os marmanjos ...posso apalpar uns cus... e pode ser que apesar de ir mascarada de uma personagem masculina, eles não levem a mal...afinal, é carnaval!
Que merda. Falta-me o cavalo. Mas talvez de carro não vá mal...e vou mais protegida...é que andar a cavalo faz umas dores no traseiro que depois nem me posso sentar...
Alem disso, com o frio que está ainda fico tipo Manuel Moura Guedes...plastificada e a rir...porque não me lembrei eu disso antes...
Mas que é que ninguem leva a mal? Será que posso saber? É que eu levo a mal, sim! Era o que me faltava sugarem-me até ao tutano o ano inteiro e ainda virem nesse dia fo**rem-me os cornos esperando que eu não leve a mal!
Têm cá uma sorte!
Bem, quase pronta para o dia. Este ano, decididamente vou fazer figura. (triste por sinal). A Ana é assim...de tão chata que é, eu tenho que me render só para não a ouvir mais...mas eu perdoo-lhe. Adoro aquela miuda.
Zorro. Melhor, ZORRA!!!!!
E vou arrasar!
Pronto, primeiro comprei a lingerie que por não se ver é por isso o mais importante. Sim, isso é como as pessoas, o que as torna diferentes é aquilo que não se vê à partida...
Preta com uns tons rosa...para não ficar muito negra.
Bota preta, calça preta, camisa preta, máscara preta, chapéu preto, bigode preto,capa preta, espada preta.
Se bem que em pleno séc. XXI até parece mal ir de espada, podia levar logo uma pistola laser, antrax ou bomba atómica...mas lá me convenci a levar uma espada de plástico mais não seja para dar com força nas costas de alguem...
Pensei que tambem podia esquecer as calças e a camisa...ir só de lingerie, botas e a capa por cima...mas sei que para onde eu vou está um frio de morte...e duvido que algum homem se agarrasse a uma mulher que tivesse um bigode...
Comprei estas merditas e ainda gastei 77€... optei por gastar este dinheiro para passar uma noite nas moinas... e se as coisas correrem mal, no próximo ano, alugo. A lingerie sempre dá para mais vezes, bem melhor empregue esse dinheiro...
Tinha pensado ir de capuchinho vermelho... mas com a fome que anda ai,ainda me aparece o lobo mau e me arranca a pele...
Depois pensei ir de freira, mas perdi as esperanças quando me lembrei que não tenho um terço...
Pensei tambem que podia ir de cinderela, mas tinha que ir embora à meia noite e não dava jeito nenhum...
Pronto...ZORRA...hen hen...vou achar soberbo andar de bigode! E aproveito para entrar no wc masculino...
E sempre tenho hipótese de enganar os marmanjos ...posso apalpar uns cus... e pode ser que apesar de ir mascarada de uma personagem masculina, eles não levem a mal...afinal, é carnaval!
Que merda. Falta-me o cavalo. Mas talvez de carro não vá mal...e vou mais protegida...é que andar a cavalo faz umas dores no traseiro que depois nem me posso sentar...
Alem disso, com o frio que está ainda fico tipo Manuel Moura Guedes...plastificada e a rir...porque não me lembrei eu disso antes...
Talvez hoje ainda não saiba...
Talvez hoje ainda não saiba quem sou. Nem sequer quem quero ser. Ou se quero ser alguem.
Por querer ser mais, sem saber em quê.
Talvez hoje ainda não saiba se os caminhos por onde segui foram os melhores, nem sequer se os passos pequeninos que dei foram os erros maiores.
Talvez hoje ainda não saiba se o futuro tem fututro ou se o meu futuro é o segundo seguinte e que depois, termina. Ou começa.
Talvez hoje ainda não saiba se há algum patamar onde desejo chegar ou se vejo o mundo como algo demasiado pequeno para mim nas horas boas, ou grande demais nas outras.
Talvez hoje ainda não saiba que no olhar tudo mudou. Que vejo a vida muitas vezes com olhos que não são meus e que a vivo a esquecer o que sou, onde estou, onde fiquei ou onde me perdi... a desejar, entre um dia e outro, a ver de novo o mundo pelos meus olhos.
Talvez hoje já nem queira entender porque comecei a aceitar. Ou talvez apenas queira aceitar os outros e compreender-me. Mas tambem não sei... Se calhar, quando chegar o fim, vou olhar para trás, se tiver tempo e lucidez, e perceber que passei toda a vida enganada. Mas vou ter a certeza que nunca enganei ninguem...
Talvez hoje ainda não saiba qual o sentido da minha vida nem se a minha vida tem sentido algum. E às tantas deixei de pensar nisso.
Talvez hoje ainda não saiba porque sempre me custa desistir, baixar os braços. Porque é que, a esta altura, ainda me dói ver quem amo partir. E olho para trás, arriscando-me a ser transformada em estátua de sal, e analiso a vida. Tão dura... tão frágil...
Talvez hoje ainda não saiba que sim. Que as pedras no caminho, me permitiram construir o meu castelo. Que os dedos que me apontaram me fizeram mais forte, que as lágrimas que derramei, afinal, não foram em vão. Que a saudade é apenas um sentimento que nos faz chorar. Que é mais fácil levantarmo-nos quando nos dão a mão.
Talvez hoje ainda não saiba que os muros que pensei intransponiveis afinal, se derrubavam com um sopro e que nos dias de desânimo ganhei coragem para outros ainda piores e que as dores e traições me deixaram saborear dias de amor.
Mas hoje, nas duvidas constantes, tenho certezas presentes.
Esqueci o passado. Pouco me importa o futuro, mas no meu presente, aqui e agora enquanto escrevo, sinto aquela tranquilidade que tantas vezes procurei. A leveza do espirito que voa livre, o coração ao largo. A paz.
Neste instante, sei apenas que sou feliz.
E não preciso saber mais nada.
Como confissão: um brinde a mim. Mesmo sendo toda esta confusão que sou...
Por querer ser mais, sem saber em quê.
Talvez hoje ainda não saiba se os caminhos por onde segui foram os melhores, nem sequer se os passos pequeninos que dei foram os erros maiores.
Talvez hoje ainda não saiba se o futuro tem fututro ou se o meu futuro é o segundo seguinte e que depois, termina. Ou começa.
Talvez hoje ainda não saiba se há algum patamar onde desejo chegar ou se vejo o mundo como algo demasiado pequeno para mim nas horas boas, ou grande demais nas outras.
Talvez hoje ainda não saiba que no olhar tudo mudou. Que vejo a vida muitas vezes com olhos que não são meus e que a vivo a esquecer o que sou, onde estou, onde fiquei ou onde me perdi... a desejar, entre um dia e outro, a ver de novo o mundo pelos meus olhos.
Talvez hoje já nem queira entender porque comecei a aceitar. Ou talvez apenas queira aceitar os outros e compreender-me. Mas tambem não sei... Se calhar, quando chegar o fim, vou olhar para trás, se tiver tempo e lucidez, e perceber que passei toda a vida enganada. Mas vou ter a certeza que nunca enganei ninguem...
Talvez hoje ainda não saiba qual o sentido da minha vida nem se a minha vida tem sentido algum. E às tantas deixei de pensar nisso.
Talvez hoje ainda não saiba porque sempre me custa desistir, baixar os braços. Porque é que, a esta altura, ainda me dói ver quem amo partir. E olho para trás, arriscando-me a ser transformada em estátua de sal, e analiso a vida. Tão dura... tão frágil...
Talvez hoje ainda não saiba que sim. Que as pedras no caminho, me permitiram construir o meu castelo. Que os dedos que me apontaram me fizeram mais forte, que as lágrimas que derramei, afinal, não foram em vão. Que a saudade é apenas um sentimento que nos faz chorar. Que é mais fácil levantarmo-nos quando nos dão a mão.
Talvez hoje ainda não saiba que os muros que pensei intransponiveis afinal, se derrubavam com um sopro e que nos dias de desânimo ganhei coragem para outros ainda piores e que as dores e traições me deixaram saborear dias de amor.
Mas hoje, nas duvidas constantes, tenho certezas presentes.
Esqueci o passado. Pouco me importa o futuro, mas no meu presente, aqui e agora enquanto escrevo, sinto aquela tranquilidade que tantas vezes procurei. A leveza do espirito que voa livre, o coração ao largo. A paz.
Neste instante, sei apenas que sou feliz.
E não preciso saber mais nada.
Como confissão: um brinde a mim. Mesmo sendo toda esta confusão que sou...
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Se não for defeito, será feitio...
O homem é um bicho raro. Têm que concordar comigo. Surpreendem-nos até ao fim dos nossos dias. Não os entendemos e nem sequer perdemos tempo com isso.
Há os garanhões. Aqueles que caminham de costas direitas e olham em frente. Lançam charme até às pedras da calçada, caminham de peito esticado para fora. Até podem ter boa aparência, mas se abrem a boca, estragam tudo. Digamos que a inteligência não faz parte do pacote. E à noite choram baba e ranho que nem madalena arrependida. Vai-se a ver e de garanhões, não têm nada.
Há os outros. Aqueles que parecem não fazer parte do mundo tal qual o conhecemos. E depois, sabe-se que já petiscaram meia cidade. São tímidos e quando falam para nós olham-nos nos olhos como se nos quisessem ler a alma.
São perspicazes, enganadores. E claro, inteligentes. Porque se não fossem, não teriam papado as meninas que lhes caiem na rede como moscas no mel.
Há aqueles que não são uma coisa nem outra. Isto para não dizer que nem são nada. Só resumem a vida aos seus interesses. Que passa por musica, computadores e outras tecnologias. Não há diálogo possível. Se por acaso lhe dizemos que estamos constipadas, que apanhámos o vírus da gripe, eles só ouvem a parte "vírus" e desencadeiam um monólogo de duas horas a explicar pormenorizadamente o que devemos fazer ao computador. Sabem o último grito da tecnologia o que faz com que a nós, só nos apeteça gritar.
Há aqueles complicadinhos. Que se queixam da solidão e procuram a mulher ideal, perfeita, enquanto dizem que não querem compromissos. Percebemos que têm compromisso com o trabalho. Usam fato e têm charme, daí conseguirem, sem esforço, dar a ideia de coitadinhos para ver se alguma pacóvia acredita. Elas ficam ali a pensar :”tadito, tão girote e tão solito”. Moram sozinhos e não têm muitas dificuldades financeiras, mas enquanto lamentam a solidão, vão tendo os seus casos. Sempre com mulheres que não lhes preenchem os requisitos e a quem sempre dizem que não se sentem prontos para um compromisso. Uma forma discreta de dizer: hoje fo**-te e amanhã já nem sequer me procures.
Rondam os 30 anos... e vão sentir-se preparados para um compromisso quando? Pergunto eu...
O estilo certinho põe os nervos em franja a qualquer uma. Gastam dinheiro em bebidas caras. Para ocasiões especiais. E anos mais tarde percebemos como são tristes ao ver as garrafas intactas.
Outros vivem no mundo da lua. Este mundo é pequeno demais para eles. É a playstation e afins. Sessões de filmes sem intervalo. O verdadeiro homem-sofá.
Os filmes preferidos são de terror e de sangue. De artes marciais e outras coisas impossiveis de praticar. Mas acham que a força é melhor que a inteligência.
Chega a casa, come, besunta a mão direita com super-cola três, mas deixa livre o polegar. E assim brinca toda a noite com o comando da televisão. Impossível uma noite a dois, porque quando finalmente vão dizer a resposta certa do programa que estávamos a assistir com interesse, já ele mudou de canal. Chega a dar nos nervos. E tem por costume não ser muito cuidado na aparência. Aproveita o facto de estar sem fazer nada para dizer entre dentes: "já que estás em pé, dá-me isto, traz-me aquilo"... blá blá blá.
Impossível compreender. Mas as mulheres, há muito desistiram. Já se sabe que são todos iguais e que por isso, nem vale a pena escolher muito. Arranjamos um e com arte e manha lá o vamos moldando, aos poucos, para que ele se adapte e nunca pense que está a ser manipulado.
Há os que só pensam em sexo e os que só praticam sexo. E acredito que existam intermédios, para não ser tão mazinha.
Sou até capaz de acreditar, numa hora ou outra que exista um ou dois exemplares sensiveis e românticos sem quererem com isso, conquistar alguma.
Vá, até vou mais longe e digo que tambem é possivel que exista aqui ou ali, um que seja fiel e sincero, que tenha inteligencia e sentido de humor. Tudo em um!
Depois, vimo-los em grupo. Desastre total. Parece que deixaram algures a nave.
É vê-los sentados em redor de uma mesa, de bejeca na mão. A falar de carros, de aventuras, de futebol, de gajas, de jogos e outras coisas sem tanta importância assim. Se houver perto alguma mulher que lhes interesse, falam alto, para chamar a atenção.
Falam das conquistas falsas como sendo verdadeiras. E se forem verdadeiras, essas conquistas, exageram nos pormenores com tanta convicção que uma gaja que assista, chega a duvidar. Depois, com umas e outras nas casas de banho lá descobrimos as carecas.
Chamam diminuitivos ridículos aos pénis. Muitas vezes nomes que se calhar combinam com o pénis ridículo. Daqueles que têm muito rastilho e pouca pólvora.
E costumam acomodá-los com engenho e arte. Optam por um lado. Esquerdo ou direito. Se bem que ainda ando a investigar para que lado têm preferência em pôr em descanso os ditos cujos.
Lá se vão rindo alto. Coçam os tomates sem pudor, arrotam, cospem para o chão e peidam-se. Acham graça. Riem-se.
E depois sempre têm orgulho na sua mala de ferramentas. Aquelas com que gastam rios de dinheiro a apetrecharem com martelos e martelos pneumáticos. Chaves de fendas, porcas e parafusos de todos os tamanhos. Berbequins, pés de cabra. Alicates e chaves inglesas.
Para que depois, quando uma torneira lá de casa estiver a pingar, termos que chamar um canalizador.
Com tantas qualidades que os homens têm, ainda bem que nós, mulheres, nem sequer somos perfeitas. É que seria uma chatice.
Ai os homens... que bicho tão fofo, não acham?
Há os garanhões. Aqueles que caminham de costas direitas e olham em frente. Lançam charme até às pedras da calçada, caminham de peito esticado para fora. Até podem ter boa aparência, mas se abrem a boca, estragam tudo. Digamos que a inteligência não faz parte do pacote. E à noite choram baba e ranho que nem madalena arrependida. Vai-se a ver e de garanhões, não têm nada.
Há os outros. Aqueles que parecem não fazer parte do mundo tal qual o conhecemos. E depois, sabe-se que já petiscaram meia cidade. São tímidos e quando falam para nós olham-nos nos olhos como se nos quisessem ler a alma.
São perspicazes, enganadores. E claro, inteligentes. Porque se não fossem, não teriam papado as meninas que lhes caiem na rede como moscas no mel.
Há aqueles que não são uma coisa nem outra. Isto para não dizer que nem são nada. Só resumem a vida aos seus interesses. Que passa por musica, computadores e outras tecnologias. Não há diálogo possível. Se por acaso lhe dizemos que estamos constipadas, que apanhámos o vírus da gripe, eles só ouvem a parte "vírus" e desencadeiam um monólogo de duas horas a explicar pormenorizadamente o que devemos fazer ao computador. Sabem o último grito da tecnologia o que faz com que a nós, só nos apeteça gritar.
Há aqueles complicadinhos. Que se queixam da solidão e procuram a mulher ideal, perfeita, enquanto dizem que não querem compromissos. Percebemos que têm compromisso com o trabalho. Usam fato e têm charme, daí conseguirem, sem esforço, dar a ideia de coitadinhos para ver se alguma pacóvia acredita. Elas ficam ali a pensar :”tadito, tão girote e tão solito”. Moram sozinhos e não têm muitas dificuldades financeiras, mas enquanto lamentam a solidão, vão tendo os seus casos. Sempre com mulheres que não lhes preenchem os requisitos e a quem sempre dizem que não se sentem prontos para um compromisso. Uma forma discreta de dizer: hoje fo**-te e amanhã já nem sequer me procures.
Rondam os 30 anos... e vão sentir-se preparados para um compromisso quando? Pergunto eu...
O estilo certinho põe os nervos em franja a qualquer uma. Gastam dinheiro em bebidas caras. Para ocasiões especiais. E anos mais tarde percebemos como são tristes ao ver as garrafas intactas.
Outros vivem no mundo da lua. Este mundo é pequeno demais para eles. É a playstation e afins. Sessões de filmes sem intervalo. O verdadeiro homem-sofá.
Os filmes preferidos são de terror e de sangue. De artes marciais e outras coisas impossiveis de praticar. Mas acham que a força é melhor que a inteligência.
Chega a casa, come, besunta a mão direita com super-cola três, mas deixa livre o polegar. E assim brinca toda a noite com o comando da televisão. Impossível uma noite a dois, porque quando finalmente vão dizer a resposta certa do programa que estávamos a assistir com interesse, já ele mudou de canal. Chega a dar nos nervos. E tem por costume não ser muito cuidado na aparência. Aproveita o facto de estar sem fazer nada para dizer entre dentes: "já que estás em pé, dá-me isto, traz-me aquilo"... blá blá blá.
Impossível compreender. Mas as mulheres, há muito desistiram. Já se sabe que são todos iguais e que por isso, nem vale a pena escolher muito. Arranjamos um e com arte e manha lá o vamos moldando, aos poucos, para que ele se adapte e nunca pense que está a ser manipulado.
Há os que só pensam em sexo e os que só praticam sexo. E acredito que existam intermédios, para não ser tão mazinha.
Sou até capaz de acreditar, numa hora ou outra que exista um ou dois exemplares sensiveis e românticos sem quererem com isso, conquistar alguma.
Vá, até vou mais longe e digo que tambem é possivel que exista aqui ou ali, um que seja fiel e sincero, que tenha inteligencia e sentido de humor. Tudo em um!
Depois, vimo-los em grupo. Desastre total. Parece que deixaram algures a nave.
É vê-los sentados em redor de uma mesa, de bejeca na mão. A falar de carros, de aventuras, de futebol, de gajas, de jogos e outras coisas sem tanta importância assim. Se houver perto alguma mulher que lhes interesse, falam alto, para chamar a atenção.
Falam das conquistas falsas como sendo verdadeiras. E se forem verdadeiras, essas conquistas, exageram nos pormenores com tanta convicção que uma gaja que assista, chega a duvidar. Depois, com umas e outras nas casas de banho lá descobrimos as carecas.
Chamam diminuitivos ridículos aos pénis. Muitas vezes nomes que se calhar combinam com o pénis ridículo. Daqueles que têm muito rastilho e pouca pólvora.
E costumam acomodá-los com engenho e arte. Optam por um lado. Esquerdo ou direito. Se bem que ainda ando a investigar para que lado têm preferência em pôr em descanso os ditos cujos.
Lá se vão rindo alto. Coçam os tomates sem pudor, arrotam, cospem para o chão e peidam-se. Acham graça. Riem-se.
E depois sempre têm orgulho na sua mala de ferramentas. Aquelas com que gastam rios de dinheiro a apetrecharem com martelos e martelos pneumáticos. Chaves de fendas, porcas e parafusos de todos os tamanhos. Berbequins, pés de cabra. Alicates e chaves inglesas.
Para que depois, quando uma torneira lá de casa estiver a pingar, termos que chamar um canalizador.
Com tantas qualidades que os homens têm, ainda bem que nós, mulheres, nem sequer somos perfeitas. É que seria uma chatice.
Ai os homens... que bicho tão fofo, não acham?
E de repente...
... abro uma página em branco onde poderia escrever tudo. Mas não quero escrever nada.
Hoje, mais do que isso, preciso de ler. Ler-vos. Ver-me pelos vossos olhos.
Àqueles que me vêm sem saber quem sou, sem me conhecerem o rosto ou a voz.
Ou mesmo os outros, os que conhecem como pareço.
Pelo bom ou pelo mau que vos faço sentir, ou que fiz, em algum momento. Pelas confissões, pelos comentários ou por emails pessoais. É só porque tenho uma página inteira em branco. E não me apetece. Porque hoje me parece que este lugar já não é meu, já não me pertence. Por hoje.
É por isso que vos quero ler, em vez de escrever...
Talvez porque precise. Talvez porque seja hora. Ou apenas porque sim.
Hoje, mais do que isso, preciso de ler. Ler-vos. Ver-me pelos vossos olhos.
Àqueles que me vêm sem saber quem sou, sem me conhecerem o rosto ou a voz.
Ou mesmo os outros, os que conhecem como pareço.
Pelo bom ou pelo mau que vos faço sentir, ou que fiz, em algum momento. Pelas confissões, pelos comentários ou por emails pessoais. É só porque tenho uma página inteira em branco. E não me apetece. Porque hoje me parece que este lugar já não é meu, já não me pertence. Por hoje.
É por isso que vos quero ler, em vez de escrever...
Talvez porque precise. Talvez porque seja hora. Ou apenas porque sim.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
#$%!?#& de fim-de-semana*
Este fim-de-semana e inicio de semana foi uma merda, não tivesse sido pela festa do Pedro S. e com o Benfica a ter ganho diria mesmo que foi uma grande merda. É a chuva e o frio e a trovoada, é a febre e as dores no corpo, é a zanga com um amigo, é amanhã já ser Quinta outra vez e haver reuniões e propostas para analisar e avaliações, é deixar a casa dos papás e a lareira e as gatas e as mantas e o leite creme da avó e vir outra vez para a Inglaterra, é chegar cá e a casa estar gelada e não aquecer nem com dois aquecedores ligados, é entrar em casa e faltar cá a amiga a comer leite com cereais ou o ex a fumar e a beber coca cola ou o ex amigo a comer bolachas de chocolate e a gravar cds às quintas à tarde, é ter que arrumar um saco do tamanho de um hipopótamo e uma pilha de roupa que está no cabide, é ter-me esquecido do carregador do telemóvel e do ipod (GRRRR), enfim...
vocês hoje não me enervem!!!
*já sei, já sei, ando a ficar violenta e descontrolada mas esta semana sem falta inscrevo-me em aulas de "anger management"
terça-feira, fevereiro 09, 2010
QUE SUSTO!
Quero agradecer mil vezes a Deus e a todos os anjos em especial ao meu anjinho da guarda Leuviah, que mais uma vez não me desamparou!
Obrigada por poder ver mais um dia, por poder viver mais um dia!
Tive um jantar de despedida com os amigos já aconteceu no inicio da semana...isto para evitar aquelas desculpas que um não pode, que outro está com dor de barriga, que outro teve que ir a Londres para salvar a cidade de um meteorito, o outro que vai a ao Polo Norte...etc
E anteontem fui jantar com um colega tão recente, tão recente que ainda cheira a fresco.
Tanta gente interessante e logo me saiu este! Que merda.
Andava sempre a perguntar:
- Então quando fazemos o jantar de despedida e tal?
- Já fiz!
- Eu também já fiz muitos.Mas só nós dois, para nos conhecermos melhor!
Mas quem lhe diz que o quero conhecer melhor???
Mas parece que este palerma não entendeu! Ele até deve pensar que tenho carteira para andar nessa vida. E como já nem o podia ouvir falar na merda do jantar lá fui.
Sobrevivi.
Nem posso dizer que foi um jantar terrivel, que nem foi. Ele aí com 1.85... eu 1.60 sem saltos altos...que linda figura...
Não consegui ver se ele usava meias brancas ou não, mas de certeza que sim, pelo estilo...
Quando me diz para irmos jantar a Albufeira... humm, suspeito, mas está bem.
Pensei que morresse! Ainda dizem que as mulheres conduzem mal! Os que se atrevem a mentir dessa maneira nunca andaram com aquele gajo de carro, de certeza!
Sempre de máximos ligados e os outros condutores, coitados, a fazerem sinais de luzes e conduzia com metade do carro em cada faixa.
Depois começava a ultrapassar... devia ser para me impressionar... e desistia a meio, travava bruscamente.
Só me apeteceu abrir a porta e saltar em andamento, sempre me pareceu que tinha mais probabilidades de sobreviver
A meio do caminho diz-me:
- Vejo tão mal à noite! Ainda na semana passada tive um acidente.
Hã? E só agora é que me diz! Isto deve ser castigo!Fodasse
No estacionamento do restaurante vai contra o poste, não estragou muito...o suficiente para me falar de todos os acidentes que teve nesta vida e ainda tem a lata de dizer que as pessoas conduzem mal e que conduzem sem atenção!
Não admira que morra tanta gente nas estradas...
Foda-se!
Claro que não fui para Albufeira, se fosse, para cá vinha de táxi!
Disse-lhe como quem não quer a coisa:
- E se fôssemos à Rocha?
- Mas no próximo jantar vamos a Albufeira.
Espera sentado...
Durante o jantar passa uma rapariga pela mesa e vejo-o a babar e a olhar para o cu dela...que lata!
Cheguei viva a casa e jurei que nunca mais... agradeci tanto por continuar viva, por esta 2ª hipótese que até me custou a adormecer.
Não foi desta que sofri um ataque cardiaco!
E se me esquecer do nunca mais e repetir o mesmo erro, não me esqueço que quem conduz, sou eu!
Há lá com cada um!
UM ENCONTRO NETIANO
Pois é, pois é...
A curiosidade matou o gato, mas enfim, bloguistas, cá vai.
RESULTADO:
Sou o exemplo vivo de que um encontro pela net não tem que ser necessariamente um fiasco!
A curiosidade matou o gato, mas enfim, bloguistas, cá vai.
RESULTADO:
Sou o exemplo vivo de que um encontro pela net não tem que ser necessariamente um fiasco!
(nem sonho nem delirio)
No rádio vão passando musicas dos Corrs. Eu vou ali ao teu lado com o pensamento perdido algures nesse céu tão negro, sem lua, sem estrelas e mesmo assim tão belo!
Poderia quase tocar-lhe, tê-lo todo só para mim.
Passas a mão na minha coxa devagar... e demoras-tenum espaço onde queres entrar, como se batesses à porta...eu não me movo. Sei que tens aquele sorriso, aquele olhar.
Adivinho-te os pensamentos de luxuria...mas continuo numa distracção embalada pela musica que me faz ir desejando muito mais que só as tuas mãos.
Conduzes devagar...e nem sei que caminhos trilhas, nem qual o destino. Estou assim, meio perdida em mim...querendo encontrar-me em ti..
Páras o carro...não sei onde estou. Pouco me importa... o desejo nem sempre espera...
Dizes-me:
- Vem.
Estás nu. Sentado no banco de trás do carro.
Eu vou. Eu quero. Chego-me a ti, meia despida, passando pelos bancos.
Toco-te. Desejo-te. Vejo-te assim excitado e...quase enlouqueço.
Rasgar a pele para que o grito de um prazer contido se possa soltar.
A boca não fala. A magia vê-se, sente-se. Não se diz.
Abro as pernas e pouso os joelhos no banco, roçando nas tuas.
Eu tenho medo...e tu sabes, penso até que tambem tens, mas isso não te impede a vontade de me teres, mesmo ali, no meio de árvores que quase tocam um céu que será meu...que tu me darás.
Estou humida. Aos poucos vou descendo sobre ti...lentamente. E olho-te. E vejo. Vejo-me num prazer carnal que há muito não tinha...vejo-me numa loucura qualquer onde estou como que embriagada, como se tudo estivesse determinado muito antes deste momento e eu não o soubesse.
Sinto o odor a sexo, as mãos tão mágicas, tão perfeitas que me apertam as ancas a cintura...que deslizam em mim como se fossem milhares de mãos...todas iguais, todas tuas.
São pernas, são braços, gemidos, pénis, vagina, sofreguidão, suor...
Está tanto calor aqui... o corpo escorrega...cravo as minhas mãos nas tuas costas...contorso-me por sentir que tenho que libertar este prazer, soltar o que está aqui em mim...e sinto aquele arrepio na espinha...continuamos num vaivem...louco, desenfreado, tanto quanto nos é permitido nesse espaço...
Fecho os olhos por um momento...uma luz tão ténue, tão longe... prevendo um de outros orgasmos que virão.
Não quero parar, não quero que pares...tenho o corpo dorido e quero que continues em mim, que me comas sem medo, sem pena...quero que te entranhes em mim como este cheiro que me endoidece, que flutua no ar, que me penetra na pele, na mente, no sexo...quero que...te...v...e...n...
EU PARA MIM MESMA
Hei, desculpa lá pá, ser empata fodas mas... lá fora está uma lua do tamanho das tuas dores de cabeça. O que é negro é este frio que quase congela os ossos.
Desculpa lá pá, mas esse céu que tocas é o da boca...
Essa humidade pode ser mesmo o tesão reprimido (porque realmente o prazer carnal há muito tempo que não o tens!), ou pode ser a pinga no nariz...
E pronto pá, nem é para fcares deprimida, mas esse calor é da gripe e os arrepios é pela febre...
Desculpa lá, pá...mas essa luz que vês é mesmo da merda do computador onde andas a passar tempo demais.
E o corpo está mesmo dorido, como se te tivessem dado uma valente tareia e te tivessem deixado deitada a morrer...não te falta um milimetro nesse corpinho de sereia sem dores...desde a ponta do dedo grande do pé até ao couro cabeludo.
Faz assim: leitinho (não, desse não, da vaca!) bem quente com mel e...cama! (sozinha, claro!)
Pára lá com essas fantasias sexuais...e põe pensamentos decentes nessa cabeça. E não venhas com a desculpa dos delirios porque no teu caso é mesmo falta de umas valentes trancadas...
Que estranho... parece-me que não foi sonho, nem delirio...tenho a sensação de que vi algo muito parecido...
Sim, vi...com um ou outro pormenor. Acho que na realidade não eram estas musicas e que nem estava assim tãoooooo distraida..O lugar é que não era esse...
FAZ DE CONTA
Podiam ser oito horas da manhã, podia ver-te a dormir um sono profundo ao meu lado.
Podia levantar-me e colocar o robe no meu corpo nu. Podia ir buscar sumo de laranja, torradas e manteiga. Podia acordar-te com um beijo chamando pelo teu nome e podias sorrir-me como que agradecendo o cansaço que ainda sentias pela noite que passou.
Podíamos ficar assim perdidos na cama fazendo planos absurdos e rindo da imaginação.
Podíamos deslizar as mãos pelos corpos molhados num duche partilhado, vestirmos o bikini e sairmos de casa de mãos dadas.
Podíamos chegar à praia e mergulhar na água sempre fria deste mar, rebolar na areia, brincarmos de crianças e fugirmos para uma duna qualquer.
Podias passar o protector no meu corpo e dizeres-me ao ouvido que me desejas... podias chegar a tua boca à minha e beijares-me... com sentimento.
Eu podia dizer-te que sou feliz contigo.
Podíamos fazer um castelo, fazer de conta que sou rainha e escrava, podíamos ficar perdidos a ouvir o mar e a fazer de conta que pouco importa que amanhã não nasça o dia.
Podíamos ficar deitados sentindo o sol queimar a pele e a paixão o coração... podíamos fazer de conta que isto que sentimos é o mundo inteiro e que esse mundo nos pertence.
Se fosse outro domingo qualquer, podíamos ficar a ver o pôr do sol e regressar juntos a casa... perdermo-nos nos lençóis, sermos um só, fazermos e dizermos segredos que sabemos não serem eternos... mas que hoje são possiveis...
Hoje podia ser um domingo quente de Julho e eu não me sentir tão só...
Vamos falar de sexo?
Vamos falar de sexo? Sim, de sexo.
Ao contrário do que muitos homens pensam, e infelizmente muitas mulheres fazem questão de atestar como verídico para terem na testa o rótulo de púdicas, vantagens que desconheço a este espécie, as mulheres gostam tanto ou mais que vocês de sexo. Falamos de sexo, precisamos de sexo (até porque dizem que faz bem à pele) e pensamos em sexo tanto como vocês. Quando olhamos para um homem, um que nos desperte interesse, não pensamos em primeira instância se será um bom marido, nem se será um bom pai, chefe de família...tentamos logo imaginar-vos na cama. Está dito!
Os homens têm a tendência, não sei se inconsciente se quase inata, de nos colocar apenas em duas categorias. As "boa cama" para uma noite e as "santas" para mães dos vossos filhos. Com as primeiras, segundo o que muitos de vocês pensam, é o vale tudo. São as "gandas malucas", as que alinham em tudo, as que vocês querem que alinhem em tudo, sem grandes cuidados, sem promessas, até porque não é para durar. Para as segundas há um pudismo que é só vosso. A boca que vai beijar os meus filhos não faz broches.
Mais, com as primeiras vocês querem uma noite do caraças, um troféu da vossa masculinidade. Com as segundas imaginam uma casa com crianças, vocês no topo da mesa.
Vamos lá falar a sério, deixemos-nos de merdas.
Todas as mulheres, sem excepção (ok, excepção para as muito beatas/púdicas e inseguras do seu corpo, as que se castram a si mesmas) gostam de serem bem comidas. As mulheres gostam de ser alvo de desejo e mais...de satisfazer as nossas/nossas fantasias. A sexualidade é isso mesmo, é a vontade, o desejo, a química que urge em ser queimada.
Outra coisa que me faz alguma confusão, quando nos levam para a cama já com o rótulo, é a diferença no tipo de sexo. As bonitas, com ar de bonecas, delicadas, e que imaginam como mães dos vosso filhos são para ser comidas devagarinho, de maneira delicada, com cuidados redobrados, palavras doces, festinhas no cabelo e lábios colados durante quase todo o acto. As outras é para o que elas deixarem, é para o sexo mais animal, é para a loucura. São para serem comidas por trás, para tentar umas quantas posições do kamasutra, para testar limites, para o dirty talking e o "diabo a sete".
Vamos lá esclarecer isto de uma vez por todas: Nós também gostamos de beijos doidos e paixões vadias. Por mais ar de boneca delicada que uma mulher possa ter, ela quer sentir-se desejada. Ela não é de porcelana, quer ser atirada contra a parede, possuída mesmo ali. Não somos de vidro, não nos vamos partir em mil pedaços por bater com as costas numa parede fria. Queremos ser vossa num beco escuro e sujo de uma rua qualquer. Queremos ser invadidas sem parlapiers antes. Só porque sim, porque ambos querem. Queremos saltar preliminares, dispensar panos quentes. Queremos viver uma cena tórrida ao estilo de "Sete Dias Sete Noites", ter um orgasmo à chuva, numa noite escura, num sítio qualquer, numa cidade imunda. Dispensamos algumas das justificações que vocês teimam em nos dar, respostas a perguntas que não fizemos. Não queremos saber das vossas histórias do passado, todos as temos, queremos-vos a vocês, ali, naquele momento. Gostamos de um ou outro acto de superioridade física vossa, de sermos agarradas, de um bom amasso, que nos segurem, sem grande delicadeza, os cabelos.
Pronto, no fim, se gostarem mesmo muito de nós, podem dar-nos um beijo mais terno, enquanto procuram o maço de tabaco para acender um cigarro, com a respiração ainda ofegante e até um abraço, daqueles dos amantes. Pronto.
E agora fiquei com calor...
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Outra História
Eu sei que a minha escrita neste regresso á Blogosfera tem sido bastante notada pela diferença, os emails têm me feito repensar na forma como escrevo e descrevo as minhas emoções, lembrem-se que pus sempre este cantinho para vos poder dar um pouco de companhia e vos transportar para um mundo só meu, que entre uma barreira ou outra se evidencia pela naturalidade das palavras e simplicidade de escrita.
No entanto tudo o que foi aplicado em cada texto era cada estado de espírito meu, não procurei personagens nem nomes fictícios, quem me acompanha sabe que tento manter sempre a minha própria História, momento e situação neste cantinho que vos vai começar a contar mais outra história….erótica ou não…vamos ver
No entanto tudo o que foi aplicado em cada texto era cada estado de espírito meu, não procurei personagens nem nomes fictícios, quem me acompanha sabe que tento manter sempre a minha própria História, momento e situação neste cantinho que vos vai começar a contar mais outra história….erótica ou não…vamos ver
E porque um visitante do blog se queixou do post do Mcdreamy (sim, o tal post da musiquinha de ir ao cu) e sugeriu que eu desse uma compensação aos leitores masculinos, e porque eu sou uma pessoa de uma bondade tal que só me falta o ar angelical para merecer a beatificação, e porque essa pessoa que reclamou é advogado e com advogados ninguém se mete porque depois chovem processos e outras coisas más, então tomem lá rapazes. Todas as meninas (e os meninos que não estão, digamos...virados para fotos como a que se segue) descansem, porque esta foi uma one-night-posting e certamente não se irá voltar a repetir nos próximos 244 posts.
Perguntinhas
Recebi por email (no meu mailzinho pessoal, o que já é um bocado estranho) o pedido de uma pessoa de seu nome Maria (fictício ou não, não faço a menor ideia) a dizer que "gostava mesmo muito" que eu respondesse a estas perguntinhas no blog, que eu nunca falo de mim (oi?) e que gostava mesmo muito de saber mais da minha personalidade. Eu não sei o que isto vai contribuir para a felicidade alheia mas também não me custa nada e em tempos de pouca imaginação qualquer desculpa para um post serve, por isso cá vai.
1 - Qual é a primeira coisa que fazes quando acordas, a primeira coisa que fazes quando chegas a casa e a última imediatamente antes de te deitares?
Ora bem, a primeira coisa que faço quando acordo é pegar no telemóvel para ver as horas. Depois disso vou à sala ligar o rádio na Nova Era num volume razoável e vou para o chuveiro. Quando chego a casa as três primeiras coisas que faço é tirar os sapatos, tirar o soutien e ligar o computador. Antes de dormir faço sempre um conjunto de coisas, sem qualquer ordem: pôr o telemóvel a despertar, pôr o telemóvel em silêncio, beber água, pôr baton do cieiro e creme nas mãos. Ah, e apagar a luz.
2 - Bebes leite gordo, meio gordo ou magro?
Desde que me lembro, mesmo quando era bem pequenina, sempre magro.
3 - Diz uma coisa que tenhas feito, que saibas que não é correcto mas que não te arrependes.
Matar uma pessoa. Brincadeirinha! Beijar dois rapazes na mesma noite.
4 - Diz uma coisa que faças constantemente em casa mas tens vergonha de o fazer em frente aos outros.
Não é que tenha propriamente vergonha de o fazer em frente aos outros mas não acho que seja muito comum numa mulher feita... beber o leite com palhinha. E cantar super alto.
5 - Que pílula tomas?
[wtf???] Neste momento nem tomo nenhuma, mas quando tomava era a Yasminelle. (informação importantíssima para conhecerem a minha personalidade, atenção!)
6 - Já alguma vez te fizeste passar por quem não eras?
Isso é para ver se me apanham? Como diria o outro... paletes, resmas de vezes. E isto também pode ser considerado uma resposta à pergunta número 2. Mas foi tudo em prol da investigação científica sobre se os homens são ou não todos uns trastes do pior. Descobri que há alguns que são trastes do pior e outros que são só trastes.
7 - Se estivesses frente a frente com a pessoa que mexe mais contigo a nível sentimental, o que lhe dirias?
Estou indecisa entre "não" e "que se lixe".
8 - Odeias alguém? Porquê?
Nops, não odeio ninguém. Quando namorava havia uma ou outra gaja que se eu pudesse arrancava o escalpe, mas agora estou na paz do senhor.
9 - Já perdoaste alguma coisa imperdoável? Porquê?
Já perdoei uma amiga que me roubou o namorado. Houve um conjunto de factores que me levaram a perdoá-la. Primeiro porque o roubei de volta. Depois porque ela sempre me tinha dito que o amor estava acima de qualquer amizade e por fim, porque tínhamos 16/17 anos e com com essa idade também fiz muita merda, se fosse agora era completamente diferente.
10 - Que tipo de cereais comes?
Isto já parece aqueles quizzes do Facebook... não sou fã por aí além de cereais, dos poucos que gosto os meus preferidos são definitivamente as Estrelitas.
E é só. Tudo isto me pareceu muito estranho, mas estamos aqui para servir o público. Agora que respondi às perguntas, surgiu-me uma teoria. Esta Maria na verdade é um Mário, a ver se eu terei hipóteses de me vir a tornar a mulher da sua vida. A pílula é para ver se é boa, que o rapaz não quer ter filhos tão cedo. O leite e os flocos é para saber se podemos partilhar ou se vamos ter que gastar a dobrar nas compras para o pequeno almoço. Os meus hábitos ao acordar e deitar, é para ver se sou uma pessoa fácil de se acordar e adormecer ao lado. Se eu já me fiz passar por quem não sou é para saber se vou entrar naquelas brincadeirinhas sexuais em que a gaja faz de enfermeira e ele de doente. Ou a gaja de ricaça e ele de electricista. Se já fiz algum acto repreensível é para avaliar o meu carácter e saber se já perdoei é porque quer uma esposa bondosa. Os meus ódios de estimação é para saber se sou rancorosa, que isto de ter mulheres psicóticas dá sempre mau resultado (para não falar de coelhos mortos com um picador do gelo). Meu caro Mário, venha de lá essa proposta de casamento, os votos matrimoniais e uma foto, que já se vê se se pode arranjar qualquer coisinha. Se for mesmo uma Maria aviso já que não dou para esse lado, mas obrigada pela preferência!
1 - Qual é a primeira coisa que fazes quando acordas, a primeira coisa que fazes quando chegas a casa e a última imediatamente antes de te deitares?
Ora bem, a primeira coisa que faço quando acordo é pegar no telemóvel para ver as horas. Depois disso vou à sala ligar o rádio na Nova Era num volume razoável e vou para o chuveiro. Quando chego a casa as três primeiras coisas que faço é tirar os sapatos, tirar o soutien e ligar o computador. Antes de dormir faço sempre um conjunto de coisas, sem qualquer ordem: pôr o telemóvel a despertar, pôr o telemóvel em silêncio, beber água, pôr baton do cieiro e creme nas mãos. Ah, e apagar a luz.
2 - Bebes leite gordo, meio gordo ou magro?
Desde que me lembro, mesmo quando era bem pequenina, sempre magro.
3 - Diz uma coisa que tenhas feito, que saibas que não é correcto mas que não te arrependes.
Matar uma pessoa. Brincadeirinha! Beijar dois rapazes na mesma noite.
4 - Diz uma coisa que faças constantemente em casa mas tens vergonha de o fazer em frente aos outros.
Não é que tenha propriamente vergonha de o fazer em frente aos outros mas não acho que seja muito comum numa mulher feita... beber o leite com palhinha. E cantar super alto.
5 - Que pílula tomas?
[wtf???] Neste momento nem tomo nenhuma, mas quando tomava era a Yasminelle. (informação importantíssima para conhecerem a minha personalidade, atenção!)
6 - Já alguma vez te fizeste passar por quem não eras?
Isso é para ver se me apanham? Como diria o outro... paletes, resmas de vezes. E isto também pode ser considerado uma resposta à pergunta número 2. Mas foi tudo em prol da investigação científica sobre se os homens são ou não todos uns trastes do pior. Descobri que há alguns que são trastes do pior e outros que são só trastes.
7 - Se estivesses frente a frente com a pessoa que mexe mais contigo a nível sentimental, o que lhe dirias?
Estou indecisa entre "não" e "que se lixe".
8 - Odeias alguém? Porquê?
Nops, não odeio ninguém. Quando namorava havia uma ou outra gaja que se eu pudesse arrancava o escalpe, mas agora estou na paz do senhor.
9 - Já perdoaste alguma coisa imperdoável? Porquê?
Já perdoei uma amiga que me roubou o namorado. Houve um conjunto de factores que me levaram a perdoá-la. Primeiro porque o roubei de volta. Depois porque ela sempre me tinha dito que o amor estava acima de qualquer amizade e por fim, porque tínhamos 16/17 anos e com com essa idade também fiz muita merda, se fosse agora era completamente diferente.
10 - Que tipo de cereais comes?
Isto já parece aqueles quizzes do Facebook... não sou fã por aí além de cereais, dos poucos que gosto os meus preferidos são definitivamente as Estrelitas.
E é só. Tudo isto me pareceu muito estranho, mas estamos aqui para servir o público. Agora que respondi às perguntas, surgiu-me uma teoria. Esta Maria na verdade é um Mário, a ver se eu terei hipóteses de me vir a tornar a mulher da sua vida. A pílula é para ver se é boa, que o rapaz não quer ter filhos tão cedo. O leite e os flocos é para saber se podemos partilhar ou se vamos ter que gastar a dobrar nas compras para o pequeno almoço. Os meus hábitos ao acordar e deitar, é para ver se sou uma pessoa fácil de se acordar e adormecer ao lado. Se eu já me fiz passar por quem não sou é para saber se vou entrar naquelas brincadeirinhas sexuais em que a gaja faz de enfermeira e ele de doente. Ou a gaja de ricaça e ele de electricista. Se já fiz algum acto repreensível é para avaliar o meu carácter e saber se já perdoei é porque quer uma esposa bondosa. Os meus ódios de estimação é para saber se sou rancorosa, que isto de ter mulheres psicóticas dá sempre mau resultado (para não falar de coelhos mortos com um picador do gelo). Meu caro Mário, venha de lá essa proposta de casamento, os votos matrimoniais e uma foto, que já se vê se se pode arranjar qualquer coisinha. Se for mesmo uma Maria aviso já que não dou para esse lado, mas obrigada pela preferência!
domingo, fevereiro 07, 2010
Existem dias assim...
Existem dias assim, em que o soluço se transforma em grito e a vontade eterna de nos perdermos fica presa ao vazio, onde as horas se arrastam lentamente entre pensamentos que insistem em se cravar na mente.
Existem dias assim, em que o dia se transforma em noite e a noite em tempo interminável, onde o orvalho se confunde com a lágrima derramada, onde as sombras dançam na mente e a vida paira no ar.
Existem dias assim...
Existem dias assim, em que o dia se transforma em noite e a noite em tempo interminável, onde o orvalho se confunde com a lágrima derramada, onde as sombras dançam na mente e a vida paira no ar.
Existem dias assim...
Até ao próximo sorriso
Hoje quando acordei juro que te senti ao meu lado. Olhei-te enquanto dormias. dei-te um beijo e tu olhaste para mim e sorriste. Eu sorri, de volta. abraçaste-me, pus a cabeça no teu peito, envolveste-me, e voltaste a fechar os olhos.Naquele momento percebi que é tão fácil ser-se feliz. Fechei os olhos e fiquei contigo, até ao próximo sorriso, até à próxima palavra, até...
Estou assim...
Em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, quero dar as boas vindas aos novos visitantes do meu Blogue. Tanta gente chique aqui a vir meter o nariz que tive de providenciar um contador de visitas para pôr ali ao cantinho. Sim, eu quero saber quem são os meus queridos e queridas que me vêem cá “ver.”
Hoje estou assim, tipo para o aborrecida com o tempo.As temperaturas máximas para o período de Carnaval rondam os 9º/10ºC. Já as mínimas rondam os 4º/5ºC.
Gostava de saber o que passa pela cabeça daquelas meninas em Ovar e cidades do género, que passam o Carnaval com roupinhas minúsculas, a tentar dançar samba (se bem que eu suspeito que aquilo não é dançar, é simplesmente tremer de frio) como se estivessem debaixo dos 35ºC graus da Bahia, quando acedem ao site da meteorologia.
É que se a finalidade da coisa é imitar o Carnaval de outro país, mais valia pegar no de Veneza, as fatiotas sempre incluem vestuário completo. Ou no dos EUA e andávamos aí todos a bater às portas a pedir doces e a fazer marotices. Agora que penso, este último parece-me muito bem.
Hoje estou assim, tipo para o aborrecida com o tempo.As temperaturas máximas para o período de Carnaval rondam os 9º/10ºC. Já as mínimas rondam os 4º/5ºC.
Gostava de saber o que passa pela cabeça daquelas meninas em Ovar e cidades do género, que passam o Carnaval com roupinhas minúsculas, a tentar dançar samba (se bem que eu suspeito que aquilo não é dançar, é simplesmente tremer de frio) como se estivessem debaixo dos 35ºC graus da Bahia, quando acedem ao site da meteorologia.
É que se a finalidade da coisa é imitar o Carnaval de outro país, mais valia pegar no de Veneza, as fatiotas sempre incluem vestuário completo. Ou no dos EUA e andávamos aí todos a bater às portas a pedir doces e a fazer marotices. Agora que penso, este último parece-me muito bem.
sábado, fevereiro 06, 2010
'scuse me while I kiss this guy*
Estes dias descobri o nome que os brasileiros dão a uma coisa que eu, e todos nós, fazemos ou já fizemos muitas vezes na nossa vida: virundum. Neste momento estão vocês a pensar Eu não faço nada disso, vai chamar nomes à tua tia. Ora bem, virundum é aquele fenómeno que nos acontece por vezes de ouvirmos uma música e cantarmos partes da (ou toda a) letra mal, ou porque não percebemos o que foi dito ou porque nos parece outro som, outras palavras. Agora que já expliquei, não vos acontece muitas vezes? O nome brasileiro nasceu do hino do país que começa com a frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas" que muita gente canta como "O virundum....". Ao descobrir isto, e como eu quando começo a cuscar coisas nunca mais paro, clica aqui, abre link ali, descobri que o fenómeno também tem um nome na língua de Shakespeare: mondegreen. Tudo porque uma autora inglesa, quando era pequena, percebia o verso "and laid him on the green" que a mãe lhe cantava como "and Lady Mondegreen" (sentido muito mais inocente) e decidiu escrever um ensaio sobre isso, cunhando assim o termo. Mondegreens "famosos" incluem letras de Jimi Hendrix, Beatles, Bob Dylan, Elton John and so on. Estava aqui a tentar lembrar-me de algum virundum que eu própria tenha feito (que devem ter sido muitos) mas não me lembro de nada, por isso se se lembrarem dos vossos partilhem que é para a malta se rir um bocado.
*Virundum mais famoso para "'scuse me while I kiss the sky". Realmente as pessoas não são estúpidas. Entre beijar o céu e beijar um rapaz, a segunda é bem mais apelativa. Dependendo do rapaz, claro está.
*Virundum mais famoso para "'scuse me while I kiss the sky". Realmente as pessoas não são estúpidas. Entre beijar o céu e beijar um rapaz, a segunda é bem mais apelativa. Dependendo do rapaz, claro está.
Cena (que poderia ter sido) à filme (mas não foi) #1
Visto que aqui o estaminé está prestes a completar 400 000 visitinhas, começo esta rubrica de partilhar convosco cenas que me aconteceram/vão acontecendo, que têm tudo para ser uma grande cena de filme, mas que como isto é a vida real, foram apenas episódios engraçados, românticos, aventureiros, etc., que acabaram da maneira mais normal possível.
Na noite de passagem de ano 2008/2009 que, como quem acompanha o blog sabe, passei em NY, estava eu com duas amigas e um amigo no metro a caminho do hotel às 5h da manhã (o resto do pessoal tinha ficado entretido na disco), eu de minivestido e altas sandálias num frio de -14ºC, a comer um chocolate oferecido por uma das minhas amigas e ouço uma pessoa dizer constantemente "is this stop Penn Station?", "is the next stop Penn Station? Are there restaurants there? I'm starving". Eu, curiosa, olhei para cima e o gajo era um gato (ou foi o que me pareceu, que na América uma pessoa pede um whisky cola e vem um copo cheio de whisky com uma pinga de cola e era bar aberto, agora pensem). Sem qualquer tipo de problema apontei-lhe o chocolate e perguntei "do you want some?". Ele aceitou e ficamos ali a olharmo-nos uns segundos. A minha amiga, que estava ao pé dele (e no mesmo estado "alegre" que eu) começa a meter conversa "she's my friend!!! I gave her that chocolate" ao que ele (suspeito que também tinha bebido uns quantos copos) responde "she's gorgeous". Quando chegaram finalmente a Penn Station ele solta um suspiro, um "I don't want to leave", beija-me a mão e vai-se embora.
Ora, isto num filme seria palco para eu me colar ao vidro embaciado do metro e escrever lá o meu número ou ele ir a correr atrás do metro ou eu sair na estação seguinte e voltar a Penn Station à procura dele ou de o encontrar em plena Times Square e ficarmos os dois em câmara lenta enquanto tudo à volta se movimenta em fast forward, acabando tudo numa bela noite de amor num hotel 5***** e acordando no dia seguinte com a maquilhagem e o cabelo perfeitos, com a camisa dele vestida e pequeno almoço na cama.
Mas não. Ele saiu e deve ter ido comer um belo de um Double Big Mac enquanto eu continuei no metro, saí em Times Square, corri até ao hotel, vesti o pijaminha e deitei-me quase em hipotermia agarradinha à minha amiga para ver se aquecia, para acordar no dia seguinte toda desgrenhada, com a maquilhagem por tirar, a roupa espalhada no chão e uma dor de cabeça de fugir.
E vocês, que cenas (quase) à filme já protagonizaram? Quero saber todas as hstórias, não posso ser sempre eu a contar tudo.
Na noite de passagem de ano 2008/2009 que, como quem acompanha o blog sabe, passei em NY, estava eu com duas amigas e um amigo no metro a caminho do hotel às 5h da manhã (o resto do pessoal tinha ficado entretido na disco), eu de minivestido e altas sandálias num frio de -14ºC, a comer um chocolate oferecido por uma das minhas amigas e ouço uma pessoa dizer constantemente "is this stop Penn Station?", "is the next stop Penn Station? Are there restaurants there? I'm starving". Eu, curiosa, olhei para cima e o gajo era um gato (ou foi o que me pareceu, que na América uma pessoa pede um whisky cola e vem um copo cheio de whisky com uma pinga de cola e era bar aberto, agora pensem). Sem qualquer tipo de problema apontei-lhe o chocolate e perguntei "do you want some?". Ele aceitou e ficamos ali a olharmo-nos uns segundos. A minha amiga, que estava ao pé dele (e no mesmo estado "alegre" que eu) começa a meter conversa "she's my friend!!! I gave her that chocolate" ao que ele (suspeito que também tinha bebido uns quantos copos) responde "she's gorgeous". Quando chegaram finalmente a Penn Station ele solta um suspiro, um "I don't want to leave", beija-me a mão e vai-se embora.
Ora, isto num filme seria palco para eu me colar ao vidro embaciado do metro e escrever lá o meu número ou ele ir a correr atrás do metro ou eu sair na estação seguinte e voltar a Penn Station à procura dele ou de o encontrar em plena Times Square e ficarmos os dois em câmara lenta enquanto tudo à volta se movimenta em fast forward, acabando tudo numa bela noite de amor num hotel 5***** e acordando no dia seguinte com a maquilhagem e o cabelo perfeitos, com a camisa dele vestida e pequeno almoço na cama.
Mas não. Ele saiu e deve ter ido comer um belo de um Double Big Mac enquanto eu continuei no metro, saí em Times Square, corri até ao hotel, vesti o pijaminha e deitei-me quase em hipotermia agarradinha à minha amiga para ver se aquecia, para acordar no dia seguinte toda desgrenhada, com a maquilhagem por tirar, a roupa espalhada no chão e uma dor de cabeça de fugir.
E vocês, que cenas (quase) à filme já protagonizaram? Quero saber todas as hstórias, não posso ser sempre eu a contar tudo.
Temos que falar
"temos que falar..." é a típica frase que não só me enjoa como me dá ânsias.
Das duas uma, ou há tempo para falar e se fala no momento, ou se guarda aquilo que se tem para dizer para uma melhor altura, agora deixar pendente que se tem qualquer coisa para falar e não adiantar nada sobre o assunto, ai tenham lá paciência mas não me digam isso.
-"temos que falar?"
-"então?"
-"depois falamos..."
-"sobre?"
-"agora não dá..."
Santa paciência. Então quando estas palavras são lidas em mensagens. GRRRRR. Dá vontade de afogar o contacto em questão.
Das duas uma, ou há tempo para falar e se fala no momento, ou se guarda aquilo que se tem para dizer para uma melhor altura, agora deixar pendente que se tem qualquer coisa para falar e não adiantar nada sobre o assunto, ai tenham lá paciência mas não me digam isso.
-"temos que falar?"
-"então?"
-"depois falamos..."
-"sobre?"
-"agora não dá..."
Santa paciência. Então quando estas palavras são lidas em mensagens. GRRRRR. Dá vontade de afogar o contacto em questão.
Queixem-se e...
Depois de uma semana em que o tema de conversa predominante foi (vá-se lá saber porquê!) mamas e de como 99,9% dos homens gostam de mamas grandes (mas naturais) ou de como maridos de amigas minhas reclamam pelo facto delas terem mamas pequenas, decidi que se algum dia algum homem reclamar e me disser que gostava que eu tivesse mamas maiores, a resposta será "eu também ia adorar que tivesses a pila maior, e depois?".
Dúvida existencial
Porque é que os homens gostam de chamar carinhosamente uns aos outros "panisgas", "paneleiro", "mariconço"?
Espero que a moda não pegue na vertente feminina, que não me apetece começar a cumprimentar as minhas amigas com "então minha fufa, está tudo?".
Espero que a moda não pegue na vertente feminina, que não me apetece começar a cumprimentar as minhas amigas com "então minha fufa, está tudo?".
Só me lixam
Andei eu o dia todo a enfardar comida como se não houvesse amanhã ou como se estivesse grávida de trigémeos a pensar que me iam tirar um litro do meu rico sangue e avisam-me agora que a doação de sangue foi adiada por causa da greve dos enfermeiros.
Acho que agora quando for mesmo o dia vou pedir para me tirarem antes 2 litros de sangue para compensar os quilos que ganhei hoje.
E já nem falo nos dias de irritação motivada por coisa alguma, dias de preparação psicológica intensiva, das horas perdidas a engendrar desculpas na minha cabeça para poder faltar à coisa, das noites de insónias ou de pesadelos com sangue a jorrar-me dos braços, que estou a dois passos de pedir uma indemnização.
Subscrever:
Comentários (Atom)



