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domingo, junho 06, 2010

Só assim naquela - deixem-me desabafar antes que morra de Taquicardia!

Aiai caros leitores, se vocês soubessem a conversa surreal que tive esta noite...!! PRECISO DESABAFAR!!!


E porque estou irritada.
E porque há homens que MEU DEUS, uns estalos bem dados sabiaaa tãaaao bem!
E porque me tiras do sério.
E porque és assim.. qualquer coisa de... nem tenho palavras!
E porque ESPERO que OS uses todos, seguidos, com esta e aquela com a mesma, com diferentes, QUERO LÁ SABER.
E porque tomara que te cases com ela, a da camisa branca, a do sonho, a loira, a morena, a boazuda... Pppffff, NÃO me interessa quem!
E porque não são ciúmes! É simplesmente irritação!
E porque já te foste embora há uma hora, mas deixas-me de tal modo que, o que sentia na altura, continuo a sentir agora: ESTOU À BEIRA DE UMA ARRITMIA.
E porque CAGA lá para o trintão! Isso sim são ciúmes!
E porque és ciumento, oh jasus, tanto, tanto!
E porque nem tens razões para isso não é, quer-se dizer...
E porque se não partilhas, ÓPTIMO, pois

EU NÃO SOU RODÍZIO DE PIZZA. ¬¬


Estamos entendidos? Sim?? Fixe! Boa! Porreiro!
Agora vou ali até ao quintal apanhar ar e beber um chá de camomila!!
E rezar, rezar MUITO para que amanhã não me irrites, será muito pedir UM só dia de CALMA?


[E antes que venhas TU ou qualquer outro com termos médicos:
EU SEI que Taquicardia e Arritmia não são a mesma coisa!!!
São opostos até, CERTO?]

[E não preciso que ELE me faça massagens! Se quiser, sei fazê-las MUITO bem sozinha!]

= FUTURO =

Sem nunca o perceberes, esgravatas-me a alma como se fosses um animal enjaulado.
Sem nunca me importar deixo que o faças, intermitentemente, como se fossem estes rasgões a minha melhor forma de vida, a mais merecida, aos teus olhos.
Sem sequer ponderares, devoras-me a cada respirar expelido na inconsciência de uma vivência incompleta, quando não te apresentas, te escondes atrás de desculpas, apenas porque um dia não te fui.
Encontro-me neste corrume de novo. Não dividida, simplesmente estagnada. Tudo por mim passa, passam as origens, os meios e os termos. Nada fica, apenas eu permaneço num qualquer vértice entre o que desejo ser, o que sou e o que vês.
Expandes sobre mim a utópica essência dos sentidos. Sem falhas ou rugas, mostrando-me que ainda há poemas por escrever, sobre nós. Frases que ficarão para sempre por dizer, páginas em branco, livros que jamais serão desfolhados, ninguém sentirá o cheiro da tinta nas suas folhas recentemente impressas. Este cheiro tão nosso.
E na volta, voltas a sulcar-me a carne com as tuas unhas, a alma com as tuas acções. Volto a pedir permissão para respirar enquanto me apertas com força contra ti, contra o teu corpo celeste, pontilhado não com a luz emanada das estrelas sobre nós, mas sim com a intensidade com que me desejas, de uma forma tão doentia.
A clarividência que se abeira de mim, mortalmente consumidora de almas perdidas, entre os estados de inconsciência em que me encontro quando estás, leva-me a repudiar os momentos mais simples, por mim guardados.

Quando de manhã, ao acordar primeiro que eu, estás na cozinha a fazer o café, e o seu cheiro me desperta. Vou ter contigo, sem me aperceberes e, por trás abraço-te, colocando-me em bicos de pés para te poder beijar o pescoço. Gosto de te sentir arrepiado. Raras são as vezes em que não te surpreendo. Incrível como há surpresa entre dois corpos que, apesar de separados, são metade um do outro. És a minha melhor metade.
Agora que penso nisto, repudio aquele momento quando ontem, enquanto sentada à beira da cama me calçava para ir trabalhar, sentia os teus olhos recaídos em mim. Fingi não perceber e tu fizeste de conta que continuavas a dormir, fechaste os olhos quando me aproximei de ti e te beijei os lábios sussurrando-te ao ouvido "até logo, meu amor". Ou quando à noite, sentada no sofá lia um livro enquanto te esperava que chegasses do trabalho exausto, como sempre, e com vontade apenas de mim, de nós. Chegas silencioso, esse silêncio que tanto me incomodava de inicio, e com o qual já não vivo. Não é preciso cuspir meia dúzia de coisas sem nexo quando se tem o poder de falar com os olhos, com o corpo quando o encostas a mim, com as mãos e elas me tocam. Chegaste silencioso, sem uma única palavra nos lábios, fechaste-me o livro, sabendo que odeio não marcar a página, perco o fio à meada. Sentiste-me irritada e sorriste. A partir daí fizeste de mim o que a tua imaginação ditou.

Repudio estes momentos de felicidade para que os outros venham à tona. Os outros que me matam.

= PRESENTE =

Numa mórula sentida neste brinquedo, o berço de vida, nascente dos males, sinto entrar, o que não devia, por ti, por ser tão certo que se torna inoportunamente errado.
E então nesta doce e obscura morte, depositei a razão destes males num frasco e cobri-o de formol, olho-o sem ternura alguma, sem dúvidas e com um ar de certa comicidade. Tomara que nada o faça sair dali, de novo.

quinta-feira, junho 03, 2010

Acredito. do verbo acreditar.


Acredito que as relações se fazem de química e cumplicidade. simplesmente. acredito que o corpo tem linguagem própria. o olhar. o sorriso também. é isso que constrói uma relação. tudo o que está para além das palavras. tudo o que conseguimos ouvir no silêncio. acredito no conforto do silêncio. acredito que as relações se fazem de cumplicidades. segredos. lágrimas e gargalhadas. fantasias. guardar tudo o que se sabe. sem querer saber mais nada. passado. futuro. querer o todo. sem nunca conhecer tudo. viver. acredito em entidades isoladas. com um mundo próprio. acredito no fascínio pelo que nunca nos pertence. simplesmente. acredito em nós.

quarta-feira, junho 02, 2010

Fraqueza




Aviso sobre conteúdos.
Continuai apenas se tiverdes certeza que podeis
e possuíeis capacidade e maturidade para tal!







Duas da manhã.
A noite já estava perdida, de qualquer das formas. E de nada me valiam as voltas infinitas que aqueles lençóis já haviam sentido. Não valia a pena dar mais umas quantas.
Levantei-me e sem sequer acender a luz vesti qualquer coisa atirado, horas ou teriam sido dias (?) antes, para cima da cadeira aos pés da cama. Fui à casa de banho, na esperança de aliviar o calor que sentia e lavei a cara. Olhei-me ao espelho e vi quem não queria.
Peguei nas chaves e sai porta fora.
Não sei por quanto tempo andei às voltas por estas ruas e dentro de mim. Pensei em tudo sem nunca pensar em nada... Tinha um vazio na cabeça cheio de pensamentos que não queria.
Quando dou por mim estou a tocar à tua campainha. E já nem me importa voltar atrás ou pensar sequer como fui ali parar. Não estás em casa? Toco mais uma vez. A porta por fim abre-se e surges ensonado.

»  Que fazes aqui? Sabes que horas são??
» Não. Posso entrar?
Com uma mão na porta e outra na ombreira, impedias a minha entrada mesmo que inconscientemente. Sempre foi assim, sempre fomos assim. Tentamos impedir a entrada um do outro, mas ambos sabemos o insucesso de tais acções...
» Que queres?Vai para casa, é tarde...
» Posso entrar?
Subo um degrau, tu não te mexes. E consigo agora sentir-te o cheiro, esse teu cheiro. Olho para lá de ti, tentando perceber, mas vejo apenas uma casa na penumbra.
» Estás acompanhado, é isso?
» Não.
» Deixa-me entrar.
Subo o outro degrau. Ficámos tão perto um do outro que sentimos os nossos calores. Cheiro-te o braço esticado à minha frente, cheiras a cama. Aquele cheiro à tua cama. Enquanto o faço, sei que aproximas a tua face do meu cabelo para o cheirar, embora voltes à tua posição de defesa assim que volto os olhos para te encarar.
Segundos depois deixas-me entrar.

Encosto-me à parede, no lado esquerdo do hall de entrada. Para ser sincera, estava com receio de entrar, ambos sabíamos como iria acabar.
Fechas a porta, e frente a mim, a pouco menos de dois metros de distância, encostas-te à parede do lado direito.
» Que fazes aqui?
Não te respondo. Os meus olhos percorrem o teu tronco nu, com a vontade crescente de o sentir. Cruzas os braços ao peito; sempre gostei da tua timidez. Poucos sabem que és.
Caminho até ti e paro a poucos centímetros dos teus braços. Estico a mão para te tocar, mas num movimento rápido lanças a tua ao meu pulso impedindo-me.
» Que vieste cá fazer?
O teu tom de voz mudou, sei que queres tanto como eu.
» E isso importa? Importa quando ambos sabemos?
» Eu quero saber. Quero que o digas. Porque da última vez disseste que seria a última... de vez.
Tento soltar o pulso que me apertas, isso faz com feches ainda mais a tua mão sobre ele.
» Larga-me.
» Não largo, enquanto não o disseres.
» Não sei porque vim cá ter. Apenas saí de casa e vim parar aqui.
» Não me chega.

Puxas-me o braço contra o teu peito e com a outra mão prendes-me o outro pulso atrás das minhas costas. E mesmo sem o querer, solto um pequeno gemido ao sentir o calor do teu corpo através da minha roupa.
» Diz!
Tento soltar-me de novo o que faz com que me apertes ainda mais contra ti. Aproximas a tua boca da minha sem nunca me beijar. Sinto-te a respiração na minha face. Fecho os olhos e descaio a cabeça para trás, oferecendo-te o pescoço, que aceitas de bom grado.
Mantenho-me em silêncio, apenas o acelerar da minha respiração se sobrepõe.
Sinto-te a ficar excitado através dos boxers, esses que um dia foram causa de uma risada majestosa no restaurante, quando, depois de te confidenciar baixinho, entre garfadas, que nada tinha vestido por debaixo da saia, me segredaste "Dói-me. Dói-me a tesão que se mantém presa nos meus boxers..."
Recordar-te-ias desse episódio?

Tiraste-me a camisola, num ápice, mostrando que eu não precisava de responder.
Viraste-me de costas para ti e entre dentadas no ombro insistias em querer ouvir da minha boca como iríamos acabar.
» Precisavas ser assim tão teimosa?
» Se não o fosse não te dava essa tesão que tens...
Com a mão procuro-te o sexo endurecido. Gemes no meu ouvido quando sentes os meus dedos entre o tecido e a fecharem-se sobre o teu membro desejoso do meu calor.

Viras-me para ti, olhas-me nos olhos e encostas-me à parede.
Cruzas-me os pulsos acima da cabeça, e sem grande dificuldade uma única das tuas mãos grandes prende-me, enquanto a outra desce até às calças.
Deverias ter ido para mágico, em segundos desconcertantes, talvez impelido pelo desejo ou pelo saber, desapertas os botões, tiras as calças e por fim as cuecas, deixando-me como me querias, exactamente como me querias.
Acomodas-te a mim.
E quando assim estamos, encaixados, parecemos obra divina. A peça que faltava ao outro.
Entrelaço uma perna no teu quadril, para melhor te sentir. E como te sinto...
As minhas costas roçam nas imperfeições da parede.
E saber que não tenho saída, entre o teu corpo escaldante e a parede fria que me arranha, abro a boca para dizer o que querias.....

 continua....
                                                                                                                                        [ou não]