Ontem à noite, se pensava em ter uma conversa leve, melhor o fiz. Pena eu estar num daqueles estados very, very blue.
Sou do tipo de pessoa a quem uma palavra tem um significado maior do que aquele com que é dita. Principalmente se forem palavras boas, de apreço. Acho sempre que é algo mais… É por essas e por outras que me apaixono assim como quem dá aquela palha.
O pior disto é que quero, muito, cair de amores a cada um que me diz coisas que eu queira ouvir, quero, loucamente, perdidamente, para sempre. O reverso da medalha: o não ser correspondida, é o que me mata quando toda aquela ilusão passa, ele afasta-se porque sou demasiado intensa no que faço, digo, escrevo… E volto ao mesmo ponto onde estava antes de me apaixonar: no fundo do poço.
Mas é fácil conseguir sair de lá, do poço, basta virem mais palavras bonitas, que aí estou eu a subir as paredes de novo, na esperança que seja desta. Nunca é, no entanto.
É onde agora me encontro, no mais fundo possível. E como tal, tenho medo que apareça alguém com mel na boca, porque se me vêm, neste momento, com palavras doces, promessa de desejos e prazeres, fins-de-semana a vegetar entre sofá e a cama, de olhos nos olhos, boca na boca, promessas de passeios até lá onde o horizonte acaba… Bom, a viagem vai começar.
A situação profissional/financeira {razoavel, por sinal} em que me encontro também é a causadora de toda esta 'coisa' dentro de mim. Quando se está mais frágil, tudo, mas tudo é motivo para abrir uma nesgazinha da porta e conseguirmos ver o Sol lá fora a brilhar.
Isto está mau, muito mau. E vai ficar pior, o problema é a incerteza que depois do mal, o bem virá. A esperança, essa, há muito que deixou estas paragens; para onde foi?
Quero muito, muito, MUITO o que me têm oferecido, até porque uma 'gaja' tem as suas necessidades. Mas mantenho-me forte, resistente, porque, meus amigos, não sou menina de noites únicas, como tal tenho de o dizer: "não serei mais uma das tuas amigas coloridas". Isto, como é óbvio, é o mote para que 99,99% dos tipos saltem borda fora.
Bonito espectáculo, sim senhor! Pois vão, e tomara que se afoguem!
