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sábado, fevereiro 20, 2010

Caminhando em direcções diferentes

Foi com eles que tu arriscaste, superaste os teus limites, desafiaste as leis do correcto ou incorrecto...

Não comigo!

Achas que exagero?!

Não vou contrariar as tuas convicções e muito menos pedir para agires de maneira diferente. Eles também não te pediram, as coisas aconteceram, simplesmente de forma espontânea.

Comigo não és capaz de o fazer! Tal situação arrasta-me para um sentimento de inferioridade.

Estou farta deste aborrecimento, destes passeios tão iguais... das férias a dois, em que tudo corre de forma tão certinha, agindo qual adultos responsáveis!

Preciso de acção na minha vida, preciso de quebrar regras, preciso de ultrapassar limites!

Pareces não compreender tal necessidade, ou então, és egoísta o suficiente, pois o facto de já teres vivo tudo isto, anteriormente, impede-te de embarcares comigo nesta aventura.

Não posso mais continuar presa, não paro de sufocar em comparações e sentimentos de inferioridade.

Se não és capaz de me proporcionar o mesmo que outrora partilhas-te com outras pessoas, Let me go!

Mesmo que não alcance o climax, sei que, pelo menos, tentei!

Chega de tentativas frustradas, de conversas que não levam a solução nenhuma...

Tu és aquele que procura estabilidade, depois de uma vida de experiências!

Eu sou aquela que procura uma vida cheia de experiências ainda por experimentar!

Eu sou aquela que quer ter o telemóvel cheio de convites para sair!

Eu sou aquela que não quero mais sentar-me em frente a este pc a escrever no meu blog, porque não tenho mais nada que fazer numa noite de sexta-feira!

Sou aquela que procura agitação!

Poems on the underground

Este foi um poema que encontrei escrito no metro em Londres e enquanto não chegava ao destino passei-o ;)

"Here too are dreaming landscapes,lunar,deleric.
Here too are the masses tillers of the soil.
and cells,fighters who lay down their lives for a song.

Here too are cementeries fame and snow.
And i hear murmuring the revolt of immense states."

Gostei :)

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

CARNAVAL

Carnaval, ninguem leva a mal.
Mas que é que ninguem leva a mal? Será que posso saber? É que eu levo a mal, sim! Era o que me faltava sugarem-me até ao tutano o ano inteiro e ainda virem nesse dia fo**rem-me os cornos esperando que eu não leve a mal!
Têm cá uma sorte!

Bem, quase pronta para o dia. Este ano, decididamente vou fazer figura. (triste por sinal). A Ana é assim...de tão chata que é, eu tenho que me render só para não a ouvir mais...mas eu perdoo-lhe. Adoro aquela miuda.

Zorro. Melhor, ZORRA!!!!!
E vou arrasar!
Pronto, primeiro comprei a lingerie que por não se ver é por isso o mais importante. Sim, isso é como as pessoas, o que as torna diferentes é aquilo que não se vê à partida...
Preta com uns tons rosa...para não ficar muito negra.
Bota preta, calça preta, camisa preta, máscara preta, chapéu preto, bigode preto,capa preta, espada preta.
Se bem que em pleno séc. XXI até parece mal ir de espada, podia levar logo uma pistola laser, antrax ou bomba atómica...mas lá me convenci a levar uma espada de plástico mais não seja para dar com força nas costas de alguem...


Pensei que tambem podia esquecer as calças e a camisa...ir só de lingerie, botas e a capa por cima...mas sei que para onde eu vou está um frio de morte...e duvido que algum homem se agarrasse a uma mulher que tivesse um bigode...

Comprei estas merditas e ainda gastei 77€... optei por gastar este dinheiro para passar uma noite nas moinas... e se as coisas correrem mal, no próximo ano, alugo. A lingerie sempre dá para mais vezes, bem melhor empregue esse dinheiro...

Tinha pensado ir de capuchinho vermelho... mas com a fome que anda ai,ainda me aparece o lobo mau e me arranca a pele...
Depois pensei ir de freira, mas perdi as esperanças quando me lembrei que não tenho um terço...
Pensei tambem que podia ir de cinderela, mas tinha que ir embora à meia noite e não dava jeito nenhum...
Pronto...ZORRA...hen hen...vou achar soberbo andar de bigode! E aproveito para entrar no wc masculino...
E sempre tenho hipótese de enganar os marmanjos ...posso apalpar uns cus... e pode ser que apesar de ir mascarada de uma personagem masculina, eles não levem a mal...afinal, é carnaval!

Que merda. Falta-me o cavalo. Mas talvez de carro não vá mal...e vou mais protegida...é que andar a cavalo faz umas dores no traseiro que depois nem me posso sentar...
Alem disso, com o frio que está ainda fico tipo Manuel Moura Guedes...plastificada e a rir...porque não me lembrei eu disso antes...

Talvez hoje ainda não saiba...

Talvez hoje ainda não saiba quem sou. Nem sequer quem quero ser. Ou se quero ser alguem.
Por querer ser mais, sem saber em quê.
Talvez hoje ainda não saiba se os caminhos por onde segui foram os melhores, nem sequer se os passos pequeninos que dei foram os erros maiores.
Talvez hoje ainda não saiba se o futuro tem fututro ou se o meu futuro é o segundo seguinte e que depois, termina. Ou começa.

Talvez hoje ainda não saiba se há algum patamar onde desejo chegar ou se vejo o mundo como algo demasiado pequeno para mim nas horas boas, ou grande demais nas outras.
Talvez hoje ainda não saiba que no olhar tudo mudou. Que vejo a vida muitas vezes com olhos que não são meus e que a vivo a esquecer o que sou, onde estou, onde fiquei ou onde me perdi... a desejar, entre um dia e outro, a ver de novo o mundo pelos meus olhos.
Talvez hoje já nem queira entender porque comecei a aceitar. Ou talvez apenas queira aceitar os outros e compreender-me. Mas tambem não sei... Se calhar, quando chegar o fim, vou olhar para trás, se tiver tempo e lucidez, e perceber que passei toda a vida enganada. Mas vou ter a certeza que nunca enganei ninguem...
Talvez hoje ainda não saiba qual o sentido da minha vida nem se a minha vida tem sentido algum. E às tantas deixei de pensar nisso.
Talvez hoje ainda não saiba porque sempre me custa desistir, baixar os braços. Porque é que, a esta altura, ainda me dói ver quem amo partir. E olho para trás, arriscando-me a ser transformada em estátua de sal, e analiso a vida. Tão dura... tão frágil...

Talvez hoje ainda não saiba que sim. Que as pedras no caminho, me permitiram construir o meu castelo. Que os dedos que me apontaram me fizeram mais forte, que as lágrimas que derramei, afinal, não foram em vão. Que a saudade é apenas um sentimento que nos faz chorar. Que é mais fácil levantarmo-nos quando nos dão a mão.
Talvez hoje ainda não saiba que os muros que pensei intransponiveis afinal, se derrubavam com um sopro e que nos dias de desânimo ganhei coragem para outros ainda piores e que as dores e traições me deixaram saborear dias de amor.
Mas hoje, nas duvidas constantes, tenho certezas presentes.
Esqueci o passado. Pouco me importa o futuro, mas no meu presente, aqui e agora enquanto escrevo, sinto aquela tranquilidade que tantas vezes procurei. A leveza do espirito que voa livre, o coração ao largo. A paz.
Neste instante, sei apenas que sou feliz.
E não preciso saber mais nada.


Como confissão: um brinde a mim. Mesmo sendo toda esta confusão que sou...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Para ti