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terça-feira, maio 16, 2006



Eu canto para ti um mês de giestas um mês de morte e crescimento ó meu amigo como um cristal partindo-se plangenteno fundo da memória perturbada.
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoae um coração poisado sobre a tua ausênciaeu canto um mês com lágrimas e sol o grave mêsem que os mortos amados batem à porta do poema.
Porque tu me disseste: quem me dera em Lisboaquem me dera em Maio. Depois morrestecom Lisboa tão longe ó meu irmão de Maioque nunca mais acenderás no meu o teu cigarro.
[...]
Porque tu me disseste: quem me dera em Maioporque te vi morrer eu canto para tiLisboa e o sol. Lisboa viúva (com lágrimas com lágrimas).Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve.
**Manuel Alegre, A Praça da Canção**