
Madrugaste cedo de maisAmordaçaste os beijos e cobriste-me de serenas cariciasAs que magoam, por serem sentidasTão simples, tão significantesMordiscas-me o corpo e tremo, não quero!Não te quero sentir em mim, não mais!Não quero morrer de novo... gelo por renascerComo simples paixão sem carneTocas-me como se fosse tuaServa dos teus desenhos escorrego para dentro de tiE não te tenho para me erguerAvanças sobre mim e revoltas-me os sentidosSinto-te na minha peleSaboreio a tua linguaSinto o meu cheiro misturado com o teuVejo-te sobre mim e assustas-meOiço a tua respiração quente no meu pescoço´À disposição para partires num leve e rápido torcerE aí me contorço e gemoArqueio e reviro-me nas direções perdidasNão respiro, não reajoDocemente venho-me e sou tua!Morro do teu lado da cama... mas renasces na alvoradaAinda aqui estás depois de mais uma noiteQueria eu que tivesses partido e não me acordasses com leves festas no cabelo entrelaçadoSonhei eu, que saías sem olhar para trás, sem haver nada a dizer depoisMas decidiste ficarPreferiste matar-me uma e outra vezNoite após noiteSol sob solPara que não me esqueça que fizeste com que te amassePorque me acorrentaste sem pensar nas duras penetraçõesNas palavras frias que te dizia enquanto gemias...sem amorPorque não quizeste saber o que eu esperavaEgoista obrigaste-me a aceitar-me sem o monstroE aconchegaste-me nos teus braços nesta madrugadaPor ser cedo de mais para desistir de amar... À disposição para partires num leve e rápido torcer E aí me contorço e gemo Arqueio e reviro-me nas direções perdidas
