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domingo, março 18, 2007

Ser...


Ignorámos as esquinas do tempo quando deixámos de saber ler a distância e nos prolongámos para além dos limites do corpo, numa ânsia de nos vivermos sem máscaras e sem correntes...Apenas a Lua cobriu a nudez que não quisemos guardar e nós fomos as nossas mãos em permuta de sentidos... fomos gemido... fomos fim!Na partilha dos desenhos do fumo do cigarro criámos a história que ficará sempre na memória dos castelos de espuma de mar que erguemos nas estrelas que nos nasciam nas íris debruadas de rendas de sonhos... e, ainda que por momentos, dobrámos cuidadosamente a solidão e guardámo-la no fundo da gaveta do armário das velharias...E quando olho agora as minhas mãos vazias, não deixo de lembrar que foram tuas e tão logo se enchem de sorrisos e de ti...Não mais reabri aquela gaveta... prefiro lembrar-te em mim...