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domingo, novembro 06, 2011

Nascemos poetas

terça-feira, outubro 04, 2011

Dilemas

Há pessoas tão perturbadas que uma pessoa nem sabe se lhes há de dizer que larguem as drogas, ou que, por favor, as tomem.

segunda-feira, julho 04, 2011

Aláber



Não me incomoda que as minhas mamas sejam alvo ocular do machedo - não sou cínica -, incomoda-me que o discurso se torne de difícil compreensão com direito a gaguez, e não me consigam servir serenamente. Os cursos de hotelaria deveriam ter incluídos aulas práticas de como proceder ao atendimento a mulheres que gostam de mostrar o decote.

Grande verdade

Grandes amigos podem tornar-se grandes desconhecidos. Que grandes desconhecidos podem tornar-se os nossos melhores amigos. Que nunca terminamos de conhecer uma pessoa. Que o "nunca mais" acontece e que o "para sempre" acaba. Que quem quer, pode e consegue. Que o que não arrisca, não perde nada. Que o físico atrai, mas a personalidade apaixona!!

By Carla Nunes

quarta-feira, junho 22, 2011

A beleza da futilidade.

Não me levem a mal. Acho que devemos ser todos pessoas informadas, cultas, intelectuais, curiosas. Mas é tão bom simplesmente poder desligar o cérebro de vez em quando.
Por exemplo, não há como uma pequena terapia de compras, olhar para aquela saia e a camisa da loja y e pensar se combinam com os sapatos da estação.
Ou simplesmente ler uma revista cor-de-rosa para saber o que os famosos wannabe andam a fazer, ou se aparece alguma com um pneu mais michelin que o nosso.
É também para estas ocasiões que existem os ditos filmes de gaja. Sim são uma cagada e sim à partida já sabemos que a gaja vai ficar com o tipo jeitoso. Mas aquilo não é para reflectir. É para comer e andar.
Ou passar duas horas a jogar puzzle bobble online numa total acefalia encadeada pelos estímulos cromáticos daquelas bolhinhas que tantas horas de infância nos roubaram...

Sim não temos de ter sempre um ar afectado de quem ficou a noite toda a ler Kafka na sua chaise longue depois de ter bebido um whiskey de 15 anos ao som de Bach.
É giro, é bom e é terapêutico ser-se fútil de vez em quando.
Por falar nisso, tomem lá um mimo:
Pac Man Classic Arcade Flash Game

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Falta de Tempo

quarta-feira, maio 04, 2011

A Sabedoria é Humildade

Chegou um viajante a um lugar em busca de um sábio. Um velho que por ali andava ofereceu-se gentilmente para guiar o forasteiro por aquelas paragens. O viajante aceitou e perguntou-lhe se sabia onde podia encontrar o sábio que procurava. O velho encolheu os ombros e disse que naquele lugar não conhecia nenhum sábio. O viajante agradeceu e partiu. No lugar seguinte disseram-lhe que o sábio que procurava vivia no sítio onde tinha estado e costumava oferecer ajuda aos viajantes perdidos. Assim são os verdadeiros sábios, não dizem ser sábios, são simples, gentis e humildes.

Este texto foi escrito para Inês Luna e o Actor/Musico Manuel Melo

Querido FMI,

Pois é, ao que parece já estás entre nós. Calma, calma, não estou aqui para te apedrejar, para dizer que só nos vens dar cabo da vida, que a partir de agora andaremos a pão e água. Tudo por tua causa. Nada disso. Pela parte que me toca, quero apenas dar-te as boas vindas ao nosso maravilhoso país com sol. E, porque sou pessoa de um altruísmo imenso, deixar-te algumas dicas de sobrevivência. Agora que és um de nós, é melhor que te vás habituando. Ou isso ou começa já a enfiar caixas de Xanax no bucho, é capaz de ser a solução mais prática. Mas pronto, não vamos embarcar numa onda de pessimismo. Só tens de perceber mais ou menos como é que funcionamos e, a partir daí, tudo correrá sobre rodas. Então é assim, é muito provável que quando precisares de alguma coisa (seja um documento ou um agrafador), te respondam qualquer coisa como "ah, isso não é comigo". Não é por má vontade. É que por cá todos temos um papel muito bem definido. Há quem só trate de papéis, há quem só trate de agrafadores e, aparentemente, há gente que não trata de coisa nenhuma, mas pronto. Aos poucos vais perceber quem faz o quê, vais concluir que ninguém faz nada, e começas tu a tratar das coisas por ti. Também é normal que tudo seja um grande problema sem solução. Até te pode parecer uma coisa simples,mas a nossa tendência para o drama e para dizer "ui, isso é impossível" é mais forte do que nós. Mudar uma lâmpada é impossível, marcar uma reunião é impossível, TUDO é impossível. Adiante. Caso tenhas algum problema no computador, não vale a pena recorrer aos serviços de um informático. Vão cobrar-te uns 250€ para dizer uma coisa tão simples como "já experimentou desligar e voltar a ligar a máquina?", por isso deixa lá. Guarda a dica, que foi de graça. Se precisares de perguntar alguma coisa ao colega da secretária ao lado, é muito provável que ele não esteja por lá. Nunca. Procura junto à máquina de café (é aí que se concentra o grosso da classe trabalhadora portuguesa) ou na rua, ao pé de um cinzeiro. Ou então vê se não meteu uma baixa fraudulenta ou se não está de assistência a uma avó que já morreu três vezes. No que toca a chamadas para organismos públicos (e para os outros também), procura fazê-las de modo a incomodar o menos possível. Às dez a malta ainda está a tomar o pequeno-almoço, às onze e um quarto fez a primeira pausa para comer qualquer coisinha, à uma está no restaurante do costume a pedir jaquinzinhos com arroz de tomate, às três e picos é hora do café e às dez para as cinco já está a arrumar a tralha, que amanhã também é dia. Posto isto, é preciso fazer uma grande pontaria para ligar na hora certa (e também vais perceber que nunca é a hora certa, vão sempre fazer-te sentir que estás a chatear). Não aches estranho se vires uma colega a pintar as unhas na secretária, outra a ler a Nova Gente ou um colega a jogar paciência. Trabalhamos muito, precisamos de momentos de distracção. Também não aches esquisito se nos apanhares ao telefone durante três quartos de hora, a tratar de assuntos tão importantes como a marcação das próximas férias, saber se a criança já arrotou (ou já está a dormir, ou já fez cocó), ou dar palpites sobre o novo namorado da melhor amiga. Evita finanças, segurança social, correios, centros de saúde e outros que tais. Só há duas pessoas a atender meio milhão e é gente de mal com a vida, que vai estar a revirar os olhos e a bufar o tempo todo. Ah, e vai faltar um papel. Não importa qual, não importa para quê, vai faltar sempre um papel. E pronto, é mais ou menos isto. É normal que ao princípio chegues cheio de vigor e vontade de fazer coisas. É normal que comeces a ficar nervoso por as coisas não acontecerem. E também é normal que te habitues, te acomodes e comeces a entrar no esquema do deixa andar, do "não se faz hoje, faz-se amanhã... ou depois.. ou então não se faz, que se lixe". Podemos parecer desmazelados e pouco eficientes, mas vais ver que somos malta porreira e descontraída. Para os copos e para a rambóia não há ninguém como nós. Não te faltará companhia para o cinema, jantaradas ou idas à praia. Somos danados para a festa, e apesar de parecermos um bocado sisudos não há gente mais divertida do que nós. Ah, e temos montes de feriados e pontes e esquemas manhosos para juntar dias e só trabalhar aí uns três meses por ano. Vais ver que é espectacular e que não vais querer deixar-nos. É o costume. País melhor do que este não vais encontrar.

quinta-feira, abril 14, 2011

Hoje vou dar tempo de antena a uma pessoa que não conheço mas que sofre de uma Doença que é "AMAR DEMAIS"

Amar demais é vício, fanatismo, obsessão, posse, dependência, e não amor. Por isso, quem ''ama demais'' não consegue ter uma relação amorosa, transformando-a em dolorosa. Esses relacionamentos geralmente envolvem sofrimento, desgaste e desespero, não só para aqueles que não conhecem os limites no amor como também a seus parceiros, que perdem o direito à própria existência e tornam-se propriedade do amante possessivo.

Com a justificativa de amar demais, a pessoa torna-se num canibal romântico devorador da alma. Dependência é a palavra-chave para desvendarmos a alma dos que supõem amar demais. Todas as crianças dependem dos pais, e ao dar-lhes um poder onipotente, vive a fantasia de que estando com eles ficará amparada para sempre. Mas isso é um engano. A forma como essas relações iniciais foram experimentadas pela criança definirá em grande parte quem ela será no futuro.

Quando traz fortes vínculos emocionais da infância, a pessoa sente-se amparada e capaz de se cuidar, não precisando pôr os parceiros das suas relações adultas nesta função.

O discernimento entre o eu e o outro é uma aquisição psíquica. Num primeiro momento, o bebê acha que ele e a mãe são uma coisa só. Em uma relação adulta, mas com características infantis, a pessoa cresce acreditando que ''ama demais'', já que sente o outro como um pedaço dela. Neste caso, a falta do amado é vivida como um aleijamento.

Ávido como um tigre insaciável, o compulsivo caça no mundo externo aquilo que acredita preencher-lhe o vazio e resolver a angústia: o cigarro, a bebida, as drogas, o outro. Inventa e insiste neste engano às vezes a vida inteira. A arrogância ajuda frequentemente a compor o quadro - movida por um pensamento onipotente, a pessoa imagina que, cercando de todas as formas, conquistará sua louca paixão.

Outras vezes é o masoquismo que surge como sintoma complementar: a pessoa sofre, consome-se. Para ela, amar é viver em permanente agonia. Sofre para despertar a piedade do outro e ser amparado por ele. O desamparo humano não tem cura, mas as pessoas têm. E uma vez curadas do ''amar demais'', contam menos com o outro e mais com elas mesmas. A independência e a maturidade ajudam a diminuir o sentimento de desamparo. Aí até é possível começar a amar a si mesmo e ao outro de forma saudavél.

Pergunta


Quanto tempo vai ser necessário?, quantas pessoas vão cruzar os nossos caminhos e as vamos tentar fazer nossas metades, até percebermos que o que procuramos já encontrámos e deixámos para trás?
Não importa o quão queremos que a presente seja o lugar que outra já ocupou.

A Tua Voz

Faz-me falta

Sinto saudades de te ouvir a rir....

Mas pronto....a vida continua

Miguinhos/as

Contagem decrescente para o Evento mais esperado em Óbidos(Caldas da Rainha)
Ando assim com as mãos repletas de Layouts...Convites...afins!
Mesmo que me queira inspirar para vos escrever assim algo para o Txam...no time to do...ueitaséconde...
Deixem lá passar assim esta fase do Neil,reuniões e merdas desse tipo...que estar em Lisboa é voltar á Realidade..e a Realidade é essa mesmo..Trabalho e mais trabalho...e o Patrão Rosna que nem um cão ...mas pronto....nada a fazer...Fizemos Linha e agora siga para Bingo!!
Quem quiser participar na Festa têm no Facebook a Página do Evento contactem os Rp´s e deixem o vosso nome que eu ofereço a Pulseirinha...
Vá portem-se bem ou mal,mas com classe

té logo

terça-feira, abril 12, 2011

Os meus leitores.....

Escrevem-me mensagens e inclusive mandam cumprimentos ao "Loiro"!!
Queridos/as leitores...
O Loiro...pois, o loiro está bem e ao contrario do que pensam não é pássaro nenhum, nem cão,nem gato(é)é uma pessoa mesmo...Mas quando eu tiver oportunidade entrego-lhe os vossos cumprimentos...É giro saber que até o loiro já faz furor por estes lados!
Vim só mesmo dizer isto..Que estou que nem me aguento e hoje há festa...E não é no Hospital :)

beijos
Té Logo

Pessoal...AVISO!

Ando cheia de trabalho até aos olhos...Mas pronto..Quem quiser..e tiver por perto vou dar uma mega recepção ao guitarrista do Robbie Williams o Neil Taylor(esse aí da foto em baixo).
Vai ser na Quinta da Azenha nas Caldas da Rainha...dia 30 de Abril!!
Tenho alguns Rp´s a trabalhar nesse Evento que podem contactar na Página do Facebook!!

Eu depois passo aqui para vos deixar assim uns textos...mas agora o tempo é pouco!


As saudadinhas do Loiro...pois é..depois conto-vos!

Beijos e obrigado a todos pelas mensagens!

domingo, abril 10, 2011

A Culpa vai ser dele....

Pessoas então é assim:
Possivelmente vou andar um pouco afastada aqui do Blog..não por muito tempo...Assim só um bocadinho.
A culpa vai ser aqui do tio Neil que não é mais nem menos que o Guitarrista do Robbie Williams,
Estou a preparar a vinda dele cá a Portugal para dia 29 e 30 de Abril,tenho de encontrar rápidamente o staff adequado á ocasião,catering um RP...mais as gravações e ainda reuniões...Ohhh isto vai ser lindo vai...A minha sorte mesmo, foi que sai de um ganda filme se não a esta hora andava aqui baralhada com IP´s e mails de caca em vez de ganhar dinheiro como gente normal....
Mas do Loiro..há desse tenho sempre saudades.Mas já ficou a fazer parte do passado...
O presente é que conta..e o meu presente é agora isto....Trabalho!
Então té já

Ninguém

É obrigado a ficar com quem não gosta apenas porque sim, porque não
quer morrer solteira e rodeada de gatos. Eu recuso contentar-me com
menos do que um grande amor.

sábado, abril 09, 2011

Da saudade e outros demónios.

saudade s.f. melancolia causada pela lembrança de um bem de que se está privado; mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou acções; pesar; nostalgia (...) ( Do lat. solitate, «solidão»).



A saudade é bem mais complexa do que aquilo que pode ler-se no dicionário. A saudade não é necessariamente ausência. Porque, não raras vezes, chega ainda antes da despedida. Porque se pode ter saudade daquilo que nunca se teve. Porque a saudade aparece quando ansiamos por aquilo que está por vir. Porque a saudade é um estado. Chega quando quer. Enlaça o coração num abraço que se vai apertando cada vez mais e deixa como resquício um batimento pausado e quase inaudível. Nada diz. Vai ficando.



Às vezes, até quase se esquece que ela está ali...



quando a única coisa que vem quebrar a quietude deste silêncio quente e confortável é o chilreado agonizante, lá longe, de um pássaro a quem partiram as asas.

Alguém conhece?

Eu pensava que só existiam dois géneros de pessoas. Pessoas do género masculino e pessoas do género feminino.
Nos últimos tempos, passei a ter conhecimento de outro género de pessoas.
Sabem aquele género de pessoas que, do meio do nada surgem. Aquele género de pessoas que tem muitos princípios? Aquele género de pessoas cheias de moral e bons costumes? Aquele género de pessoas que faz de tudo para parecer politicamente correcta ( nota de rodapé: Estas pessoas não costumam ter um partido. Na verdade, vivem para agradar e nunca ferem susceptibilidades. )? Mentem e acreditam na mentira?Destroem tudo o que lhes aparece á frente sem ter consideração por nada nem ninguem?Sabem? Conhecem? Anyone?E que depois ainda se fazem de...ohh sou tão coitadinha....Eu não, jamais.....

Eu pensava que não conhecia, mas fiquei a "conhecer".(Infelizmente)

O (des)prazer foi meu e ala que se faz tarde!

Na minha vida não há espaço para pessoas deste género.
Por isso, para vocês, sim, vocês que se incluem neste terceiro género, só duas palavrinhas:


Vão-se foder!
Pronto, não sou politicamente correcta e daí?
Sim, tenho opinião própria!
Sim, sou determinada.
Não, nunca me sentarei confortavelmente, qual espectadora da minha própria vida.
Nunca mudarei a minha vida para modo stand-by para que alguém tenha tempo de decidir o que quer que seja. A minha vida não pára!

Por isso, meus queridos deste terceiro género, se quiserem, até podem fazer-me um pirete. Mostrar-me o dedinho do meio. De qualquer forma, eu mostrei o meu primeiro!
 
Notinha:Mas tenho pena de gente com grande carácter que tem de acompanhar pessoas dessas.

Apresento-vos...O meu canto onde escrevo...

                                                    É tempo de... temperar o corpo e a mente...

Um sopro.




A memória que guardamos daqueles que, por livre arbítrio ou infortúnio daquilo a que chamamos destino, se ausentaram de nós nem sempre é nítida. Esbate-se nos compassos do tempo e, aí, deixamos de conseguir recordar com os olhos para passarmos a recordar com o coração. Apertado.

sexta-feira, abril 08, 2011

Solidão

"A solidão é escura,Negra e sombria,

Uma verdade bem dura,Uma verdade bem fria.



A solidão também mata,Fere, pisa e destrói,

Uma ferida que maltrata,Uma ferida que dói.



É um pensamento que assusta,É um medo que vive,

Uma doença que barafusta,Uma doença que tive...



Tive, tenho e terei...Pois nunca cura haverá,

Dela me escondo e esconderei,Mas sempre (ela) me encontrará.



Quero continuar a viver,A minha vida não é tão má,

Mas ela faz-me morrer,É uma pedra que em mim há.



A solidão é essa pedra,E bem dura, por sinal,

Eu bem a tento destruir,Mas fica sempre igual.



É semelhante a um fracasso,Essa solidão relutante,

Tudo o que fiz e agora faço,É no fim, fracassante...



Tanta tristeza me afunda,No meu pranto de lágrimas mortas,

Deixa em mim essa mágua profunda,De ter fechado todas as portas..."

Ele/Ela/Ela-Ele/Ele-Ela


É de mim ou hoje em dia o que está a dar é jogar ao Quem-é-quem dos sexos?
Juro que até eu às vezes fico confusa se é menino, se é menina, se é menina mas já foi menino...
Uma pessoa mais distraída quando vai a ver está a comer gato por lebre.

Finito. Kaput. Acabado. Finished... Over&Out.

                                       Existem histórias com o tal Lindo inicio,meio e o Fim
                                   Existem outras que nunca tiveram inicio mas que o fim doeu!

         Novo momento de magia virá...num outro espaço numa outra galáxia...com outro personagem, mas virá...E na mão apenas irá trazer vontade de me puxar para cima e dizer....Esperaste por mim...E eu vim...

Por acaso...o meu amigo Xeg....Sei de quem fala!N..Não é de mim!

Pensamento de fim-de-semana: malagueta neles.

...muito se fala que as mulheres têm de se esforçar no vale dos lençóis, surpreender, ser inventivas, liberais, criativas e tudo mais que isso acarreta, para manter a chama acesa e os nossos homens satisfeitos e concentrados naquilo que devem.

...

Mas e eles?

Contem lá o que é que fazem quando querem surpreender a vossa cara metade?

Isto é serviço público, ein? Tudo a contribuir, não quero ataques de timidez, sim?

Mulheres que me "seguem" aqui...e não só...

Os 5 tipos de mulheres que eles não aguentam

1. A perseguidora.
Ainda nem namoram há 1 mês e onde quer que vão dão de caras com ela. A sair do trabalho, ao pé de casa, até descobriram onde mora a mãe.
Não há paciência.

2. A púdica.
Vulgo, meu menino vais esperar uma eternidade até teres alguma coisa e quando efectivamente acontecer é de luzinha apagada e uma vez por semana, com sorte. Ousar sugerir o que quer que seja vale um ar de nojo e um "pensas que sou o quê?!!!".

3. A desleixada.
Depilação? Para quê? Uma roupinha mais sexy? Nem pensar, não sou objecto sexual! Maquilhagem? Ele tem de gostar de mim ao natural.
Yup. Tudo muito "bem", mas depois não se queixem se ele olhar para essas "libertinas" que, imagine-se, ousam arranjar-se.

4. A escravizadora.
Um dia é levar-lhe o carro à revisão, outro é desentupir a sanita, no outro quer que a leve a passear e se der ainda dá uma mãozinha a aparar a relva do jardim. Não quer um homem, quer um bóbi.

5. A mosca-morta.
Não tem voz para dizer o que quer, nada lhe dá entusiasmo, emoção é uma palavra remota no seu dicionário pessoal, não dá nas vistas, dá com a decoração da parede.

O dia de Hoje...

Malta....Puffff...Tou assim.
Hoje mesmo que quisesse pôr aqui neste Blog qualquer coisinha mais engraçada,acho
Que nem forças nos dedos tenho para escrever nem mais um rabisco.
Acabei de completar quase 2 dias sem dormir ou seja onteontem para ontem não dormi,e hoje durante o dia tambem não e já são 1.13 da matina e finalmente encostei a cabeça á Box.
Estou pra lá de mentalmente off...
Obviamente que nem posso ponderar pôr a hipotese de pôr aqui o circo que andei metida mas pronto tudo se esclareceu as provas foram mais que evidentes e agora e porque não vivo com o mal dos outros que este exemplo sirva para nem exista uma próxima vez!!
Ser gaja é tão Fdd pessoal!!!Já disse que na outra vida quero vir macho?...olaré..!
Malta, boas noites, hoje realmente deixei-vos pendurados mas olha..vão lendo coisas antigas!
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quinta-feira, abril 07, 2011

Aviso à navegação

Acabei de beber um iogurte líquido com duas semanas de atraso. Se eu não escrever nos próximos tempos já sabem o que me aconteceu

Bom dia gente boa!

"Desamigar"
A palavra inglesa do ano escolhida pelo New Oxford American Dictionary foi unfriend = excluir amigos numa rede social.

Vou ali desamigar alguns da minha Rede Social chamada Facebook e volto já!

Apetece-me chorar.

Apetece-me deitar para fora o que foi esta semana....
Nem a todas as pessoas. Apenas às que me amaram. E que decidiram que o amor que lhes dediquei era pouco e que queriam mais do que eu na altura, e talvez ainda agora,o possa oferecer a alguém.
Hoje despediste-te de mim. Eu também. Ele tem apagado de mim as memórias de um tempo...
Ainda assim guardei memórias que ele agora insiste em pintar de vermelho. Vermelho rubro de dor e sarcasmo. Ele mastigou tudo o que poderíamos ter dito um ao outro.
Ficou assim, suspenso.
Tu não. Tu sabes em mim as palavras que ja não são tuas. As que não sei dizer. As que escondo de ti e dos outros e de todas as pessoas.
Conheces-me?
Hoje deste-me um poema como quem dá uma lágrima.
Espelhaste nele o vazio que construíste para nós. Durante anos procurei o teu colo e a tua voz e o conforto manso do teu peito. Ainda que o teu peito nunca me tenha servido de colo. Ainda assim. Era no teu peito que apagava todas as dores de estar viva e pulsar e sentir e ser eu.
Hoje deste-me um poema como quem dá um grito.
A romper o silêncio. O silêncio que disse tanto e que não nos diz nada mais que não saibamos já, e não tenhamos escrito em papel  que deixámos voar e perder-se no lago pesado e azul.
Hoje deste-me um poema e deixaste o teu corpo morto nos meus braços. Num último suspiro.
Amei-te como nunca mais pensei amar ninguém. Amei-te com a força dos corpos que nunca se tocaram e o mistério dos abraços que se esqueceram no tempo.
Amei-te como todos quiseram ser amados e eu não podia e não sabia amar ninguém mais além de ti.
Hoje deste-me um poema e em troca levaste o amor que me susteve meses a fio. Deixaste-me aqui, sozinha, sem memórias, sem as tuas mãos e sem o teu rosto que me apagava as lágrimas cansadas em dias de chuva e noites de sal.
Ainda me apetece chorar... Ainda me apetece chorar... Francamente, ainda me apetece chorar.


Se eu tivesse dito "amo-te" e tivesse violado o teu corpo e tivesse arrancado a tua alma e tivesse gritado no teu quarto e tivesse rasgado os teus olhos e tivesse feito tudo ao contrário e tivesse esquecido a V, a, I e todas elas, todas as mulheres que deslizaram nos teus braços e tivesse esquecido o que me disseste e tivesse esquecido que disseste que eras um Homem e tivesse revivido o menino que foste um dia e te tivesse beijado loucamente e tivesse deixado o meu corpo nu nos teus braços e tivesse chorado e chorado e chorado todas as lágrimas que um dia semeaste em mim e tivesse pedido que ficasses... Ficavas?

Francamente, ainda me apetece chorar...

O Ultimo que escrevo a ti....Fazes parte do passado!

quarta-feira, abril 06, 2011

Pensamento do Dia

Ora o Amor...
Eu, que de algum modo estou a ser vitima de delirios de amor por parte de outrém.
Aqui fica uma das muitas definições que existem para o Amor. Esta, hoje, parece-me a mais acertada!

«Amor: uma perigosa doença mental».

Trata-te mesmo...A sério!!

Tinha de partilhar....Mesmo!

Olhem, uma conversa! (Autorizada)


(sms - 10h05m de hoje)


Ele: Andas desaparecida!Tou no Algarve!
Eu: Pois ando, escondida do sol e em trabalho/pinturas cá em casa. Está a acabar. :) Já vou para Lisboa.
Ele: Quero fazer-te um convite.
Eu: Faz, ora.
Ele: Vai haver um jantar e quero convidar-te!
Eu: Jantar de quê?
Ele: Do trabalho. Da malta que está em Espectáculo!
Eu: Então mas... Eu não trabalho contigo.
Ele: Epá, nem me digas nada, tenho que levar companhia!
Eu: Então mas... E achas que eu sou companhia para um jantar? Onde é o jantar? Levas-me a um restaurante e saio de lá com um açaime, pá!
Ele: LOL é género churrasco, é na casa de um colega.
Eu: Mas tens de levar companhia porquê?
Ele: Porque és a única mulher que conheço que se sente à vontade no meio de tantos homens.
Eu: o_o Nem imaginas como isso soa mal! Não sou capaz de colocar esta conversa no blog!
Ele: És capaz sim, vou já colocar-te em altas, observa: Dás-te bem no bom sentido, murros no ombro, fazes piadas, e não ficas constrangida quando falamos de gajas!
Eu: Então eu sou um dos "camaradas"?
Ele: Exacto!
Eu: Weird... Então e os teus colegas que companhias levam? Homens??
Ele: Alguns levam amigos, outros levam namoradas/mulheres/amantes.
Eu: Ena, amantes! Isso é para hoje?
Ele: Não fales das amantes, sim? :s Estás a ponderar??
Eu: Ai falo, falo! Sei lá. Quantas pessoas são?
Ele: Poucas, umas 10, sem contar com os acompanhantes.
Eu: Se cada um lavar um acompanhante... faz 20 pessoas. Isso é muita gente. Urticária.
Ele: Anda lá. Anti-social. Que ficas a fazer em casa? Pelo menos ouves umas bacoradas, e deixas-me ficar mal visto. ;)
Eu: Isso não é difícil! Tu pões-te demasiado a jeito... Acho que gostas, masoquista.
Ele: Vens ou não?
Eu: Não sei, parece-me muito confuso. Mas se me levares à praia, tipo AGORA, talvez pense no caso.
Ele: Tu queres é um choffeur que te leve à lá plage.
Eu: Vês? Até que és inteligente. Ainda há esperança para ti. Anda lá, estás de férias, sei que estás espojado no sofá sem fazer nada!!!
Ele: Pois estou.
Eu: Eu sei. Anda.
Ele: Tenho preguiça.
Eu: Anda.
Ele: Tenho preguiça.
Eu: Faz como quiseres!
Ele: Já me estou a levantar!
Eu: Ai não, espera!
Ele: Então?
Eu: Queria ir a Albufeira.
Ele: Querias ou tens de ir?
Eu: Queria ir.
Ele: Bom, temos de passar por lá perto, podemos ir beber um café ou isso.
Eu: Huum. Passamos por lá à volta. Não vimos muito tarde, pois não?
Ele: O jantar é a partir das 22. Contando com o tempo que demoras a arranjar-te... Mais valia não sairmos de casa!
Eu: Olha que estúpido, eu não demoro muito tempo. Tomar banho, pentear-me, vestir-me, calçar-me e estou pronta! Por falar nisso, o jantar, calculo que seja num quintal ou terraço, é formal? Tenho de levar sapatunfo brilhante?
Ele: Claro que não. Achas que os homens ligam a isso?
Eu: Ai não que não ligam... Aquelas calças de ganga azuis, as sandálias pretas, 10cm BÃN!, e o top preto! Estou arranjada. E parece que adivinhei, ontem pintei as unhas, rosa pastilha elástica!!
Ele: Aquele top preto?
Eu: De qual falas??
Ele: Aquele com que estavas quando estive contigo há duas semanas.
Eu: Hum, não lembro. Ao contrário de ti, tenho memória de peixinho de aquário.
Ele: Aquele top preto, que tem um laço ao meio do... enfim!
Eu: És maricas ou quê? Tem um laço entre as mamas, pronto. Sim é esse. Porquê?
Ele: Nada. Não achas que é muito revelador?
Eu: É um top de Verão, é normal que tenha decote!! Mas és meu pai?? É o que melhor combina com as calças!
Ele: Leva outras calças.
Eu: Não tenho paciência para estas conversas! Sou uma camarada!
Ele: Não quero saber disso, vamos à praia ou não?
Eu: Queres saber, queres, mas não preciso que me defendas! Se alguém abusar eu parto-lhe os dentinhos todos. Estou a precisar de descomprimir, de qualquer das formas.
Ele: Passo para te apanhar ás 2 da tarde.
Eu: Quero dar porrada em alguém, hoje. Tomara que haja cromos na praia!
Ele: Vai-te arranjar, Carla.
Eu: Ou tipos nojentos!
Ele: Se não estiveres pronta quando passar aí, volto para trás...
Eu: Ou gajas a olhar-me de lado!! Vai tudo corrido à biquierada na boca!
Ele: (silêncioooo)

Conversa entre a minha pessoa com C.M.
Vou então me fazer á vida!
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O pecado mora aqui

Gosto de prazeres, tenho muitos. Muitos mesmo. Tenho vários ao longo do dia, uns tão pequenos que por vezes me parecem absurdos, mas se me dá prazer, faço-o!

Tiro prazer ao sentir o sol da manhã entrar pela janela e aquecer-me as pernas. Tiro prazer de me sentar numa cama alta e de ter de esticar os pés para que as pontas dos dedos toquem no chão frio.
Tiro prazer de ir ao WC, sem sequer me vestir, para tomar um duche frio.
Tiro prazer em fazer a cama, faço-o com um sorriso nos lábios quando dobro minuciosamente o lençol por baixo do edredão.
Tiro prazer em pegar no livro e caminhar uma dezena de quilómetros para o ler à beira mar. Tiro prazer, ao chegar cansada a casa, de me despir das roupas que me sufocam e me deitar na cama, eventualmente dormindo escassos minutos.

Vou tirar prazer do banho que vou tomar já a seguir. Só de imaginar a água fria nas costas já me dá um calor interior que não dispenso! E vou tirar prazer em me sentar na cama, a ler o livro que carrego há quase um ano (por pura preguiça de o acabar) enquanto as pingas de água escorrem do meu cabelo pelas minhas costas abaixo.

Sou pecadora, entrego-me ao prazer! Venham de lá as chamas do Inferno

Tocas

Suponho que entender-me não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contacto...
Ou toca, ou não toca.

As minhas idiotices

Porque me é mais fácil ser fria com quem gosto do que demonstrar que gosto.
Talvez seja simples. Não quero que me magoem outra vez. Basta que me façam uma, depois disso, e mesmo que seja importante para mim, é tudo deitado por terra. Antes fazer-me sofrer a mim própria do que vir um corpo estranho fazer esse mesmo trabalho uma e outra vez. Os sentimentos não são encontros de fim-de-semana e não estão confinados a determinados dias do mês. Ou se gosta sempre ou não. Não existe o "hoje gosto de ti, mas amanhã não me dizes nada". E não tenho que dizer nada a ninguém, ou provocar o que quer que seja. Prefiro até não o fazer, quando essa linha é ultrapassada, o respeito perde-se. Então deixo de ser uma pessoa para me tornar um número.

Também eu me afasto de quem gosto, faço-o hoje, fi-lo ontem, fá-lo-ei amanhã, mas pelo menos nunca o desenrolei à boca dos lábios, porque sei que o afastamento é inevitável, guardo para mim.
Afasto-me porque me assustam, sem me causarem medo. São duas coisas diferentes: estarmos assustados e termos medo. Tenho a (ir)racionalidade para admitir que nada me provoca medo, mas facilmente as pessoas me assustam. Afasto-me porque destruí hipóteses únicas, no novelo de um daqueles pensamentos que ele não poderá estar a falar a sério. Dei-as as outros, que não se assustam facilmente.

E só resta isto: Continuarei idiota, a ser fria com quem gosto; a falar do que não deveria ter feito; e os que não se assustam a viver o que deveria ser

segunda-feira, abril 04, 2011

.....

"Gostaria de poder dizer-te que se me acabaram as palavras que são tuas. Mas ainda não to direi hoje. Talvez um dia. Algures na viagem do tempo que tropeça nos nossos corpos vazios.
Tento em vão apagar as nossas pegadas do tecto. Finjo ouvir a tua voz quente no frio da noite escura. Finjo  ouvir o teu chamamento, as tuas mãos gélidas e brancas, o teu sorriso díficil.
Revejo todos os momentos em que te observei escondida e pergunto-me, onde e quem decretou o fim da nossa história que nem tinha começado.
Esqueço-te de formas imperceptíveis para depois te lembrar em ruas sujas e pecadoras, nos momentos mais ingratos.
Escrevo-te aos soluços, as lágrimas não nascidas a dançar nos fios dos meus cabelos...
Escrevo-te:

"Se não estás a escrita deixa de fazer sentido...por agora"

Pensamento

Quando pensamos perdemos o equilíbrio.

Como eu, quando subo uma escada e penso e me surpreendo com o meu corpo e o acto de subir a escada e perco o equilíbrio.

Sim, o acto de pensar é uma perda.

Até já

Desisti.....




Vou ensinar-te aquilo que devias saber,

Imagina um gráfico com duas rectas, a do tempo que eu tenho e a do interesse que me despertas, imagina a recta do tempo com a ordenada na origem alta, a recta com inclinação negativa, o tempo a esgotar-se, imagina o interesse que me despertas a iniciar-se com ordenada na origem menor que zero, interesse menos que nulo, a pressão de o meu tempo disponível para me tocares a esgotar-se, a tua recta, a do interesse que me despertas, com inclinação vertiginosa, ainda assim sem a certeza de interceptar a recta do meu tempo, a pressão de o tempo de atenção se esgotar, o alfa da tua recta a ser incrementado e, as coisas são como são, o tempo esgotado, a tocar o zero das abcissas e o interesse a continuar com ordenada na origem menor que zero.



Achei que devias saber isto, a matemática explica tanta coisa...
Ontem entrei em casa às 9.30 da manhã.

Eu: Oh ..., eles estão a brincar, não estão?
Ele: Aahhmm... nop.
Eu: Ah, é uma daquelas coisas do vosso grupo, né?
Ele: Podes dizer que sim.
Eu: Então, é uma piada, certo?
Ele: Aahmmmm.... nop.
Eu: Aaaaaaaaah. Está bem!! Estão malucos??
Ela: Sim, um pouco.
Eu: (apenas em pensamento) Foda-se, onde raios me vim meter??

Isto, depois de "varremos" os bares todos do Algarve a beberem que nem "cães com sede" e dizerem que iam tomar o perqueno Almoço a Beja...(WTF)
Tive sorte...ás 9.30 ainda tomei o pequeno almoço em casa....eles..bom, já eles espero saber como foi o deles...

Agora precisava de fazer um retiro espiritual....Infelizmente tenho de deixar para mais tarde que o dever chama-me sempre...sim, porque esse nunca se esquece de me chamar!

Eu tirei as fotos para não me esquecer de quem tinha ido no dia seguinte....

domingo, abril 03, 2011

Somos Catodoluminescentes

Eu e Tu
Negativo e Positivo
Loucura e Razão
Inquietude e Calma
Escuridão e Luminosidade
Pressa de ter e Calma de saber


Assim somos.
Somos dois eletrodos com polos opostos.
Separados somos indiferentes.
Juntos criamos algo.
Potencial.
Energia extrema.
Juntos somos catodoluminescentes.
Juntos criamos luz.
E quando nos separamos cria-se a sombra.
A minha sombra em ti, o polo positivo.




Nunca a lição de Raios Catódicos no 9º ano
fez TAAAAAANTO sentido como agora!!

sábado, abril 02, 2011

e é por isso..



                                ...que hoje ando assim. bem lá em cima. contigo. sempre contigo.

Gostei..da descrição principalmente

sexta-feira, abril 01, 2011

O que faz falta é animar a malta

Frase do Dia
ou da noite....?!?!?!



A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.
~* Albert Einstein









O cú também.
~* Clodovil Fernandes*



*
O nome usado é puramente fantasioso.
Qualquer parecença com a realidade
é pura ficção.
Oh la re!
Não quero cá confusões para o meu lado.



E o que eu gosto de chalaças hein?

So, let's keep it real.


Em cada porta que abro, fecho uma janela.
Não que queira, mas porque a necessidade me obriga a tal.



Veneno no Sangue

Um dia alguém me disse,

Nas nossas vidas cabem muitas outras,
tantas quantos os anos que vivemos.
Uma vida por cada vivido.

Comigo, nada poderia ser mais verdade.
Camaleão.
Se fosse um animal seria um camaleão.
Não por me confundir com o ambiente,
mas por me confundir comigo mesma.
São tantas pessoas cá dentro,
mesmo que sejamos apenas duas, que nos confundo.
Baralho a minha parte boa com o meu eu perverso.
Chegamos a nos encontrar por breves segundos.
Um olhar de relance no espelho e lá está ela,
a perversidade, num olhar que não reconheço...
Nunca se vai embora,
está apenas à espera de uma brecha para me dominar.
Um gesto no cabelo e ela surge.
Avassaladora, inconsequente, inesquecível.
Quem a provou ainda lhe sente o sabor na boca,
doce, com um travo de amargo.
P E R I G O
Domina-me, mas dá-me vislumbres da sua loucura.
Torna-me consciente durante míseros segundos,
o suficiente para que eu entre em pânico ou excitação.
Uma cara desconhecida, um amor conquistado.
Um beco escuro, o conforto de uma cama.
Sexo puro e duro, amor desconcertante.

O meu maior receio?
Perder a batalha

quinta-feira, março 31, 2011

Eu...

A minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morta para despachar logo isso. Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulsa porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebia logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscua, e depois estar pronta para o secundário e para a primária, antes de ser criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí então torno me um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses a flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois - Voilà! - desapareço num orgasmo.

Cheguei á conclusão que:

"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro."

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar as suas qualidades.

Desejas-me, não me queres

Sabes a diferença entre o desejo e o querer?
É simples. Embora muitos pensem ser o mesmo, são na verdade duas coisas distintas.
O desejo é o que permanece na mente. O querer é o aumento do último milhares de vezes, quando já nada do que tens apenas na mente te chega, queres o que vem a seguir.
Desejo é ter vontade de ir ver a Torre Eiffel, sonhar com isso em criança e já em adulto. Querer é entrar num avião com destino a Paris.
Desejo é ver algo numa montra e imaginar como seria se fosse nossa. Querer é sair da loja com o artigo dentro de um saco.
Desejo é olhar aquela pessoa na outra ponta da mesa e imaginá-la a nosso lado. Querer é ir ter com a pessoa e perguntar se o lugar ao lado está vago.
Desejo é achar que mensagens, cartas, telefonemas, e-mails são suficientes. Querer é quando já nada disso chega e ansiar pelo toque do outro.
Desejo é imaginar fazer meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros para ir ter com determinada pessoa. Querer é fazer-se à estrada, correr meia dúzia de curvas, ou três centenas de quilómetros para olhar a pessoa. Quanto mais não seja para ver se vale a pena.
Desejo é ter todas as perguntas e nunca as fazer, porque não importa. Está tudo apenas na nossa mente. Querer é fazer as perguntas uma e outra, e mais outra vez, mesmo não obtendo respostas. Porque o que estava, anteriormente, apenas dentro de nós, já galgou essa cerca. E está em nossa volta, sentimo-la como uma película sobre a pele. E tudo o que se tem tido até aqui... já nada disso chega.
Desejo é imaginar o toque frio das mãos de alguém chegado da rua. Querer é sair para a rua de madrugada para que a nossa pele arrefeça de tal modo que o frio sentido nos leva até lá, a meia dúzia de curvas ou três centenas de quilómetros de distância.

A verdade é que... desejas-me, mas não me queres,

Coisas que leio

"Fechei os olhos,
cerrei os punhos e encostei a boca com força aos joelhos
para não chorar"

Coisas que oiço


Acho que precisas de mim.
Porquê?
Porque acho que preciso de ti.
Para quê?
Para matar.
...
Esta fome.
Doce.
Não sou.
És. Tentação.
Cai.
Cairei.

Desafio - este é bem bom **

 Ora, cá estamos não é? Lets go!!




1) Postar o selo e mencionar quem o ofereceu.
Este desafio chegou até mim através da Aurinha (olha que giro lol). Obrigada! :)


2) Enumerar 3 coisas que reparo imediato no sexo oposto e outras 3 que não suporto.

REPARO:
  • sorriso
  • mãos
  • pescoço

NÃO SUPORTO:
  • não saber falar (isto inclui usar «'tão, pá, tipo, 'tas a ver?» e k em cada 3 palavras)
  • que usem termos idiotas como «fofinha, queriducha». Argh
  • camisolas, t-shirts, camisas COR DE ROSA.

3) Passar o selo a outros 4 blogs. Ai meus bichinhos, voltamos ao mesmo! Escolhas. :s
Seguidores que me seguem (passo o pleonasmo) peguem nisto e façam nos vossos blogs, espalhem esta bela arte dos selos!! Pronto, foi estúpido.


4) Comentar o blog da criadora do selo. Olha não conheço o blog!! Como faço isto?? Deixo o desafio por terminar, é?? Hum, hum?? Se alguém souber de quem é, avise. Comentarei, com todo o gosto. ;)


P.S.: ** O facto de dizer que este é bom, não estou a diminuir EM nada os outros que recebi, está bem? Gosto de desafios. :)
E com tudo isto, acho que é uma boa altura para a segunda fornada do meu selo. Muahahahaha.
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Adeus

Corria, espalhando-me por entre os espaços das pedras da calçada, demasiado perdida para me ter, enquanto me olhavas lá do alto, como um condor observa a sua presa, pacientemente à espera que fechasse os olhos. Que os fechasse a tudo o resto e te visse apenas a ti. Desceste do alto do teu miradoiro e a meu lado de acomodaste. Olhaste-me sem que nunca te encarasse. Contaste-me histórias na base do meu tronco e fizeste contas imaginárias sobre os meus lábios, sem eu o notar.


Lambeste-me os dedos depois de eu os passar pelas minhas feridas abertas, rindo do meu prazer pela dor, como se te quisesses infectar. De mim. Sulcaste uma cova com o teu nome, junto da minha, tão certa, mortandade sombria. Sem nunca te ver, dei. Entreguei o que tinha e o que não podia, porque eras tu. Tudo, acima do Nada que sempre vi. Trouxeste contigo dormidas extasiantes e acordares extenuantes, sem que jamais te sentisse por excesso. Tocaste-me, então, em pequenas ondas, sem nunca me sentir o arrepio da pele. Construiste-te dentro de mim, sem intenções de cá viver. Eu é que nunca o quis saber. Tinha-te como te tinha, era-me suficiente.

Os dias não chegavam quando te sabia de cor, como uma rima infantil, uma vez aprendida, jamais esquecida. Inocentemente, (e)levei-te à força de braços e negações várias, até onde não te poderia (e)levar. Potência máxima. As noites quentes queimavam-me a pele e palavras tuas estancavam-me a falta de vida na ponta dos dedos. Fugia-te quanto te fechavas sobre mim, querendo não te ter mais do que te possuía, numa ânsia doentia de te sentir nos meus meandros. Doce veneno.

Esse mesmo veneno que me corta agora, querendo esconder dentro de mim o que não queres sentir. Retirando-me a vida que já não possuo, fazes-te sanguinário do meu corpo. Coses os lábios com linhas escarlate e agulhas enferrujadas, para que não te entre. Não mais. Amarras-me nos gritos dos teus silêncios. Pousas os ferros quentes com que me marcavas noite após noite, quando te gritava de prazer apenas dentro da tua cabeça e ao canto da tua boca. Rainha. Tua. Tão tua fui.

Vês, um adeus? Porque não o vejo eu?

terça-feira, março 29, 2011

Ora Ora vamos lá responder....

Amigos e amigas,conhecidos e desconhecidos putas e cabrões que frequentam o meu Blog, só para me atrofiar a caixa de mensagens com textos pouco apelativos...essa merda das palavras ditas "axim" e "Kualker" deixa-me em estado de nervos, logo para me enviarem mensagens com conteudos de merda...meus queridos e queridas..poupem-se vá lá...sabem que esta merda do SNS (Sistema Nacional de Saude) está pela hora da morte,não há guito e voces que aqui espreitam e deixam comentários anonimos nao vale...estamos a jogar um jogo desigual e ainda têm de recorrer ao doctor com um ataque cardiaco...Queria muito ajudar a pequena ou pequeno que acha que tenho mamas grandes...sim por acaso sim tenho..mas nao recorri ao bisturi...são minhas...ao menos quando ele tocar..que ainda nao tocou,vai sentir de saiu da terra e entrou no céu...Não sou submissa a ameaças Anónimas ou de AA que essa merda parece aqueles aquecedores de poupança de energia,poupem o vosso tempo com coisas uteis,acho mesmo que o que vos falta é perderem tempo e darem mas valentes quecas,que posso-vos garantir que uma gaja quando não sente assim aquela borboleta na barriga fica meio...como hei-de explicar....doida...A menina Anónima que chegou á 5ª mensagem da semana passada até agora poderia oferecer-lhe um vibrador...facial....mas se o AA fôr apreciador de tal instrumento pois dividam...que quem parte e reparte fica sempre com a melhor parte....Não se preocupem tanto com o Sr que tanto falam nos textos...ao que parece está bem,de boa saúde e espero encontra-lo brevemente com energia suficiente para podermos pôr em prática toda a fama que temos tido....então digam lá se não é mau ter fama sem proveito?É fodido..pois claro que é....
Fica a promessa...serão os primeiros a saber...palavra de Escuteira..
Beijinhos e durmam bem....vá..sou amiguinha!!

domingo, março 27, 2011

A shakira diz..

It should be illegal to deceive a woman's heart.

Eu digo:

Quero lá saber da merda do coração partido. Devia ser ilegal era acordar antes das 10 da manhã!

...

Digam-me por favor que nos próximos dias vai estar calor e muito sol. E se não estiver, mintam-me!

Eu sabia...

...que um mail com o assunto "Te amo" só podia ser virus.

sábado, março 26, 2011

Vocês não me viram!



Portanto se passar por aqui alguém com um ar duvidoso (oh senhores para o que eu haveria de estar guardada!) digam que eu emigrei! Ou então que me saiu a sorte grande e fugi para.. sei lá. Olhem inventem vocês!

Desabafo (sem) sentido.



                                                                            Às vezes, penso apenas que ninguém me vê realmente.





                                                                                                                                                                                           

Aquilo que não sabes.



Há tantas coisas que tu não sabes...
Não sabes que às vezes sou pequena.
Não sabes que hoje tive novamente cinco anos.
Não sabes que hoje dancei num rodopio sem fim...
Não sabes que hoje masquei pastilhas que deixam a boca azul.
Há tantas coisas que não sabes...

Nem sabes que te quero... assim.
Em mim.

sexta-feira, março 25, 2011

E foi assim

Ele: Beijo
Eu:Outro

quinta-feira, março 24, 2011

Toma conta de mim

Anda…
Vem…
Toma conta de mim
Dá-me o teu colo
Aperta-me com força
Protege-me nos teus braços
Faz-me sentir segura
Dá-me confiança
Ama-me…
com sinceridade

Tentação

Nesta noite de lua cheia
vou ceder à tentação
Lentamente
permito que as pálpebras se fechem
E deixo-me levar
Levar por tudo e por nada
por pensamentos, sentimentos e desejos
De novo sozinha
de novo a viver para mim
A pensar em todos e em ninguém

Abro os olhos
E sorrio

Sinto que não estou tão sozinha

Algures...
alguém também está a pensar em mim
Vocês nem imaginam o esforço que eu ando a fazer para não infestar aqui o blog de cenas romantico-piroso-sensuais-coiso, tipo isto:


As nossas bocas misturam-se com as línguas, o corpo inflama-se, dói quase.
Deixa-me beijar-te por dentro.

quarta-feira, março 23, 2011

Porque amanhã o sol não nasce mais cedo

Porque o silêncio hoje me faz mais sentido.
Porque as mãos estão a cada dia mais vazias.
Porque os olhos se inundam de lilás a cada manhã e se esvaziam a cada noite.
Porque o caminho me parece infinito e me cansa e me dobra.
Porque amanhã o sol não nasce mais cedo...

Ofereço-te um corpo e uma alma cheia de nada.

Dez de Copas

Meu amor kármico:

Se te pedir, com a voz embargada que me escrevas um texto, palavras tuas, sentidos nossos, escreves?
Se te murmurar noite dentro, que me embales o coração, que serenes as feridas, embalas?
Se te quiser, se te beijar sem barreiras, tomas-me?
Se te desejar, se te quiser dentro de mim a pulsar na imensidão do espaço, fazes amor comigo?
Se te ansiar, se te estender as mãos frágeis, recrias-me?
Se te implorar, por favor, por favor meu amor, não partas... Ficas aqui? No silêncio da felicidade eterna?

Se nascer de novo, num novo ciclo, amas-me como em todas as nossas vidas?

NOVE MILHÕES!!!


Já somos mais de 9 Milhões!!!!
E ninguém me disse nada!!!
Muito Obrigado a todos pelas visitas....Eu vou respondendo aos vossos comentários sempre que possível...prometo
Obrigado

A sério que fico extremamente constrangida

...quando ouço uma mulher falar mal de si mesma só para receber um elogio. Ontem, estando eu à espera de ser atendida num daqueles sítios onde o prato do dia é sempre o mesmo, fast-food, ouço qualquer coisa que me faz voltar a cabeça. " Não posso comer isso porque qualquer dia fico gorda como uma vaca.". Quando olhei para a pessoa em questão vejo uma miúda nova e magra. Até arriscaria dizer, boa. Confusos? Estive mesmo, mas mesmo mesmo, para lhe perguntar, então e nesse dia em que fores gorda como uma vaca também vais dar leitinho, querida? Eh pá, o ponto a que algumas pessoas chegam só para receberem um elogio. Enfim. Acabei por não lhe fazer a tal pergunta. Creio que teria sido um bocadinho indelicado da minha parte.

Só... por esta noite.

Só por esta noite...
Adormeço-me nos teus olhos.
Deixo que me embales os medos e me rasgues as fragilidades.
Só por esta noite...
Permitirei que me digas que me queres sempre e eternamente
Mesmo que eu conheça a dor de saber que tudo é finito
Só por esta noite...
Não penso em nada.
Não me despeço enquanto dormes nos lençóis de um quarto que nem reconheço.
Só por esta noite...
Não te dou um último beijo.
Saio em bicos de pés.
Fecho a porta de mansinho
Com medo que o bater da mesma ecoe na minha alma.
Só por esta noite.
Não olho para trás.
Haverão outras noites.
Haverão outros lábios.
Haverá outro corpo suado em meu corpo.
Haverá.
Haverão.
Outra noite.
Outras memórias.

Quedas.

Numa coisa sou parecida com os gatos...
...posso cair mas, quando caio, caio sempre de pé.

Palavras. Erradas?

Sento-me na cadeira com alguma circunstância. Pego na folha em branco e na caneta de tinta permanente. Muito direita, como se fosse escrever algo demasiado importante, respiro fundo. Quero escolher, entre todas as palavras, as certas. Perguntarás porque decidi escrever. Talvez queira prolongar por mais alguns instantes eternos a minha breve existência. Sei que entenderás tudo o que digo para além daquilo que, de facto, digo e é tão pouco.
Volto a inspirar e expirar prolongadamente, quase em jeito de suspiro. De alguma maneira, sinto-te cerzido a mim, de uma forma latente mas consciente.
Perdoa-me. Por tudo e por este nada. Acho que não consigo escrever-te. As palavras que congemino silenciosamente parecem erradas na simples folha de papel.
Coloco-as nas tuas mãos.

Engano.

Tempos houve em que pensei a minha escrita como um desabafo.
Apercebo-me agora... Escrevo por sentir-me demasiado cansada para falar.

terça-feira, março 22, 2011

Palavras. As certas?

És um livro ilustrado. Silêncios, palavras e imagens, vou-te sorvendo lentamente. Não quero que findem. Nunca. Não te leio de uma só vez, embora sinta essa vontade muitas vezes. Quero conhecer tudo, mas mantenho a calma. Abro-te e folheio-te. Volto atrás. Começo de novo. Leio as mesmas frases para melhor te entender e depois fecho-te e guardo-te bem junto a mim. Deixo-te escondido do mundo num ninho de algodão, flores, folhas e palavras feitas de ternura e afecto. Quando regresso continuas lá. Em cada linha, a tua voz, o som das palavras que dançam nas folhas e me chegam aos ouvidos como carícias. Em cada imagem encerrada em ti, voltam o teu sorriso e olhos doces de menino pequeno que eu quero, a todo o custo, proteger nem sei de quê. O mundo lá fora é cruel. Não te digo. Vendo-te os olhos com beijos para que não te apercebas, para que te sintas seguro comigo. Não quero voltar a sair daqui. Cada vez que transponho as portas, elas transformam-se em muros altos, cada vez mais altos. A cada regresso, o cansaço aumentou e a vontade de permanecer neste calor acolhedor envolve-me. Devo sair, mas não quero. Não vou. O teu cheiro silencioso, que consigo tocar com os dedos e está impregnado de ti e já em mim, fala mais alto do que qualquer grito ensurdecedor. Chamas-me, mesmo sem te ouvir. Adivinho-te o sabor. Umas vezes doce, outras salgado. Fresco. Quente, a queimar as entranhas. Desenho-te o corpo, branco e mudo, na brevidade de um fechar de olhos e repouso em ti. Sinto o teu respirar em cada poro meu. Leio-te os silêncios ou, então, deixo me ficar contigo nesse silêncio que é nosso, sem pensar em nada. Calados, dizemos muitas coisas. Cada vez que te abro continuas lá, presente. Já te conheço mas, mesmo quando te releio, descubro sempre algo novo nas entrelinhas. E então, surges em mim com força renovada. Deslizas suavemente, tocas-me as mãos e serenas-me os ímpetos. Abro-te e folheio-te uma vez mais. A cada dia, todos os dias. Surge uma folha branca. Confusão. Por instantes, pensei-te perdido. Pego na caneta, feita de arco íris, comeco a escrever cuidadosamente. Afinal, ainda há alguma coisa por escrever. Eu quero escrever-me em ti. Não quero mais nada. Quero-te todo. Fundimo-nos. Pele, carne, cheiro, voz, toque, sabor. Olhos que sentem. Não sei onde começo ou acabo. Talvez não possa isolar-me do mundo inóspito que observo da janela, agarrada a ti. Mas quero-te comigo. Levar-te-ei, verás horrores e coisas belas. Não te largarei da mão, prometo. Iremos, lado a lado. Dois contra o mundo, se preciso for. Não sei se encontraremos uma planície calma, onde a chuva e o sol sopram levemente nas brasas do corpo e da alma. Não sei se acharemos o cume de uma montanha onde as nuvens e as constelações são pêndulos que tocamos com os olhos. Encontraremos um abrigo, onde for. À partida, não há batalhas perdidas.

........

segunda-feira, março 21, 2011

Sem Destino

Todos os conteúdos publicados neste blog estão registados na Inspecção Geral das Actividades Culturais, pelo que qualquer reprodução dos mesmos requer uma autorização prévia por parte da autora. O uso indevido ou para efeitos comerciais de textos ou imagens da autora poderá dar origem a processo judicial.

quarta-feira, março 16, 2011

Sem Destino

sexta-feira, março 11, 2011

Solidão

"Na manhã infinita as nuvens surgiram como a Ioucura numa alma
E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam a terra...
Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...
Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto
Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta."

Saudade...

Sinto saudade do tempo.
Do tempo em que eu era criança
Do tempo em que tudo era só brincadeira
Do tempo em que eu era feliz.
E não sabia

Sinto saudade do tempo em que as coisas eram apenas novidade
Do tempo em que tudo o que eu fazia dava certo


Das pessoas que conheci
Das amizades que fiz
Dos relacionamentos que tive

Sinto saudade do tempo
De quando amar parecia algo muito distante
De quando a vida era apenas uma festa
Das brincadeiras que fazia com meus amigos

Sinto saudade do tempo
Tempo em que não dava satisfações de minha vida
De não ter que dar explicações
De fazer o que queria e não me arrepender

Sinto saudade
Do tempo que passou
E que não volta mais

Mas de tudo isso
Também sinto saudade....

Do tempo em que ti que estiveste COMIGO!!!!

Saudades de Ti

"Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeçaes. Tenho saudades do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.Saudades das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo.

Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu carinho intenso, da maneira que tu dizias “adoro-te” deixando um brilho nos meus olhos.
Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntas construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da vontade encantadora de te surpreender.

Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.

Tenho saudades de ser a tua, só tua a tua irma. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos uma a outra, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”. Tenho saudades do nosso "namoro" escondido, onde só éramos eu e tu.

Tenho saudades de dizer “adoro-te para sempre”. Tenho saudades de ouvir “adoro-te”sis

. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, do teu mimo, do teu "amor", das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso amor que não aconteceu. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.

Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os meus sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós... "