"Gostaria de poder dizer-te que se me acabaram as palavras que são tuas. Mas ainda não to direi hoje. Talvez um dia. Algures na viagem do tempo que tropeça nos nossos corpos vazios.
Tento em vão apagar as nossas pegadas do tecto. Finjo ouvir a tua voz quente no frio da noite escura. Finjo ouvir o teu chamamento, as tuas mãos gélidas e brancas, o teu sorriso díficil.
Revejo todos os momentos em que te observei escondida e pergunto-me, onde e quem decretou o fim da nossa história que nem tinha começado.
Esqueço-te de formas imperceptíveis para depois te lembrar em ruas sujas e pecadoras, nos momentos mais ingratos.
Escrevo-te aos soluços, as lágrimas não nascidas a dançar nos fios dos meus cabelos...
Escrevo-te:
"Se não estás a escrita deixa de fazer sentido...por agora"
