quinta-feira, março 31, 2011
Eu...
A minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morta para despachar logo isso. Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulsa porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebia logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscua, e depois estar pronta para o secundário e para a primária, antes de ser criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí então torno me um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses a flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois - Voilà! - desapareço num orgasmo.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar as suas qualidades.
Desejas-me, não me queres
Sabes a diferença entre o desejo e o querer?
É simples. Embora muitos pensem ser o mesmo, são na verdade duas coisas distintas.
O desejo é o que permanece na mente. O querer é o aumento do último milhares de vezes, quando já nada do que tens apenas na mente te chega, queres o que vem a seguir.
Desejo é ter vontade de ir ver a Torre Eiffel, sonhar com isso em criança e já em adulto. Querer é entrar num avião com destino a Paris.
Desejo é ver algo numa montra e imaginar como seria se fosse nossa. Querer é sair da loja com o artigo dentro de um saco.
Desejo é olhar aquela pessoa na outra ponta da mesa e imaginá-la a nosso lado. Querer é ir ter com a pessoa e perguntar se o lugar ao lado está vago.
Desejo é achar que mensagens, cartas, telefonemas, e-mails são suficientes. Querer é quando já nada disso chega e ansiar pelo toque do outro.
Desejo é imaginar fazer meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros para ir ter com determinada pessoa. Querer é fazer-se à estrada, correr meia dúzia de curvas, ou três centenas de quilómetros para olhar a pessoa. Quanto mais não seja para ver se vale a pena.
Desejo é ter todas as perguntas e nunca as fazer, porque não importa. Está tudo apenas na nossa mente. Querer é fazer as perguntas uma e outra, e mais outra vez, mesmo não obtendo respostas. Porque o que estava, anteriormente, apenas dentro de nós, já galgou essa cerca. E está em nossa volta, sentimo-la como uma película sobre a pele. E tudo o que se tem tido até aqui... já nada disso chega.
Desejo é imaginar o toque frio das mãos de alguém chegado da rua. Querer é sair para a rua de madrugada para que a nossa pele arrefeça de tal modo que o frio sentido nos leva até lá, a meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros de distância.
A verdade é que... desejas-me, mas não me queres,
É simples. Embora muitos pensem ser o mesmo, são na verdade duas coisas distintas.
O desejo é o que permanece na mente. O querer é o aumento do último milhares de vezes, quando já nada do que tens apenas na mente te chega, queres o que vem a seguir.
Desejo é ter vontade de ir ver a Torre Eiffel, sonhar com isso em criança e já em adulto. Querer é entrar num avião com destino a Paris.
Desejo é ver algo numa montra e imaginar como seria se fosse nossa. Querer é sair da loja com o artigo dentro de um saco.
Desejo é olhar aquela pessoa na outra ponta da mesa e imaginá-la a nosso lado. Querer é ir ter com a pessoa e perguntar se o lugar ao lado está vago.
Desejo é achar que mensagens, cartas, telefonemas, e-mails são suficientes. Querer é quando já nada disso chega e ansiar pelo toque do outro.
Desejo é imaginar fazer meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros para ir ter com determinada pessoa. Querer é fazer-se à estrada, correr meia dúzia de curvas, ou três centenas de quilómetros para olhar a pessoa. Quanto mais não seja para ver se vale a pena.
Desejo é ter todas as perguntas e nunca as fazer, porque não importa. Está tudo apenas na nossa mente. Querer é fazer as perguntas uma e outra, e mais outra vez, mesmo não obtendo respostas. Porque o que estava, anteriormente, apenas dentro de nós, já galgou essa cerca. E está em nossa volta, sentimo-la como uma película sobre a pele. E tudo o que se tem tido até aqui... já nada disso chega.
Desejo é imaginar o toque frio das mãos de alguém chegado da rua. Querer é sair para a rua de madrugada para que a nossa pele arrefeça de tal modo que o frio sentido nos leva até lá, a meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros de distância.
A verdade é que... desejas-me, mas não me queres,
Coisas que leio
"Fechei os olhos,
cerrei os punhos e encostei a boca com força aos joelhos
para não chorar"
Coisas que oiço
Acho que precisas de mim.
Porquê?
Porque acho que preciso de ti.
Para quê?
Para matar.
...
Esta fome.
Doce.
Não sou.
És. Tentação.
Cai.
Cairei.
Porquê?
Porque acho que preciso de ti.
Para quê?
Para matar.
...
Esta fome.
Doce.
Não sou.
És. Tentação.
Cai.
Cairei.
Desafio - este é bem bom **
Ora, cá estamos não é? Lets go!!
1) Postar o selo e mencionar quem o ofereceu.
2) Enumerar 3 coisas que reparo imediato no sexo oposto e outras 3 que não suporto.
REPARO:
- sorriso
- mãos
- pescoço
NÃO SUPORTO:
- não saber falar (isto inclui usar «'tão, pá, tipo, 'tas a ver?» e k em cada 3 palavras)
- que usem termos idiotas como «fofinha, queriducha». Argh
- camisolas, t-shirts, camisas COR DE ROSA.
3) Passar o selo a outros 4 blogs. Ai meus bichinhos, voltamos ao mesmo! Escolhas. :s
Seguidores que me seguem (passo o pleonasmo) peguem nisto e façam nos vossos blogs, espalhem esta bela arte dos selos!! Pronto, foi estúpido.
4) Comentar o blog da criadora do selo. Olha não conheço o blog!! Como faço isto?? Deixo o desafio por terminar, é?? Hum, hum?? Se alguém souber de quem é, avise. Comentarei, com todo o gosto. ;)
P.S.: ** O facto de dizer que este é bom, não estou a diminuir EM nada os outros que recebi, está bem? Gosto de desafios. :)
E com tudo isto, acho que é uma boa altura para a segunda fornada do meu selo. Muahahahaha.
Adeus
Corria, espalhando-me por entre os espaços das pedras da calçada, demasiado perdida para me ter, enquanto me olhavas lá do alto, como um condor observa a sua presa, pacientemente à espera que fechasse os olhos. Que os fechasse a tudo o resto e te visse apenas a ti. Desceste do alto do teu miradoiro e a meu lado de acomodaste. Olhaste-me sem que nunca te encarasse. Contaste-me histórias na base do meu tronco e fizeste contas imaginárias sobre os meus lábios, sem eu o notar.
Lambeste-me os dedos depois de eu os passar pelas minhas feridas abertas, rindo do meu prazer pela dor, como se te quisesses infectar. De mim. Sulcaste uma cova com o teu nome, junto da minha, tão certa, mortandade sombria. Sem nunca te ver, dei. Entreguei o que tinha e o que não podia, porque eras tu. Tudo, acima do Nada que sempre vi. Trouxeste contigo dormidas extasiantes e acordares extenuantes, sem que jamais te sentisse por excesso. Tocaste-me, então, em pequenas ondas, sem nunca me sentir o arrepio da pele. Construiste-te dentro de mim, sem intenções de cá viver. Eu é que nunca o quis saber. Tinha-te como te tinha, era-me suficiente.
Os dias não chegavam quando te sabia de cor, como uma rima infantil, uma vez aprendida, jamais esquecida. Inocentemente, (e)levei-te à força de braços e negações várias, até onde não te poderia (e)levar. Potência máxima. As noites quentes queimavam-me a pele e palavras tuas estancavam-me a falta de vida na ponta dos dedos. Fugia-te quanto te fechavas sobre mim, querendo não te ter mais do que te possuía, numa ânsia doentia de te sentir nos meus meandros. Doce veneno.
Esse mesmo veneno que me corta agora, querendo esconder dentro de mim o que não queres sentir. Retirando-me a vida que já não possuo, fazes-te sanguinário do meu corpo. Coses os lábios com linhas escarlate e agulhas enferrujadas, para que não te entre. Não mais. Amarras-me nos gritos dos teus silêncios. Pousas os ferros quentes com que me marcavas noite após noite, quando te gritava de prazer apenas dentro da tua cabeça e ao canto da tua boca. Rainha. Tua. Tão tua fui.
Vês, um adeus? Porque não o vejo eu?
terça-feira, março 29, 2011
Ora Ora vamos lá responder....
Amigos e amigas,conhecidos e desconhecidos putas e cabrões que frequentam o meu Blog, só para me atrofiar a caixa de mensagens com textos pouco apelativos...essa merda das palavras ditas "axim" e "Kualker" deixa-me em estado de nervos, logo para me enviarem mensagens com conteudos de merda...meus queridos e queridas..poupem-se vá lá...sabem que esta merda do SNS (Sistema Nacional de Saude) está pela hora da morte,não há guito e voces que aqui espreitam e deixam comentários anonimos nao vale...estamos a jogar um jogo desigual e ainda têm de recorrer ao doctor com um ataque cardiaco...Queria muito ajudar a pequena ou pequeno que acha que tenho mamas grandes...sim por acaso sim tenho..mas nao recorri ao bisturi...são minhas...ao menos quando ele tocar..que ainda nao tocou,vai sentir de saiu da terra e entrou no céu...Não sou submissa a ameaças Anónimas ou de AA que essa merda parece aqueles aquecedores de poupança de energia,poupem o vosso tempo com coisas uteis,acho mesmo que o que vos falta é perderem tempo e darem mas valentes quecas,que posso-vos garantir que uma gaja quando não sente assim aquela borboleta na barriga fica meio...como hei-de explicar....doida...A menina Anónima que chegou á 5ª mensagem da semana passada até agora poderia oferecer-lhe um vibrador...facial....mas se o AA fôr apreciador de tal instrumento pois dividam...que quem parte e reparte fica sempre com a melhor parte....Não se preocupem tanto com o Sr que tanto falam nos textos...ao que parece está bem,de boa saúde e espero encontra-lo brevemente com energia suficiente para podermos pôr em prática toda a fama que temos tido....então digam lá se não é mau ter fama sem proveito?É fodido..pois claro que é....
Fica a promessa...serão os primeiros a saber...palavra de Escuteira..
Beijinhos e durmam bem....vá..sou amiguinha!!
Fica a promessa...serão os primeiros a saber...palavra de Escuteira..
Beijinhos e durmam bem....vá..sou amiguinha!!
domingo, março 27, 2011
A shakira diz..
It should be illegal to deceive a woman's heart.
Eu digo:
Quero lá saber da merda do coração partido. Devia ser ilegal era acordar antes das 10 da manhã!
Eu digo:
Quero lá saber da merda do coração partido. Devia ser ilegal era acordar antes das 10 da manhã!
sábado, março 26, 2011
Vocês não me viram!
Portanto se passar por aqui alguém com um ar duvidoso (oh senhores para o que eu haveria de estar guardada!) digam que eu emigrei! Ou então que me saiu a sorte grande e fugi para.. sei lá. Olhem inventem vocês!
Aquilo que não sabes.
Há tantas coisas que tu não sabes...
Não sabes que às vezes sou pequena.
Não sabes que hoje tive novamente cinco anos.
Não sabes que hoje dancei num rodopio sem fim...
Não sabes que hoje masquei pastilhas que deixam a boca azul.
Há tantas coisas que não sabes...
Nem sabes que te quero... assim.
Em mim.
sexta-feira, março 25, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
Toma conta de mim
Anda…Vem…
Toma conta de mim
Dá-me o teu colo
Aperta-me com força
Protege-me nos teus braços
Faz-me sentir segura
Dá-me confiança
Ama-me…
com sinceridade
Tentação
Nesta noite de lua cheia
vou ceder à tentação
Lentamente
permito que as pálpebras se fechem
E deixo-me levar
Levar por tudo e por nada
por pensamentos, sentimentos e desejos
De novo sozinha
de novo a viver para mim
A pensar em todos e em ninguém
Abro os olhos
E sorrio
Sinto que não estou tão sozinha
Algures...
alguém também está a pensar em mim
quarta-feira, março 23, 2011
Porque amanhã o sol não nasce mais cedo
Porque o silêncio hoje me faz mais sentido.
Porque as mãos estão a cada dia mais vazias.
Porque os olhos se inundam de lilás a cada manhã e se esvaziam a cada noite.
Porque o caminho me parece infinito e me cansa e me dobra.
Porque amanhã o sol não nasce mais cedo...
Ofereço-te um corpo e uma alma cheia de nada.
Porque as mãos estão a cada dia mais vazias.
Porque os olhos se inundam de lilás a cada manhã e se esvaziam a cada noite.
Porque o caminho me parece infinito e me cansa e me dobra.
Porque amanhã o sol não nasce mais cedo...
Ofereço-te um corpo e uma alma cheia de nada.
Dez de Copas
Meu amor kármico:
Se te pedir, com a voz embargada que me escrevas um texto, palavras tuas, sentidos nossos, escreves?
Se te murmurar noite dentro, que me embales o coração, que serenes as feridas, embalas?
Se te quiser, se te beijar sem barreiras, tomas-me?
Se te desejar, se te quiser dentro de mim a pulsar na imensidão do espaço, fazes amor comigo?
Se te ansiar, se te estender as mãos frágeis, recrias-me?
Se te implorar, por favor, por favor meu amor, não partas... Ficas aqui? No silêncio da felicidade eterna?
Se nascer de novo, num novo ciclo, amas-me como em todas as nossas vidas?
Se te pedir, com a voz embargada que me escrevas um texto, palavras tuas, sentidos nossos, escreves?
Se te murmurar noite dentro, que me embales o coração, que serenes as feridas, embalas?
Se te quiser, se te beijar sem barreiras, tomas-me?
Se te desejar, se te quiser dentro de mim a pulsar na imensidão do espaço, fazes amor comigo?
Se te ansiar, se te estender as mãos frágeis, recrias-me?
Se te implorar, por favor, por favor meu amor, não partas... Ficas aqui? No silêncio da felicidade eterna?
Se nascer de novo, num novo ciclo, amas-me como em todas as nossas vidas?
NOVE MILHÕES!!!
Já somos mais de 9 Milhões!!!!
E ninguém me disse nada!!!
Muito Obrigado a todos pelas visitas....Eu vou respondendo aos vossos comentários sempre que possível...prometo
Obrigado
A sério que fico extremamente constrangida
...quando ouço uma mulher falar mal de si mesma só para receber um elogio. Ontem, estando eu à espera de ser atendida num daqueles sítios onde o prato do dia é sempre o mesmo, fast-food, ouço qualquer coisa que me faz voltar a cabeça. " Não posso comer isso porque qualquer dia fico gorda como uma vaca.". Quando olhei para a pessoa em questão vejo uma miúda nova e magra. Até arriscaria dizer, boa. Confusos? Estive mesmo, mas mesmo mesmo, para lhe perguntar, então e nesse dia em que fores gorda como uma vaca também vais dar leitinho, querida? Eh pá, o ponto a que algumas pessoas chegam só para receberem um elogio. Enfim. Acabei por não lhe fazer a tal pergunta. Creio que teria sido um bocadinho indelicado da minha parte.
Só... por esta noite.
Só por esta noite...
Adormeço-me nos teus olhos.
Deixo que me embales os medos e me rasgues as fragilidades.
Só por esta noite...
Permitirei que me digas que me queres sempre e eternamente
Mesmo que eu conheça a dor de saber que tudo é finito
Só por esta noite...
Não penso em nada.
Não me despeço enquanto dormes nos lençóis de um quarto que nem reconheço.
Só por esta noite...
Não te dou um último beijo.
Saio em bicos de pés.
Fecho a porta de mansinho
Com medo que o bater da mesma ecoe na minha alma.
Só por esta noite.
Não olho para trás.
Haverão outras noites.
Haverão outros lábios.
Haverá outro corpo suado em meu corpo.
Haverá.
Haverão.
Outra noite.
Outras memórias.
Palavras. Erradas?
Sento-me na cadeira com alguma circunstância. Pego na folha em branco e na caneta de tinta permanente. Muito direita, como se fosse escrever algo demasiado importante, respiro fundo. Quero escolher, entre todas as palavras, as certas. Perguntarás porque decidi escrever. Talvez queira prolongar por mais alguns instantes eternos a minha breve existência. Sei que entenderás tudo o que digo para além daquilo que, de facto, digo e é tão pouco.
Volto a inspirar e expirar prolongadamente, quase em jeito de suspiro. De alguma maneira, sinto-te cerzido a mim, de uma forma latente mas consciente.
Perdoa-me. Por tudo e por este nada. Acho que não consigo escrever-te. As palavras que congemino silenciosamente parecem erradas na simples folha de papel.
Coloco-as nas tuas mãos.
Volto a inspirar e expirar prolongadamente, quase em jeito de suspiro. De alguma maneira, sinto-te cerzido a mim, de uma forma latente mas consciente.
Perdoa-me. Por tudo e por este nada. Acho que não consigo escrever-te. As palavras que congemino silenciosamente parecem erradas na simples folha de papel.
Coloco-as nas tuas mãos.
terça-feira, março 22, 2011
Palavras. As certas?
És um livro ilustrado. Silêncios, palavras e imagens, vou-te sorvendo lentamente. Não quero que findem. Nunca. Não te leio de uma só vez, embora sinta essa vontade muitas vezes. Quero conhecer tudo, mas mantenho a calma. Abro-te e folheio-te. Volto atrás. Começo de novo. Leio as mesmas frases para melhor te entender e depois fecho-te e guardo-te bem junto a mim. Deixo-te escondido do mundo num ninho de algodão, flores, folhas e palavras feitas de ternura e afecto. Quando regresso continuas lá. Em cada linha, a tua voz, o som das palavras que dançam nas folhas e me chegam aos ouvidos como carícias. Em cada imagem encerrada em ti, voltam o teu sorriso e olhos doces de menino pequeno que eu quero, a todo o custo, proteger nem sei de quê. O mundo lá fora é cruel. Não te digo. Vendo-te os olhos com beijos para que não te apercebas, para que te sintas seguro comigo. Não quero voltar a sair daqui. Cada vez que transponho as portas, elas transformam-se em muros altos, cada vez mais altos. A cada regresso, o cansaço aumentou e a vontade de permanecer neste calor acolhedor envolve-me. Devo sair, mas não quero. Não vou. O teu cheiro silencioso, que consigo tocar com os dedos e está impregnado de ti e já em mim, fala mais alto do que qualquer grito ensurdecedor. Chamas-me, mesmo sem te ouvir. Adivinho-te o sabor. Umas vezes doce, outras salgado. Fresco. Quente, a queimar as entranhas. Desenho-te o corpo, branco e mudo, na brevidade de um fechar de olhos e repouso em ti. Sinto o teu respirar em cada poro meu. Leio-te os silêncios ou, então, deixo me ficar contigo nesse silêncio que é nosso, sem pensar em nada. Calados, dizemos muitas coisas. Cada vez que te abro continuas lá, presente. Já te conheço mas, mesmo quando te releio, descubro sempre algo novo nas entrelinhas. E então, surges em mim com força renovada. Deslizas suavemente, tocas-me as mãos e serenas-me os ímpetos. Abro-te e folheio-te uma vez mais. A cada dia, todos os dias. Surge uma folha branca. Confusão. Por instantes, pensei-te perdido. Pego na caneta, feita de arco íris, comeco a escrever cuidadosamente. Afinal, ainda há alguma coisa por escrever. Eu quero escrever-me em ti. Não quero mais nada. Quero-te todo. Fundimo-nos. Pele, carne, cheiro, voz, toque, sabor. Olhos que sentem. Não sei onde começo ou acabo. Talvez não possa isolar-me do mundo inóspito que observo da janela, agarrada a ti. Mas quero-te comigo. Levar-te-ei, verás horrores e coisas belas. Não te largarei da mão, prometo. Iremos, lado a lado. Dois contra o mundo, se preciso for. Não sei se encontraremos uma planície calma, onde a chuva e o sol sopram levemente nas brasas do corpo e da alma. Não sei se acharemos o cume de uma montanha onde as nuvens e as constelações são pêndulos que tocamos com os olhos. Encontraremos um abrigo, onde for. À partida, não há batalhas perdidas.
segunda-feira, março 21, 2011
Sem Destino
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quarta-feira, março 16, 2011
sexta-feira, março 11, 2011
Solidão
"Na manhã infinita as nuvens surgiram como a Ioucura numa alma
E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam a terra...
Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...
Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto
Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta."
E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam a terra...
Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...
Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto
Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta."
Saudade...
Sinto saudade do tempo.
Do tempo em que eu era criança
Do tempo em que tudo era só brincadeira
Do tempo em que eu era feliz.
E não sabia
Sinto saudade do tempo em que as coisas eram apenas novidade
Do tempo em que tudo o que eu fazia dava certo
Das pessoas que conheci
Das amizades que fiz
Dos relacionamentos que tive
Sinto saudade do tempo
De quando amar parecia algo muito distante
De quando a vida era apenas uma festa
Das brincadeiras que fazia com meus amigos
Sinto saudade do tempo
Tempo em que não dava satisfações de minha vida
De não ter que dar explicações
De fazer o que queria e não me arrepender
Sinto saudade
Do tempo que passou
E que não volta mais
Mas de tudo isso
Também sinto saudade....
Do tempo em que ti que estiveste COMIGO!!!!
Do tempo em que eu era criança
Do tempo em que tudo era só brincadeira
Do tempo em que eu era feliz.
E não sabia
Sinto saudade do tempo em que as coisas eram apenas novidade
Do tempo em que tudo o que eu fazia dava certo
Das pessoas que conheci
Das amizades que fiz
Dos relacionamentos que tive
Sinto saudade do tempo
De quando amar parecia algo muito distante
De quando a vida era apenas uma festa
Das brincadeiras que fazia com meus amigos
Sinto saudade do tempo
Tempo em que não dava satisfações de minha vida
De não ter que dar explicações
De fazer o que queria e não me arrepender
Sinto saudade
Do tempo que passou
E que não volta mais
Mas de tudo isso
Também sinto saudade....
Do tempo em que ti que estiveste COMIGO!!!!
Saudades de Ti
"Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeçaes. Tenho saudades do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.Saudades das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo.
Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu carinho intenso, da maneira que tu dizias “adoro-te” deixando um brilho nos meus olhos.
Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntas construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da vontade encantadora de te surpreender.
Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.
Tenho saudades de ser a tua, só tua a tua irma. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos uma a outra, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”. Tenho saudades do nosso "namoro" escondido, onde só éramos eu e tu.
Tenho saudades de dizer “adoro-te para sempre”. Tenho saudades de ouvir “adoro-te”sis
. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, do teu mimo, do teu "amor", das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso amor que não aconteceu. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.
Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os meus sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós... "
Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu carinho intenso, da maneira que tu dizias “adoro-te” deixando um brilho nos meus olhos.
Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntas construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da vontade encantadora de te surpreender.
Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.
Tenho saudades de ser a tua, só tua a tua irma. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos uma a outra, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”. Tenho saudades do nosso "namoro" escondido, onde só éramos eu e tu.
Tenho saudades de dizer “adoro-te para sempre”. Tenho saudades de ouvir “adoro-te”sis
. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, do teu mimo, do teu "amor", das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso amor que não aconteceu. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.
Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os meus sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós... "
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